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10 Nov 2015

SIMBIOSE ENTRE ARTISTAS E GOVERNO DÁ EM PROPAGANDA ENGANOSA

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O que vemos, na verdade, é que a simbiose entre artistas e governo dá em samba ruim, em poesia sombria, em propaganda enganosa, proselitismo puro. Em troca dos prêmios e das verbas culturais, muitos artistas se vendem e passam a elogiar o governo, mesmo esse governo, detestado pela imensa maioria da população brasileira. É triste ver tanta subserviência dos artistas engajados, e são os mesmos de sempre.

 

Deu no GLOBO:

Em um evento com a presença de cantores como Caetano Veloso e Rolando Boldrim, a presidente Dilma Rousseff defendeu “o caminho da democracia” e recebeu demonstrações de apoio ao seu mandato do poeta concretista Augusto Campos. Ele foi o homenageado deste ano pela Ordem do Mérito Cultural com mais 32 personalidades, que receberam as condecorações na noite de ontem.

Após apresentações culturais e um show de Caetano, Dilma falou para um plateia com centenas de artistas de diferentes expressões culturais, entre indígenas e negros.

— Nós, brasileiras e brasileiros, vivemos sem dúvida um momento especial. Estamos diante da tarefa de continuar trilhando o caminho da democracia, o caminho da tolerância, do respeito às diferenças, da consciência democrática e solidária. Vocês, agraciados pela Ordem do Mérito Cultural, são fundamentais para o sucesso dessa tarefa.

O homenageado Augusto Campos aproveitou seu discurso na cerimônia para exaltar Dilma e criticar as tentativas de interromper seu mandato:

— É com redobrada emoção que recebo esta homenagem e esta honraria das mãos da presidente Dilma. Acima de tudo como um gesto cívico de solidariedade para esta que sempre vi como uma heroína na luta pela democracia nos abomináveis tempos da ditadura e neste momento vejo resistir com a mesma firmeza e coragem àqueles que tensionam ingloriamente malferir a integridade das nossas instituições democráticas.

O poeta de 84 anos foi escolhido como homenageado pelo Ministério da Cultura por destacar-se pelos trabalhos de transcriação, ensaios críticos sobre literatura e música, e poesia concretista. Neste ano, foi o primeiro brasileiro a ganhar o Prêmio Iberoamericano de Poesia Pablo Neruda. A cerimônia que vai homenageá-lo contará com a participação de Caetano Veloso, convidado para cantar durante o evento.

Dilma era uma “heroína na luta pela democracia”? O poeta está gagá? Não lembra que Dilma, na época, lutava pelo comunismo, queria instalar no país o regime cubano? Na época só não, pois continua afagando o ditador Fidel Castro. Que democracia é essa que Dilma defendia e defende? A venezuelana, já que ela se recusa a criticar o “presidente” Nicolás Maduro apesar de todo o seu autoritarismo nefasto?

O que vemos, na verdade, é que a simbiose entre artistas e governo dá em samba ruim, em poesia sombria, em propaganda enganosa, proselitismo puro. Em troca dos prêmios e das verbas culturais, muitos artistas se vendem e passam a elogiar o governo, mesmo esse governo, detestado pela imensa maioria da população brasileira. É triste ver tanta subserviência dos artistas engajados, e são os mesmos de sempre.

Fica mais fácil entender, por exemplo, as bandeiras de Daniela Mercury recentemente, não fica? Ou a postura sempre “neutra” de Caetano Veloso, que agora aderiu ao boicote abjeto a Israel. São todos filhotes de Chico Buarque, o mais capacho de todos os artistas, o garoto-propaganda oficial do PT corrupto. O ícone da esquerda caviar nacional!

Rodrigo Constantino

Rodrigo Constantino é economista formado pela PUC-RJ, com MBA de Finanças pelo IBMEC. Trabalha desde 1997 no mercado financeiro, como analista de empresas e administrador de portfolio. É autor do livro "Prisioneiros da Liberdade", da editora Soler.

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