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22 Fev 2016

MITO? QUE MITO?

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Finalmente, de um periódico, retirei a triste frase de uma personalidade e que representa bem o momento que vivemos: “ o país está tão esculhambado que parece, defender instituições e a lei é visto como golpismo”. Lula tem que ser incriminado logo, para que o país siga em frente. Não falta nada.

 

Por Gen GILBERTO PIMENTEL

“Frei Betto, em entrevista ao Estadão, confirmando que o PT conseguiu tirar da miséria 36 milhões de pessoas que, infelizmente, continuam miseráveis”.

Nesses últimos dias, tenho recolhido dos principais órgãos da imprensa editoriais e artigos produzidos por consagrados colunistas que indicam de maneira clara uma significativa mudança de posição em relação ao “parteiro do Brasil Maravilha”. A mídia, finalmente, diante das inequívocas evidências, passou a admitir o que os minimamente esclarecidos de há muito já sabiam: seu ídolo era de barro. Protegeu-o e poupou-o até não poder mais, seja por afinidade ideológica, seja porque estava cooptada por gordas somas em dinheiro via publicidade das estatais, seja até mesmo por medo ou covardia.

Assim, tem sido comum o uso nas últimas manchetes de expressões como “mito derretendo”, “mito decadente”, “o mito morreu”.

Uma outra frase que colhi, define, ao meu ver, de maneira mais verdadeira quem é essa figura que tanto mal vem causando ao nosso País, negando-lhe a condição de mito, com o que concordo, quando define Lula como “o que foi sem nunca ter sido”. Trata-se originalmente de alusão a um personagem de consagrada novela exibida pela Rede Globo em 1985. Porcina, amante de Sinhozinho Malta é apresentada na fictícia cidade de Asa Branca como viúva de Roque Santeiro, embora este jamais tenha se casado. Uma embusteira, pois.

A frase da dita novela, que se tornou célebre, tem sido usada em outras ocasiões para definir também o falso herói, ou seja, o que se passa por tal sem nunca haver sido. Tal qual o trágico ex-presidente.

De outro órgão de comunicação extraí um sugestivo “elogio” a Lula ao defini-lo como “Santo do pau oco”. O dito popular serve ainda para definir pessoas de caráter duvidoso, dissimuladas e hipócritas. Os “santos do pau oco” são então os ancestrais dos mensaleiros, da máfia da Petrobrás, do Lava-Jato. Em tempos imperiais eram aquelas pessoas, dentre governadores, clérigos e outras autoridades que se valendo de seu prestígio e imunidades, levavam imagens talhadas com fundo falso para esconder o ouro contrabandeado para Portugal.

E foi o próprio Lula quem, depois de ditar com a costumeira arrogância o assunto do dia da imprensa: “neste país não tem uma viva alma mais honesta do que eu” recebeu de pronto a resposta de conhecido jornalista, antes seu dócil seguidor, reordenando a frase: “só se for a alma honesta mais viva que há. ”

Como pode ser tão cínico alguém que responde a pelo menos quatro investigações:

- Tráfico de influência em favor de empreiteiras;

- Ocultação de patrimônio: – Triplex no Guarujá

- Sítio de Atibaia

- Negociação de medidas provisórias para benefício próprio.

Finalmente, de um periódico, retirei a triste frase de uma personalidade e que representa bem o momento que vivemos: “ o país está tão esculhambado que parece, defender instituições e a lei é visto como golpismo”.

Lula tem que ser incriminado logo, para que o país siga em frente. Não falta nada.

 

* O autor é presidente do Clube Militar

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