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22 Nov 2016

UM RETRATO DO RIO DE JANEIRO: UM POVO ENVERGONHADO

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Não é que o sentimento de vergonha e repulsa não exista em todo o País, diante de tanta sujeira, mas o caso do Rio de Janeiro ultrapassa até mesmo os limites da nossa imaginação. Aventureiros de todos os matizes ideológicas, incompetentes, corruptos, enfim, políticos desprezíveis, ocuparam nesses últimos anos o Palácio Guanabara, iludindo o ingênuo povo fluminense. Restou o que se vê hoje, um estado falido, “na lona”, sem alternativa visível.

 

Por Gen GILBERTO PIMENTEL

Não é que o sentimento de vergonha e repulsa não exista em todo o País, diante de tanta sujeira, mas o caso do Rio de Janeiro ultrapassa até mesmo os limites da nossa imaginação. Aventureiros de todos os matizes ideológicas, incompetentes, corruptos, enfim, políticos desprezíveis, ocuparam nesses últimos anos o Palácio Guanabara, iludindo o ingênuo povo fluminense. Restou o que se vê hoje, um estado falido, “na lona”, sem alternativa visível.

Maior a vergonha, ainda, quando há pouco mais de dois meses, levados pela fantasia desses governantes inescrupulosos, anunciávamos ao mundo ter sido sede dos maiores Jogos Olímpicos em todos os tempos. Muitos quase acreditaram. Agora era desfrutar o alentado “legado”. O Rio de Janeiro mudara, diziam. Uma nova cidade nascera. O verdadeiro legado, no entanto, aí está: é o desemprego, a falta de segurança, a falência da saúde e da educação, a revolta popular e até a fome que já ronda muitos lares. E os escândalos se sucedem. Nada funciona.

Em dois dias, caso único no mundo, creio, dois dos seus ex-governantes e secretários de estado foram presos pelo crime hediondo da corrupção, o pior que um dirigente público pode cometer: o engodo e o roubo do dinheiro daqueles que deveriam representar em prol do seu próprio enriquecimento. Sem dó nem piedade. E se o governador em exercício não gozasse do famigerado instituto da imunidade parlamentar, com certeza também estaria nas malhas da lei, pois foi partícipe de todos os atos de seu antecessor que espertamente o apoiou.

E é esse mesmo senhor que agora pretende, cinicamente, apresentar a conta da roubalheira à sociedade, pedindo sacrifícios a quem não tem mais nada para dar. É claro que não vai dar certo. Os fatos aí estão e para mudar é preciso que a Justiça, em sua mais alta instância, seja ágil, como vêm sendo os juízes encarregados da Operação Lava-Jato, o Ministério Público, por meio de seus Procuradores, e a Polícia Federal. Que se dê continuidade aos processos, julgando e condenando todos os responsáveis. Todos os que devem têm que pagar, pois perderam a credibilidade e a honra. Só assim novos caminhos se abrirão.

 

* O autor é presidente do Clube Militar

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