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18 Ago 2015

DO PORQUE FHC, PAU MANDADO DO INTERAMERICAN DIALOGUE, E SEU CAPACHO REINALDO AZEVEDO ESTÃO PONDO PANOS QUENTES NA SITUAÇÃO POLÍTICA

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Será que Mr. Hakim não ouviu falar que ao menos um dos seus super-heróis poderá ser preso nas próximas horas e que outro ainda não explicou bem como conseguiu uma Emenda à Constituição que instituísse a re-eleição, num possível Mensalão tucano?

 

O Globo de hoje traz na página 8 uma entrevista com Peter Hakim (a grafia no jornal, Hakin, está errada), Ex-professor da Universidade de Columbia e do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e Presidente emérito do Diálogo Interamericano. Hakim defende que compromisso do Congresso tem que ser o de deixar Dilma governar. O brasilianista analisa que a batalha por um impeachment será menos decidida nas ruas do que entre as lideranças políticas. Ao entrar na página, por pura coincidência, abriu antes um imenso anúncio de quem? ODEBRECHT IMÓVEIS!

Em sua opinião o impeachment seria um retrocesso para o Brasil. Um afastamento da presidente seria pior para o Brasil do que para a maioria dos países, porque, de repente, começa a parecer que apenas super-heróis, super-líderes são capazes de governar o Brasil. Em outras palavras, você não teria bons presidentes eleitos desde a redemocratização a não ser o Fernando Henrique e o Lula? Lula agora está enfraquecido (com as investigações da Lava-Jato), mas, mesmo assim, ele e Fernando Henrique foram dois dos mais brilhantes líderes da História da América Latina.

FHC e Lula super-herós, super-líderes? Falta algo para caracterizar o que sempre defendemos, o Acordo de Princeton entre o Interamerican Dialogue e o Foro de SãoPaulo?

Falando sobre as manifestações: Esta crise, ao menos a política, será decidida com o PMDB, com o Fernando Henrique, que pode influenciar o PSDB, e com o PT. Embora as ruas sejam um termômetro social importante, a crise não é decidida nelas, na minha opinião.
Perguntado como o Brasil está sendo visto internacionalmente, respondeu: O Brasil ficou deflacionado. Vi algumas pesquisas recentes feitas por entidades internamente aqui nos EUA que indicam que esta imagem de país amável, seguro para investimentos e institucionalmente mais sólido do que, por exemplo, o México, está começando a ruir. Há só notícias negativas sobre o Brasil nos EUA, país que tradicionalmente enxerga as coisas sob uma ótica muito parcial, é verdade. Mesmo assim, essa imagem do Brasil como joia da coroa dos países em desenvolvimento está ruindo. E olha que esta não é de longe as maiores crises econômica e nem política pelas quais o país já passou. A inflação está ainda controlável, assim como o desemprego, as dívidas. Os ganhos sociais dos últimos anos são inquestionáveis.

Sobre os cenários possíveis: Um país sem Dilma ou com Dilma por mais três anos e meio. E as perguntas são inúmeras. Se Dilma fica, é impossível continuar governando do jeito que ela está. Além do pacto político, com partidos da coalizão e oposição, compromissos terão que ser feitos para deixá-la governar. Ela precisa tomar decisões, resolver os problemas da economia, implementar programas de infraestrutura, reestruturar a Petrobras e o programa nacional de petróleo. É bom lembrar que não existe país perfeito. Vejam os problemas da Europa, a tensão racial nos EUA... E o Brasil tem feito progressos, barreiras têm sido rompidas.

De qual país está falando Mr. Hakim? De um país normal com uma crise política e econômica e não um de país cujos cofres foram arrombados por um partido, apenas por acaso o da Presidente, como ela já havia feito com o cofre da amante de Adhemar de Barros? De um país tomado de assalto por uma quadrilha de terroristas, guerrilheiros, assaltantes de bancos, assassinos e ladrões os quais ao chegarem ao poder continuaram a agir da única maneira que sabem? De um país cuja dirigente máxima não tem meta, mas quando atinge a meta, dobra a meta? Por tudo que se viu nos últimos anos esta meta que não existe mas pode ser dobrada é a do assalto aos nossos bolsos?

Será que Mr. Hakim não ouviu falar que ao menos um dos seus super-heróis poderá ser preso nas próximas horas e que outro ainda não explicou bem como conseguiu uma Emenda à Constituição que instituísse a re-eleição, num possível Mensalão tucano?

Será que Mr. Hakim nunca ouviu falar que a grande maioria do atual governo é podre e estão sendo investigados como corruptores ativos ou passivos?

Se para algo serviu este artigo foi para demonstrar a posição abjeta dos líderes paulistas do PSDB, FHC e Alckmin, e seu abjeto porta-voz, o ex-primeiro blogueiro do país, o “Tio Rei”.

Heitor de Paola

Médico, escritor e analista político. Membro do International Board of Directors da Drug Watch International, Diretor Cultural da BRAHA (Brasileiros Humanitários em Ação), autor do livro O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial. Articulista do site Midia Sem Máscara, dos Jornais Inconfidência e Visão Judaica.

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