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04 Mar 2016

UM IMPORTANTE DIVISOR DE ÁGUAS

Escrito por 

Os brasileiros acordaram hoje com a notícia fantástica de que Lula tinha chamado o Uber do PT para passear por Curitiba. Não, não foi bem isso. O Uber do PT é o camburão da Polícia Federal, e Lula não convidou ninguém: ele estava apavorado, escondendo-se, fugindo da PF como o diabo foge da cruz. Mas não teve jeito: em nova fase da Operação Lava-Jato, os policiais chegaram na casa de Lula com mandado de “condução coercitiva” para depor.

 

Os brasileiros acordaram hoje com a notícia fantástica de que Lula tinha chamado o Uber do PT para passear por Curitiba. Não, não foi bem isso. O Uber do PT é o camburão da Polícia Federal, e Lula não convidou ninguém: ele estava apavorado, escondendo-se, fugindo da PF como o diabo foge da cruz. Mas não teve jeito: em nova fase da Operação Lava-Jato, os policiais chegaram na casa de Lula com mandado de “condução coercitiva” para depor.

Acordei bem cedo, não eram nem 6:30, talvez pressentindo alguma coisa. Fui verificar e não tinha “japa” algum na minha porta. Tudo tranquilo, tudo calmo. Nem todos podem dizer o mesmo. Era um dia muito esperado por todos os brasileiros decentes, de bem, que não aguentam mais tanta corrupção e cinismo. O Brasil precisava desse passo, ainda inacabado, como já disse na época da prisão de Marcelo Odebrecht:

Como já escrevi aqui, o Brasil só vai passar a limpo essa sombria fase quando “o chefe” for parar no xilindró. Sim, falo dele, o arrogante que se julga intocável, acima das leis, o que recebeu milhões da mesma Odebrecht agora no centro das investigações. Lula é seu nome, e os brasileiros decentes sonham com o dia em que acordarão com a notícia estampada nos jornais: Operação Lava-Jato chega ao topo da hierarquia e prende Luís Inácio Lula da Silva. Será que veremos esse dia chegar?

Pelo visto, sim. Para a imensa felicidade de todos os brasileiros honestos. Estamos bem perto desse dia mágico, que pode muito bem representar algo análogo à queda do Muro de Berlim. É a queda do nosso “Muro de Brasília”, essa impunidade aos chefões, aos caciques da política, aos que se julgam acima das leis, aos que afirmam que não são “pessoas comuns”. Em uma República, a lei precisa ser igualmente válida para todos. Não há ninguém acima delas.

Ao agir dessa forma, a Polícia Federal dá um soco no estômago de todos que pensam diferente, que acham que o Brasil é uma tribo com um cacique acima de todos, uma propriedade particular com dono, com um coronelzinho populista que manda e desmanda sem punição. Quando o Muro de Berlim caiu, milhões de viúvas do comunismo ficaram desoladas, e tiveram que amadurecer. Alguns não conseguiram, mas o choque de realidade fez bem para a grande maioria.

A queda do nosso muro também será muito positiva. Quem acha que tudo que já veio à tona não dá razão à Justiça para investigar Lula, para fazer buscas, não é uma pessoa cega; é um cúmplice de uma quadrilha! É alguém que acha que a lei só deve valer para o Outro, para o adversário, nunca para “os seus”. É alguém com mentalidade tupiniquim de bandidinho, de marginal. Todos, simpáticos ou não ao que Lula simboliza (como ser simpático eu não sei), deveriam louvar esse acontecimento pelo que ele representa para a construção de nossa República.

O modus petista de pensar e agir é um atraso para o país. A seletividade dessa turma demonstra que não possui nenhum compromisso com as regras isonômicas, com a igualdade. E foi nesse “mindset” que a Lava-Jato deu uma bordoada forte hoje. Vence o Brasil, que acorda amadurecido. Vencem todos aqueles que levam a sério o respeito e o apreço pelo conceito de Justiça. Perdem apenas os que prezam a impunidade.

O nome da nova fase da operação é “Aletheia”, algo como “busca da verdade” em grego. É também o nome da minha editora em Portugal, que lançou Esquerda Caviar lá. Doce ironia: Lula vira o alvo principal das investigações, na busca pela verdade, pelo verdadeiro mandante, pelo poderoso chefão… da esquerda caviar! O líder da trupe que usa o discurso igualitário e sensacionalista, de defesa dos pobres e oprimidos, apenas para concentrar poder e recursos, para viver como um nababo acima das leis enquanto o povo trabalhador se ferra com o desemprego e a inflação. Essa fase da Lava-Jato é também um duro golpe em toda esquerda caviar brasileira.

E claro que a notícia iria repercutir no exterior. O NYT deu destaque duplo para “o cara” sendo investigado pela polícia. Tem sido vergonhoso ser um brasileiro morando no exterior esses dias. Mas hoje acordamos com mais orgulho, com cabeça erguida, pois podemos finalmente dizer aos nossos vizinhos que a Justiça brasileira não morreu ainda, que ela pode tardar muito, mas não necessariamente irá falhar. Sérgio Moro e sua equipe deram a todos nós esperança, a última que morre, mas que o PT estava conseguindo matar sim. E hoje a temos renovada. Obrigado, Moro!

PS: A guerra não acabou. Vencemos uma importante batalha, mas é só o começo. A Justiça vai precisar de todo o apoio da população, e a pressão popular é fundamental para derrubar Dilma e acabar com o PT de vez. Portanto, no próximo dia 13 de março, todos devem ir às ruas protestar, exigir independência das instituições republicanas, cobrar ação dos políticos no impeachment de Dilma. Agora que tivemos essa bela vitória, é hora de intensificar nossa parte nessa guerra.

PS2: Quando o PT for carta fora do baralho, também haverá ainda muito trabalho a ser feito, não só na reconstrução desse país destroçado pelo lulopetismo, como na guerra cultural contra o socialismo, que saberá se adaptar e vestir nossas embalagens. O Brasil, mesmo sem o PT, continuará muito distante do liberalismo capaz de nos trazer progresso e liberdade.

Rodrigo Constantino

Rodrigo Constantino é economista formado pela PUC-RJ, com MBA de Finanças pelo IBMEC. Trabalha desde 1997 no mercado financeiro, como analista de empresas e administrador de portfolio. É autor do livro "Prisioneiros da Liberdade", da editora Soler.

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