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13 Dez 2016

ABAIXO O POLITICAMENTE CORRETO

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Refiro-me à ideologia estúpida do politicamente correto, essa coisa autoritária disfarçada de solidariedade, esse amontoado de vícios escondidos em capa de virtudes, esse relativismo absolutamente imoral fantasiado de fraternidade, essa inaceitável intolerância dos valores judaico-cristãos sob o escabeche de tolerância religiosa.

 

A vitória de Trump nos Estados Unidos foi um golpe bastante duro em muito do que representa o que de pior existe no mundo de nossos dias: a mídia quase toda de esquerda - internacional e brasileira –, o partido democrata americano, os partidos socialistas espalhados pelo mundo, o próprio partido republicano, com seus vícios que se acumularam como limo, o establishment burocrático e corrupto de Washington, a ONU e outros organismos globalistas, a União Europeia e sua burocracia milionária e intervencionista, os adeptos da ideologia de gênero e do racismo, a maciça propaganda antijudaica e anticristã, o sr. Soros e muitos outros elementos da pior de todas as ameaças que atualmente ainda avançam sobre as liberdades individuais e – sem exagero – sobre a paz entre as nações.

Refiro-me à ideologia estúpida do politicamente correto, essa coisa autoritária disfarçada de solidariedade, esse amontoado de vícios escondidos em capa de virtudes, esse relativismo absolutamente imoral fantasiado de fraternidade, essa inaceitável intolerância dos valores judaico-cristãos sob o escabeche de tolerância religiosa.

Que fique claro que Trump não é uma fonte de virtudes e, além disso, que jamais devemos nutrir qualquer esperança de que ele ou qualquer outro político possam ser a solução para nossos problemas, porque o processo político não existe para resolver os problemas do povo, mas para acomodar os interesses dos que disputam o poder. Qualquer pensamento em contrário é ingênuo.

Tampouco devemos esperar que ele opere os milagres na economia que prometeu durante a campanha. O que de melhor podemos esperar é que faça algumas mudanças necessárias. E o mesmo vale para a sua política internacional. Que os Estados Unidos voltem a ser os Estados Unidos que os federalistas sonharam e desenharam.

Por que estou satisfeito, então, com a vitória de Trump? Bem, há algumas boas razões para isso, mas vou mencionar apenas aquela que considero a principal: espero que ele dê um golpe de misericórdia em toda a estupidez politicamente correta, esse lixo ideológico que vem contaminando o mundo desde o primeiro mandato de Bill Clinton. Que pedras voltem a ser chamadas de pedras e não de paus, que paus sejam chamados de paus e não de pedras; meninos possam usar roupas azuis - e meninas, rosa -, sem que sejam incomodados; que sejam tratados simplesmente como meninos ou meninas; homens e mulheres idem; que se ponha um fim às cotas de qualquer natureza e se resgate a cultura do mérito; que o recato volte a ser valorizado e o despudor desvalorizado; que feministas que tiram suas roupas nas ruas em protesto contra qualquer coisa sejam responsabilizadas por atentado ao pudor; que Bruxelas volte a ser apenas a capital da Bélgica, e não o centro de idiotices globalistas em que se transformou; que terroristas sejam considerados terroristas e combatidos duramente como tal; que minorias de estudantes que invadem e ocupam escolas, impedindo a maioria de estudar, sejam punidos imediatamente e, se forem menores, seus pais responsabilizados incontinenti, que, enfim, o certo volte a ser considerado certo e o errado seja visto como errado.

Espero que Trump consiga dar um basta ao misto de desinformação com despreparo dessa gente, à combinação de clichês com arrogância, ao amálgama de incapacidade perceptiva com tentativas de enviesar a realidade, à caricatural mistura de chiliques com obtusidade ideológica. Que ele, com a nossa ajuda – mesmo que venha a construir o inacreditável muro na fronteira com o México - possa derrubar o outro, muito pior e construído pacientemente, por décadas, pelos socialistas politicamente corretos, um horror, um pavor, uma coisa terrível.

Que possamos voltar a chamar as coisas e pessoas pelos seus verdadeiros nomes, sem nenhum chato idiota a nos querer censurar!

 

 

 

Ubiratan Iorio

UBIRATAN IORIO, Doutor em Economia EPGE/Fundação Getulio Vargas, 1984), Economista (UFRJ, 1969).Vice-Presidente do Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista (CIEEP), Diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da UERJ(2000/2003), Vice-Diretor da FCE/UERJ (1996/1999), Professor Adjunto do Departamento de Análise Econômica da FCE/UERJ, Professor do Mestrado da Faculdade de Economia e Finanças do IBMEC, Professor dos Cursos Especiais (MBA) da Fundação Getulio Vargas e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Coordenador da Faculdade de Economia e Finanças do IBMEC (1995/1998), Pesquisador do IBMEC (1982/1994), Economista do IBRE/FGV (1973/1982), funcionário do Banco Central do Brasil (1966/1973). Livros publicados: "Economia e Liberdade: a Escola Austríaca e a Economia Brasileira" (Forense Universitária, Rio de Janeiro, 1997, 2ª ed.); "Uma Análise Econômica do Problema do Cheque sem Fundos no Brasil" (Banco Central/IBMEC, Brasília, 1985); "Macroeconomia e Política Macroeconômica" (IBMEC, Rio de Janeiro, 1984). Articulista de Economia do Jornal do Brasil (desde 2003), do jornal O DIA (1998/2001), cerca de duzentos artigos publicados em jornais e revistas. Consultor de diversas instituições.

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