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06 Out 2016

PARA A ESQUERDA, SÓ SERVE NEGRO SE FOR DE ESQUERDA (DE PREFERÊNCIA GOVERNADO POR BRANCO)

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Se o negro gay e pobre for liberal, aí é um traidor, alguém com “alma branca”, que faz o papel de capacho dos “senhores escravocratas”, ou seja, os brancos que também não são de esquerda.

 

É um espanto! Sabíamos que a eleição do liberal Fernando Holiday daria um nó na cabecinha da esquerda, mas parece que deu um verdadeiro nó górdio, daqueles que ninguém consegue desatar mesmo. Afinal, o sujeito é negro, pobre e gay, uma minoria tripla (título da minha coluna da IstoÉ que sai amanhã), só que é do MBL, foi eleito pelo DEM, e condena as cotas raciais. Como assim?! Um negro pobre e homossexual que ousa não aderir à vitimização das minorias?

No DCM, site que era bancado pelo governo petista e hoje sobrevive sabe-se lá como, um tal de Marcos Sacramento publicou um artigo dos mais racistas, abjetos, nefastos já vistos na esgotosfera da esquerda (e olha que a concorrência é puxada). Para o autor, Holiday não é negro. Sim: é preciso tornar-se negro, e o garoto tem “alma de branco”. Para se tornar negro, ele deveria passar a defender as cotas, a repudiar o liberalismo, enfim, virar um esquerdista! Leia com suas próprias palavras, para acreditar:

“Ser negro não é uma condição dada, a priori. É um vir a ser. Ser negro é tornar-se negro”, diz uma das passagens mais famosas do texto. Ainda há tempo para Fernando Holiday tornar-se negro.

Guilherme Malacossi resumiu bem a coisa:

“Quantos mandatos Fernando Holiday do MBL cumprirá até tornar-se negro?”, pergunta o DCM. Quantos textos racistas o DCM do Paulo Nogueira publicará ate tornar-se condenado por racismo?, pergunto eu.

Essa sim, é uma boa pergunta. Mas sabemos que processos judiciais não param essa turma canalha. Paulo Henrique Amorim, um dos mais patéticos deles, já foi processado por racismo, mas continua destilando ódio de classe. Esse pessoal usa o movimento racial como pretexto para o socialismo. As tais minorias não importam de verdade. O negro, o gay, a mulher, nada disso importa. Não como indivíduo, ao menos.

Só começam a importar quando servem de mascote para a esquerda, para sua agenda totalitária estatizante. E isso só acontece quando aceitam o papel de vítimas, de coitadinhos, clamando por intervenção estatal. Negro bom é negro governado por um dirigente petista branco, milionário, corrupto, não é mesmo? Ou por um carioca que circula pela zona sul, branco, de meia idade, com curso superior: tipo assim, um Freixo!

Se o negro gay e pobre for liberal, aí é um traidor, alguém com “alma branca”, que faz o papel de capacho dos “senhores escravocratas”, ou seja, os brancos que também não são de esquerda. Só o negro que banca a vítima para que o branco esquerdista concentre mais poder é que presta, na ótica funesta dessa gente. O “negro”, aqui, é apenas uma adaptação para o conceito de luta de classes marxista. Só não vê quem não quer. Ou quem é cego mesmo.

Rodrigo Constantino

Rodrigo Constantino é economista formado pela PUC-RJ, com MBA de Finanças pelo IBMEC. Trabalha desde 1997 no mercado financeiro, como analista de empresas e administrador de portfolio. É autor do livro "Prisioneiros da Liberdade", da editora Soler.

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