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22 Fev 2016

O QUE ESTÁ EM JOGO NA QUEDA DE BRAÇO ENTRE UE E GRÃ-BRETANHA

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Em período de grande fluxo migratório, os recém chegados terão que contribuir durante quatro anos à previdência britânica antes de ter acesso às mesmas ajudas que os trabalhadores locais.

 

O que está em jogo entre a divergência RU/UE:

"[O] ponto mais difícil do acordo diz respeito às restrições que a Grã Bretanha exigiu poder aplicar aos benefícios sociais pagos a trabalhadores de outros países europeus residentes em seu território.

Em período de grande fluxo migratório, os recém chegados terão que contribuir durante quatro anos à previdência britânica antes de ter acesso às mesmas ajudas que os trabalhadores locais.

A restrição foi taxada de discriminatória pela maioria dos países, mas acabou sendo aceita por um período máximo de sete anos, contra os 13 pedidos pelo primeiro-ministro britânico.

Os países do centro e do Leste da UE - liderados pela Polônia, principal exportador de mão-de-obra ao mercado britânico - evitaram que o corte em benefícios para filhos de imigrantes que vivem no exterior fosse retroativo.

A medida será aplicável imediatamente para os recém chegados e, a partir de 2020, para os 34 mil requerentes já existentes. Nessa data, a medida poderá ser adotada também por todos os demais países da UE, como exigia Dinamarca, com o apoio da Alemanha. Com tantas divergências, o compromisso final só foi possível porque os 28 membros do bloco concordam que a saída da Grã Bretanha teria um custo ainda mais elevado para todos."

O último parágrafo é tão engraçado quanto realista, a saída do R.U. da U.E. seria como perder um braço, mas não as pernas, pois estas são a Alemanha e a França.

 

Cf. O que está em jogo na queda de braço entre UE e Grã Bretanha

Anselmo Heidrich

Professor de Geografia no Ensino Médio e Pré-Vestibular em S. Paulo. Formado pela UFRGS em 1987.

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