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09 Set 2015

UMA ALGIBEIRA QUASE VAZIA

Escrito por 

Quando o júbilo se apresenta antes da conquista é porque o vazio e a nulidade são as únicas realizações possíveis no horizonte, as únicas coisas que, de fato, a vista e as mãos podem alcançar.

 

(1)
Quem age como se a vida fosse uma festa sem fim, acaba não realizando nada na vida que seja digno de festejo.

(2)
Quando o júbilo se apresenta antes da conquista é porque o vazio e a nulidade são as únicas realizações possíveis no horizonte, as únicas coisas que, de fato, a vista e as mãos podem alcançar.

(3)
Quem procura na embriaguez aparentar fortuna desconhece a felicidade e não compreende o tamanho da maldição que é trazida pela ebriedade.

(4)
Quem trata pessoas desprezíveis como se fossem almas adoráveis e dignas de atenção, não queira exigir da vida apreço e respeitabilidade.

(5)
Quem não sabe desprezar o que é ignóbil não sabe o que é valorar e, com o tempo, acaba se tornando um indivíduo desprovido de qualquer valor.

(6)
Aconselhar um anódino a fazer o que é certo é como falar com um cachorro pra ele não fazer xixi fora do jornal. Pior! Às vezes o cão te entende. O medíocre, dificilmente.

(7)
É um claro sinal de decadência de todo uma época quando a arte passa a ser produzida unicamente de acordo com o mau gosto do público massificado, duma multidão praticamente reduzida à animalidade.

(8)
As artes, bem como a educação, existem para elevar as massas de sua vulgaridade, não para serem nivelas a ela.

(9)
Os petralhas andam tão sensíveis que basta o vulto do Pixuleco aparecer em qualquer horizonte do Brasil que eles babam e choram de raiva.

(10)
Numa terra onde o povo é estulto, onde a elite é inculta e os intelectuais não passam dum bando de canalhas, a democracia é, no máximo e na melhor das hipóteses, um slogan publicitário malfeito; e olhe lá.

(11)
Em terra de petrolão, quem tem olho é Pixuleco.

(12)
Qualquer um que diga que na Venezuela impera uma democracia, bom sujeito não é. Ou é mau caráter inconfesso ou militonto lelé.

(13)
Todo aquele que fica com aquela firula de que tudo tem uma explicação social, no fundo, não passa dum medíocre que interpreta tudo a partir de sua nulidade.

(14)
Será que o atual sonho das forças armadas é bater continência pro Maduro, Evo Morales e tutti quanti, num desfile de 07 de setembro, cantando o pai nosso chavista no lugar do hino da independência? Será? Mistério...

(15)
Somos surdos e cegos de coração. Incapazes de ver o óbvio; de ouvir o que é gritante. Por isso apegamo-nos, tão facilmente, a qualquer bengala ideológica, a qualquer bagatela que seja para não acabarmos caindo de cara na realidade.

(16)
Podemos apenas ouvir a palavra de Deus quando calamos a boca das palavras do mundo e, principalmente, quando fechemos o nosso bebedor de lavagem mundana. Caso contrário, o néctar dos céus pode até ser derramado sobre nós, mas não encontrará abrigo em nosso coração.

(17)
Quanto do seu precioso tempo você dedica a meditação e reflexão dos ensinamentos Celestes? Qual é a real atenção oferecida por você ao Deus que fala misteriosamente conosco? Já sei: você não tem tempo pra esse tipo de coisa, mas acredita piamente Nele, não é mesmo? Pois é, estou sabendo. Estou sabendo, todo mundo sabe, do que é feita a tua preciosa fé.

(18)
Toda e qualquer prática ocultista não passa de uma caricatura obscena das grandes religiões. Por isso, essa mania pseudo-intelectual de leitor de manual de sociologia, de cartilha marxistoide de história e de livretos de confusa filosofia, de colocar tudo, religiões e práticas ocultistas, no mesmo balaio, é um claro sinal da tremenda confusão espiritual que hoje impera em nossa sociedade pós-civilizacional.

Dartagnan Zanela

Professor e ensaísta. Autor dos livros Sofia Perennis, O Ponto Arquimédico, A Boa Luta, In Foro Conscientiae e Nas Mãos de Cronos – ensaios sociológicos.

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