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22 Nov 2016

APENAS UM PUNHADO DE MATUTADAS

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Ensina-nos a Sagrada Escritura, juntamente com a sabedoria popular, que as companhias nos corrompem. Dependendo da qualidade delas, nos pervertem pra cacete.

 

NÃO SE ESQUEÇA – Ensina-nos a Sagrada Escritura, juntamente com a sabedoria popular, que as companhias nos corrompem. Dependendo da qualidade delas, nos pervertem pra cacete. Sim, essa é uma verdade tão simples quanto óbvia e, por isso, em certa medida, ela não é totalmente fiel ao que afirma e, assim o é, porque na maioria dos casos, não são os colegas que corrompem o caipora não; os elementos apenas tornam evidente o tipo de pessoa que realmente somos. Trocando por miúdos: não são as companhias que nos acanalham não, elas apenas fazem o canalha que há em nós se sentir bem à vontade para colocar as suas manguinhas de fora e revelar-se sob os indultos de todas as luzes da cidade toda a sua desdita face.

APENAS UMA OBSERVAÇÃO - A celebração da memória de Zumbi como símbolo da luta contra a escravidão no Brasil não passa duma cabal demonstração duma profunda alienação histórica advinda dum orgulho tão soberbo quanto vazio que preocupa-se muito mais em, anacronicamente, inventar um herói nacional, para legitimar uma ideologia atual e atuante, ao invés de reconhecer os méritos e festejar a memória daqueles que, de fato, lutaram para pôr fim a essa prática ignóbil que é a escravidão.

O CINISMO DOS DEFENSORES DOS MANOS - Sabe aquela galerinha, que mora em condomínio fechado de classe média, com toda a segurança que o dinheiro pode pagar e que vive falando, dando chilique em defesa dos tais direitos dos manos, dessa depravação feita com os direitos fundamentais para indevidamente beneficiar os tais dos manos, sabe? Pois é, o que será que essa gente boazinha e cheia de não me toque teria a dizer, de relevante, quando traficantes; digo, manos, abatem um helicóptero da PM, matam quatro policiais e, de quebra, comemoram mui loucamente a atrocidade que fizeram? O que será que seria dito? O quê? Era bem isso que eu imaginei: nada que mereça ser ouvido com um mínimo de deferência. Nada.

PRA ORGANIZAR AS IDEIAS - Qualquer um que encare como sendo algo normal, numa sociedade minimamente civilizada, o fato de termos hordas criminosas abatendo um helicóptero da PM, atacando viaturas e delegacias de polícia, que aceite como algo normalíssimo para um país apresentar mais de sessenta mil homicídios por ano (aproximadamente), deveria, antes de qualquer coisa, enfiar a cabeça na privada e puxar a descarga pra fazer uma urgente lavagem cerebral e limpar a cuca de todo esse entulho ideológico, desse juridiquês politicamente correto infernal que apenas alenta e resguarda quem não presta, tornando todos os demais cidadãos reféns da insanidade que toma conta do nosso entristecido país.

Dartagnan Zanela

Professor e ensaísta. Autor dos livros Sofia Perennis, O Ponto Arquimédico, A Boa Luta, In Foro Conscientiae e Nas Mãos de Cronos – ensaios sociológicos.

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