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24 Nov 2015

OS ATENTADOS DE PARIS

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Uma questão em aberto é se a França tem fôlego financeiro para bancar sua resposta bélica. Guerra custa caro e todos sabem da fragilidade das finanças da França atualmente. Seu ímpeto guerreiro pode não ir longe por simples escassez de recursos.

 

A violência crua dos atentados recentes verificados na cidade de Paris teve o poder de convencimento, para o governo francês, que teve os atentados do 11 de Setembro. A visão irrealista sobre o islã dos socialistas franceses foi abandonada e se traduziu no mantra repetido pelo presidente Françoise Hollande: “A França está em guerra”. Deveria dizer: “O Ocidente está em guerra”. Nenhum alvo ocidental está a salvo da loucura assassina dos jihadistas.

A percepção do presidente francês confirmou a que teve o presidente da Rússia, que há muitos dias deflagara, sozinho, sucessivos ataques contra os terroristas do Estado Islâmico. Inicialmente teve a desaprovação dos franceses, que querem a saída do Assad do poder na Síria. Agora ambos os países estão construindo uma parceria para derrotar definitivamente o EI, mesmo contra a opinião do presidente dos EUA, que parecer nutrir alguma simpatia para com os terroristas.

Os atentados de Paris tiveram o poder de transformar a visão de todo o Ocidente. Essa gente revolucionária jihadista é extremamente perigosa, impiedosa e covarde e odeia o modo de vida ocidental, dele se aproveitando para ataca-lo de forma vil. Quem estuda a história do islã sabe que sempre foi assim. Quem conversa com o mais moderado dos muçulmanos percebe imediatamente o rancor que eles carregam contra o que chamam de “cruzados”. Os muçulmanos ditos moderados não passam de exército de reserva dos radicais, que são os combatentes.

Obviamente que uma guerra em escala planetária envolve soma considerável de recursos. Quem financia os terroristas? Quem lhe dá proteção política? Qual a origem da ambiguidade de Obama diante do EI? São questões de suma importância de cujas respostas dependem a vitória da ação militar contra os terroristas.

Uma questão em aberto é se a França tem fôlego financeiro para bancar sua resposta bélica. Guerra custa caro e todos sabem da fragilidade das finanças da França atualmente. Seu ímpeto guerreiro pode não ir longe por simples escassez de recursos.

Uma segunda questão é como enfrentar a onda migratória que tem servido de vetor para infiltrar os combatentes radicais no coração da Europa. A boa vontade da Europa para com essa gente acabou e mesmo a Alemanha terá que rever sua política generosa. Os islamitas radicais não hesitam em fazer da miséria de sua própria gente um fator beligerante. Tratar o drama dos refugiados com pieguice é ato de suicídio. O certo é devolver essa população às suas regiões de origem.

É preciso que se diga com toda ênfase que o islã não é compatível com a paz, com a democracia, com a tolerância que é o pressuposto da sociedade aberta. Só é possível haver convivência pacífica com os islamitas que são governados por regimes fortes, como o do Egito e da Turquia (e do Irã, e da Arábia Saudita). A ilusão democrática sob o islã é uma besteira sem tamanho.  Essa besteira pautou a política externa de todos os países ocidentais nas últimas décadas, mesmo diante dos fatos em contrário.

Depois das notícias sobre o atentado de hoje no Mali não cabe dúvida de que, não apenas a França, mas todo o Ocidente tem que se envolver na destruição dessa ameaça coletiva.

Quem viver verá.

José Nivaldo Cordeiro

José Nivaldo Cordeiro é economista e mestre em Administração de Empresas na FGV-SP. Cristão, liberal e democrata, acredita que o papel do Estado deve se cingir a garantia da ordem pública. Professa a idéia de que a liberdade, a riqueza e a prosperidade devem ser conquistadas mediante esforço pessoal, afastando coletivismos e a intervenção estatal nas vidas dos cidadãos.

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