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03 Out 2016

A "FILÓSOFA" E SUAS "BESTAS" E "DÉSPOTAS"

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Definitivamente, há certos professores fantasiados de intelectuais de quem se pode dizer que o gato comeu seus princípios morais e que a consequência foi uma forte indigestão, pois ingeriu algo pútrido...

 

A dita “filósofa” (as aspas são muito necessárias) Marilena Chauí, em palestra proferida - ou, melhor dizendo, expelida – no colégio Oswald de Andrade, um dos mais caros da cidade de São Paulo, voltou a regurgitar seus costumeiros dejetos verbais, ao afirmar, com aquele ar de suposta superioridade intelectual tão ao gosto dos nossos esquerdistas inimigos de leituras, que “quem defende a família é uma besta” e que os pais são “déspotas” (ver aqui).

Se você tiver estômago para assistir à íntegra do vídeo, parabéns, pois tem capacidade de digerir qualquer coisa, de pedras a salgadinhos de beira de estrada com validade vencida. Sinceramente, eu não tenho. Contudo, tive que me impor esse sofrimento para escrever essas linhas. Naturalmente, recorri antes a meu cunhado médico para me indicar algo que me permitisse suportar o verdadeiro suplício que foi ouvi-la por dois ou três minutos, durante os quais me senti como naquelas ocasiões em que, aos quarenta minutos do segundo tempo, meu time está ganhando por um gol de diferença e o relógio parece andar para trás.

Na plateia, adolescentes. Nas casas desses, seus pais que pensam que pagar caro pela escola de seus filhos garante que estes terão um bom ensino. O título da palração, A fragilidade da democracia, bem deveria ser A fragilidade moral da palestrante. A cada frase da festejada senhora, uma asneira; a cada vinte segundos, várias estultices e a cada quarenta uma sucessão inacreditável de jumentadas explícitas. Os adjetivos que estou usando são fortes, nada têm de acadêmicos, fogem ao meu estilo, mas são absolutamente necessários, porque há situações em que refutar tantas tolices com erudição é como atirar pérolas aos porcos.

Um dos atentados cometidos pela musa extemporânea do PT e da esquerda tupiniquim contra as mais elementares noções de história da civilização é que a família teria sido “inventada no final do século XVIII, início do século XIX”; outro, que seria “uma invenção do capitalismo”; um terceiro, que aqueles que veem a família como uma instituição natural são “umas bestas” (e a garotada achou engraçadíssimo ouvi-la ofender assim seus pais); outro, que esses mesmos pais são “déspotas” (naturalmente, ela deve achar que os filhos devem mandar e os pais obedecerem).

Definitivamente, há certos professores fantasiados de intelectuais de quem se pode dizer que o gato comeu seus princípios morais e que a consequência foi uma forte indigestão, pois ingeriu algo pútrido...

Registre-se que a referida senhora, em vídeo bastante conhecido no Youtube, já declarara seu ódio à “classe média”, à qual ela mesma, supostamente, pertence.

Afinal, quem essa gente pensa que é? Que é superior aos seus semelhantes (embora não devamos forçar a barra e nos considerarmos seus semelhantes, obviamente)? Que seu apego ao relativismo moral lhe dá carta branca para mentir deslavada e despudoradamente e para atacar os responsáveis pelos adolescentes, que não estavam presentes, pois o evento era para os alunos? Quem foi o professor ou professores que a convidaram para seu habitual desfile de asneiras? E os diretores, coordenadores e pedagogos do colégio, o que fizeram? Por que – já que certamente devem apregoar que são “democráticos” – não convidaram para debater com essa desqualificada ideológica alguém que pudesse defender os valores da família? Em que Brasil nós estamos? O do pensamento em mão única? O da criminosa doutrinação da juventude?

Não preciso aqui explicar por que a família, dentre todas as instituições sociais, é a mais salutar do ponto de vista moral, porque séculos de civilização já são mais do que suficientes para falarem por mim.

Que tipo de organização social esses pretensos intelectuais defendem, afinal? Ora, são comunistas extemporâneos, defensores serôdios de ditaduras cruéis, marxistas tardios. O sistema que defendem só pode se alimentar das mentiras que ininterruptamente apregoam para ouvidos não esclarecidos, das carcomidas dialéticas pobres x ricos, empregados x patrões, brancos x não brancos, heterossexuais x homossexuais, mulheres x homens, religiosos x ateus e outras mais. É o nefando marxismo cultural em suas diversas facetas: ideologia de cor, de gênero, de renda, de credo... Em outras palavras – para afirmar com todas as letras – é a prática permanente da disseminação do ódio, na estúpida convicção movida pela cegueira ideológica, de que sua propagação, martelada à la Gramsci pela mídia, pelas escolas, pelas universidades e por todos os meios possíveis, tornará possível o tipo de sociedade que defendem: o totalitarismo.

Sim, trombeteiam-se democratas, mas são apaixonados pelas ditaduras mais cruéis. Preferem, contudo, morar no Brasil ou – melhor ainda – em Paris, a capital das tolices filosóficas travestidas de intelectualidade.

Quem são as verdadeiras bestas, os que defendem a família ou os que lutam para aniquilá-la? Os homens e mulheres que vivem em famílias monogâmicas ou os que, delas “libertos”, agem de acordo com seus instintos, como os animais ditos irracionais? Os que têm fé em Deus ou os que, apregoando a laicidade do Estado, fazem dela um mero pretexto para tentarem impingir a todos seu traiçoeiro relativismo moral? Os governantes que zelam pelas tradições culturais – que são desqualificados por serem “conservadores” – ou Fidel Castro e Guevara, cultuados como heróis, mas que fuzilavam os homossexuais que encontravam pela frente? Ou Pol Pot, o carniceiro que aprendeu com Jean Paul Sartre -  em Paris obviamente - que não haveria nenhum mal em assassinar metade da população do Camboja e transferir o restante para o campo, para o bem do comunismo? Ou Maduro, outra figura tragicômica que eles tanto defendem e que está matando os venezuelanos de fome e tolhendo seus protestos com carnificina e prisões? Ora, façam-me o favor!

E quem são os autênticos déspotas, os pais e mães de família que têm consciência do dever moral de educar seus filhos ou os que querem substituir sua autoridade pela do Estado? Ou os muitos nomes do partido dessa senhora que estão na cadeia e/ou na condição de réus, por terem se alojado no poder à custa de enganar a população e o usarem para assaltar o país de maneira torpe e descarada para sustentar seu projeto de perpetuação, supondo que ficariam impunes?

E, por fim, quem são os verdadeiros filósofos? Aqueles que mentem descaradamente para fazer proselitismo e doutrinação ideológicos ou aqueles que respeitam a etimologia da palavra grega – filosofia - que significa "amor à sabedoria", que se ocupa com o estudo de questões fundamentais, como as da existência, do conhecimento, da verdade, dos valores morais, da estética, da transcendência e da inteligência? Os que se deixam escravizar por partidos políticos ou os que propugnam e praticam a liberdade de pensamento para si e para seus leitores e alunos? Os que ensinam a votar nos partidos de esquerda ou os que passam suas vidas longe dos holofotes politicamente corretos ensinando seus alunos a pensar?

Deixo as respostas para vocês. Nos tempos que vivemos, felizmente, o Brasil está assistindo à derrubada de muitos mitos: um ex-presidente é réu e poderá vir a ter sua prisão decretada, uma ex-presidente foi impedida depois de agredir a Constituição com sua arrogância, os dois ministros da Fazenda dos governos do partido da dita filósofa foram presos, outros ex-ministros, senadores, tesoureiros, empresários amigos, etc., idem e outros ainda o serão.

Mas ainda restam alguns e não só na política, mas também na mídia e nas universidades. É preciso desmoralizá-los, mostrando o que realmente são: pessoas sem dignidade, sem ética profissional e que se prestam a mentiras para obter vantagens de todos os tipos, inclusive, em alguns casos, pecuniárias. Nossa sociedade precisa libertar-se desses sabujos do comunismo e lacaios de ideologias!

 

 

 

Ubiratan Iorio

UBIRATAN IORIO, Doutor em Economia EPGE/Fundação Getulio Vargas, 1984), Economista (UFRJ, 1969).Vice-Presidente do Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista (CIEEP), Diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da UERJ(2000/2003), Vice-Diretor da FCE/UERJ (1996/1999), Professor Adjunto do Departamento de Análise Econômica da FCE/UERJ, Professor do Mestrado da Faculdade de Economia e Finanças do IBMEC, Professor dos Cursos Especiais (MBA) da Fundação Getulio Vargas e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Coordenador da Faculdade de Economia e Finanças do IBMEC (1995/1998), Pesquisador do IBMEC (1982/1994), Economista do IBRE/FGV (1973/1982), funcionário do Banco Central do Brasil (1966/1973). Livros publicados: "Economia e Liberdade: a Escola Austríaca e a Economia Brasileira" (Forense Universitária, Rio de Janeiro, 1997, 2ª ed.); "Uma Análise Econômica do Problema do Cheque sem Fundos no Brasil" (Banco Central/IBMEC, Brasília, 1985); "Macroeconomia e Política Macroeconômica" (IBMEC, Rio de Janeiro, 1984). Articulista de Economia do Jornal do Brasil (desde 2003), do jornal O DIA (1998/2001), cerca de duzentos artigos publicados em jornais e revistas. Consultor de diversas instituições.

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