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15 Ago 2016

PAULO FREIRE, VEM DAR UMA OLHADA!

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A  matéria nada diz quanto às questões de aprendizado. Mas deixemos isso para lá pois não é bem o que interessa numa pedagogia que atribui significado máximo à tal "construção da cidadania". É ela que ganha vida nesses números.

 

Em duas páginas, Zero Hora de 12 de agosto exibe reportagem sob o título e com o tema da "Educação prejudicada por insegurança". São dados alarmantes porque se referem, precisamente, ao espaço e à atividade dos quais se esperam soluções para o problema civilizacional brasileiro. Afinal, é ali, bem ali, exatamente ali, que nossos pedagogos, saídos do forno onde é cozida a massa sovada pela pedagogia paulofreriana, deveriam estar aplicando sua educação redentora, libertadora.

Oh, Paulo Freire, vem dar uma olhada no estrago! Os dados da violência no universo educacional (é a exata expressão usada pelos autores da matéria), se referem apenas aos casos em que os atos praticados geraram BOs, ou seja, boletins de ocorrência policial. Não incorrerá em exagero quem supuser que os números reais, não levados a registro, são, necessariamente, muito maiores. Eis os números computados:

· 23.930 atos de indisciplina em sala de aula,

· 4.861 atos de violência física entre alunos,

· 4.811 agressões verbais a professores e funcionários,

· 1.275 depredações ou pichações dentro da escola,

· 294 casos de posse ou tráfico de drogas,

· 199 agressões físicas a professores ou funcionários.

Não, não são números referentes a todas as escolas, nem cobrem um ano letivo inteiro. Os dados foram coletados em apenas 1255 colégios estaduais (menos da metade da rede) e informam ocorrências relativas a seis meses letivos (dois últimos de 2015 e quatro primeiros de 2016).

A  matéria nada diz quanto às questões de aprendizado. Mas deixemos isso para lá pois não é bem o que interessa numa pedagogia que atribui significado máximo à tal "construção da cidadania". É ela que ganha vida nesses números.

 

 

 

Percival Puggina

O Prof. Percival Puggina formou-se em arquitetura pela UFRGS em 1968 e atuou durante 17 anos como técnico e coordenador de projetos do grupo Montreal Engenharia e da Internacional de Engenharia AS. Em 1985 começou a se dedicar a atividades políticas. Preocupado com questões doutrinárias, criou e preside, desde 1996, a Fundação Tarso Dutra de Estudos Políticos e Administração Pública, órgão do PP/RS. Faz parte do diretório metropolitano do partido, de cuja executiva é 1º Vice-presidente, e é membro do diretório e da executiva estadual do PP e integra o diretório nacional.

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