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25 Ago 2015

VOLTANDO PARA O RIO DE JANEIRO

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Já tivemos, pra vergonha nacional, a marcha da maconha, das vadias e das trepadeiras. Agora temos, para coroar o ciclo da mediocracia, a marcha da mortadela e a frente ampla da mandioca em defesa da decrepitude moral que impera, hoje, nestas cabralinas terras.

 

(1)
Toda cidade, lembra-nos Jacob Burckhard, causa-nos um impacto histórico e moral pelo seu desenho, por sua organização, monumentos, construções e, é claro, pelos hábitos de sua gente. Cada cidade causa-nos isso, a sua maneira, é claro. Por isso, caminhe pelas ruas, observe esses elementos e conhecerá um bom tanto da alma da gente que habita qualquer cantinho desse mundão de meu Deus sem que elas lhe digam uma única palavra.

(2)
Já tivemos, pra vergonha nacional, a marcha da maconha, das vadias e das trepadeiras. Agora temos, para coroar o ciclo da mediocracia, a marcha da mortadela e a frente ampla da mandioca em defesa da decrepitude moral que impera, hoje, nestas cabralinas terras.

(3)
A bravata do Presidente da CUT foi igual praga de mortadela de urubu.

(4)
Depois do retumbante fracasso das manifestações em nome da mortadela mor, bem que a presidente(a) poderia fingir que vai fazer um checape, renunciar e vazar pra Cuba com toda a Frente Ampla da Mandioca e nunca mais voltar. Poderia, mas já que ela, com toda a sua trupe, usam borbotões de óleo de peroba, acho que isso não vai rolar não. Então, já que é assim, que o vexame histórico continue pra vergonha geral de toda a nação.

(5)
Jânio Quadros, de bobeira, em 25 de agosto de 1961, renunciou. Pois é, e a Dilma bem que poderia parar de besteira e renunciar antes que agosto venha a terminar.

(6)
Há indivíduos e entidades que tem todos os meios para exercer o poder e nenhuma autoridade para exercê-lo. Também há aqueles que têm plena autoridade para exercer o mando, mas não conta com nenhum meio para tal. O exercício do poder sem credibilidade é uma avalanche de desmoralização e destruição; já o da autoridade sem meios é o caminho para dignificação e da reconstrução. Resumindo o entrevero: o Estado brasileiro é um perfeito exemplar da primeira situação; a sociedade em seu esforço atual para organizar-se é um bom exemplo do segundo.

(7)
Esse é um momento único na história brasileira. Ou fundamos a nação ou afundamos o país de vez.

(8)
A criatura de Lula é Dilma e, de modo similar, Lula é criação de FHC.

(9)
A sociedade brasileira existe apesar do Estado brasileiro.

(10)
O lugar dos marginais que estão no poder é à margem da história, não encastelados nas entranhas do Estado brasileiro.

(11)
O grande problema não é o tamanho do Estado Brasileiro; o problema é a sua incompetência e inutilidade fundamental.

(12)
A corrupção que está em exercício é um flagelo; a que está aguardando a sua vez pra deitar e rolar pode ser superior a nossa capacidade imaginativa.

(13)
Às vezes fico cá com meus alfarrábios imaginando como esse momento de nossa triste história será lembrado e analisado pelos historiadores daqui uns duzentos anos. Aliás, como serão os livros didáticos desse Brasil futuro? Como eles abordarão a Marcha da Mortadela e o Abominável Lula inflável? Só de imaginar, me dá uma vergonha dos meus tataranetos que vosmecê nem imagina.

(14)
Que tal trazermos a capital federal de volta para o Rio de Janeiro? Isso mesmo! A ideia não é minha e não é nova. Era do Paulo Francis. Isolamento geográfico não faz bem para os nossos políticos. Eles ficam meio aluados. Alguns, bem aluados. De mais a mais, um Congresso, e uma Presidência, sob a pressão de grandes jornais e com o cangote fumegando com o bafo das multidões, seriam muito mais eficazes e zelosos com suas obrigações. Quanto àquele monstrengo megalomaníaco que é Brasília, poderíamos transformá-lo num grande cassino, numa Las Vegas brazuca, que tal? Aí, quem sabe, pela primeira vez na história, aquele trem mal-acabado de concreto armado poderia finalmente dar lucro aos cofres públicos e, quem sabe, algum orgulho pare esse aborrecido país.

Dartagnan Zanela

Professor e ensaísta. Autor dos livros Sofia Perennis, O Ponto Arquimédico, A Boa Luta, In Foro Conscientiae e Nas Mãos de Cronos – ensaios sociológicos.

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