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01 Jun 2016

RISCOS, RABISCOS E BORRÕES

Escrito por 

Jamais queira ser agradável com um canalha. Procedendo assim, acabamos por iludir o biltre; fazemos ele imaginar ser um menino decente.

 

(1)

Uma nação civilizada preserva a sua história e a sua memória; o Brasil, em sua barbárie, destrói o seu patrimônio e enxovalha a sua memória.

(2)

Nos tempos Imperiais, o Parlamento brasileiro era uma escola de Estadistas; com a República, em especial hoje, apenas uma mesa de negócios.

(3)

A República brasileira é uma fraude, a sua proclamação foi um golpe e a sua continuidade um embuste que ilude o povo chamando-o cidadão.

(4)

Antigamente todo sujeito batia no peito pra assumir sua culpa; hoje ninguém é tido como bom pra todos sentirem-se livres de suas responsas.

(5)

O culto hedonista, a transformação do desejo em fonte de direito e de identidade, é o grande responsável pela degradação moral reinante.

(6)

Sem nos tocar, dia após dia, estamos garantindo o nosso lugar na história como a sociedade que não economiza pra ser originalmente ridícula.

(7)

As palavras têm o poder dum feitiço nas almas que tem seus pés distanciados do real; elas enfeitam nossas alucinações com tolices verbais.

(8)

O fundamental numa discussão que se queira séria não é ser ou não partidário, mas sim, ter honestidade intelectual; ser a favor da verdade.

(9)

É simples assim: não se para um homem mau com "diálogo". Um mau urdido somente é freado por um bom armado. Todo o resto é colóquio flácido.

(10)

Você que fica com essa carinha de indignação fingida, com esse papo de cultura do estupro, por acaso sabe o que é o tal do marxismo cultural?

(11)

Como caipira que sou, cresci sabendo que quem bate em mulher é covarde, que não se toca numa nem com rosas. Isso é a tal cultura do estupro?

(12)

Antes de vir com esse papo de cultura do estupro, acusando todos de serem estupradores, converse com seu pai sobre isso pra ver o que ele diz.

(13)

Considero louvável a compaixão para com monstros, desde que o carniça bonzinho primeiro leve-o pra sua casa para ressocializá-lo com os seus.

(14)

Heróis não são necessariamente homens bonzinhos, nem docinhos de coco politicamente corretos. São almas que ousam fazer o que é necessário.

(15)

Se houvesse um Batman por quarteirão e um Punisher em cada bairro não existiria estuprador cantando de galo, nem 70.000 homicídios por ano.

(16)

Galera dos direitos dos manos, por favor, queiram explicar para as vítimas dum estuprador - e para os pais da vítima - as suas ideiazinhas.

(17)

Há uma linha limite que, quando ultrapassada, desfigura a humanidade. Qualquer um que não entenda isso é um hipócrita, um sepulcro caiado.

(18)

Estuprador não é gente. É um monstro. Todos sabem disso - até os bandidos. Só a turma dos direitos dos manos não está convencida desse fato.

(19)

O tempo não é tudo, mas o seu bom uso é imprescindível para que possamos realizar o que é indispensável para vivermos dignamente nossa vida.

(20)

Esquerdopatas são uns fofos mesmo. Instigam a violência 3 por 4 e depois se fazem de vítimas com aquela cara deslavada. É pra acabar mesmo.

(21)

Todo corpo se desfaz; um dia ao pó ele, com seus apetites, retornará. A alma seguirá seu rumo, que não é a poeira;é a eternidade, a verdade.

(22)

Tornar-se militante - engajadíssimo numa ideologia totalitária - não é sinônimo de criticidade, nem atesta a vivência do espírito acadêmico.

(23)

Chiqueza pode até ser sinal de 'bom gosto', mas não significa que o indivíduo seja distinto culturalmente porque afetação não é nobreza.

(24)

Cultura não é um trem que se ostenta como um badulaque de aceitação social; cultura é aquilo que reflete o que há - de melhor - em sua alma.

(25)

Uma coisa é uma formação superior, outra bem diferente é uma (de)formatação ideológica devidamente diplomada e reconhecida pelo Estadossauro.

(26)

A cultura reflete o estado de espírito dum povo. Olhando as produções culturais brazucas dá pra ter uma noção da baita encrenca que estamos.

(27)

Não sou, de modo algum, contra cultura não. O que me causa repulsa é ver gente que chama uma convicção ideológica turva de cultura nacional.

(28)

Faz uma cara que o Museu do Ipiranga fechou pra reforma; outros simplesmente fecharam. Eis aí o fruto do grande amor Estatal pela cultura.

(29)

Lembra da jovem que foi morta enquanto ia fazer uma surpresa pra mãe? Pois é, alguém nervoso politicamente correto disse algo sobre o caso?

(30)

A esperança as vezes pode ser um presente tragicamente cruel. No Brasil muitas vezes ela é uma brincadeira de mau gosto; uma gozação cínica.

(31)

Alguns são somente humanos, outros são mais humanos que alguns. Há aqueles que têm direitos dos manos e uns pares com imunidade parlamentar.

(32)

Para bom entendedor, um simples twitter basta.

(33)

Minhas divergências com o marxismo não são tão somente intelectuais; são existenciais. Esse trem fuçado é um engodo em seus fins e meios.

(34)

Jamais queira ser agradável com um canalha. Procedendo assim, acabamos por iludir o biltre; fazemos ele imaginar ser um menino decente.

Dartagnan Zanela

Professor e ensaísta. Autor dos livros Sofia Perennis, O Ponto Arquimédico, A Boa Luta, In Foro Conscientiae e Nas Mãos de Cronos – ensaios sociológicos.

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