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06 Jul 2015

A DECADÊNCIA DA "EDUCAÇÃO" PÚBLICA BRASILEIRA EM UMA IMAGEM (E ALGUMAS PALAVRAS)

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Quando Leher foi assumir o cargo, uma imagem capturou toda a decadência de nossa “educação” pública, essa que tem em Paulo Freire seu “patrono” e que os “progressistas” insistem ser a solução para tudo, uma verdadeira panaceia, capaz até de salvar monstros que estupram e matam na maior frieza.

 

A UFRJ tem um novo reitor: Roberto Leher. Já comentei aqui sobre uma entrevista que o professor deu, falando sobre “democratização” da universidade, sendo que, se ele realmente levasse a sério tal bandeira, deveria renunciar antes de assumir e colocar em seu lugar um mulato analfabeto, para retratar melhor a média nacional. Quando Leher foi assumir o cargo, uma imagem capturou toda a decadência de nossa “educação” pública, essa que tem em Paulo Freire seu “patrono” e que os “progressistas” insistem ser a solução para tudo, uma verdadeira panaceia, capaz até de salvar monstros que estupram e matam na maior frieza. Eis a imagem:

Roberto Leher. Fonte: GLOBO

(Roberto Leher. Fonte: GLOBO)

 

O branco da elite que quer ver mais negros da periferia na universidade, independentemente das notas e do mérito, veste literalmente o boné do MST, grupo de invasores criminosos que sonham com uma revolução comunista no país. Uma imagem nunca retratou tão bem toda a decadência de um sistema, completamente tomado pelos filhotes de Marx em cruzamento tupiniquim com Paulo Freire. Deu nisso: um reitor que defende bandidos comunistas, com o perdão pelo pleonasmo.

É esse o país que recebe outro invasor criminoso, que além de tudo escreve mal pra dedéu, na Flip. Falo de Guilherme Boulos, líder do MTST, o braço urbano do MST, que já estaria preso em qualquer país civilizado do mundo por seus crimes. No Brasil, ganha uma coluna no jornal de maior circulação do país e é convidado para falar sobre “literatura” em Parati. Novamente: o retrato de nossa decadência em poucos atos.

Roberto Leher foi orientador de uma tese de doutorado na UFRJ que, uma vez mais, expõe a lamentável situação de nossa “educação”pública. Doutor que usa intensa verborragia para justificar os crimes do MST: eis o motivo pelo qual tanta gente decente foge da academia hoje. Falo de uma tese com o título pomposo “Por uma pedagogia da luta e da resistência: a educação como estratégia política no MST”, de Luiz Américo Araújo Vargas. Eis o palavrório todo usado pelo sujeito para defender o indefensável em seu resumo:

A presente tese examina os processos educacionais e formativos presentes nas lutas do MST no Brasil, identifica seus referenciais político-pedagógicos e metodológicos, objetivando analisar as perspectivas epistemológica, epistêmica, educacional e política praticadas nessas lutas e práticas educativas. A tese pretende contribuir com a produção de conhecimentos sistemáticos que possibilitem compreender as mediações educativas subjacentes às práticas políticas do movimento, examinando seus nexos com a superação das relações sociais capitalistas. Examina a hipótese de que esse sistema de produção e as relações sociais que o movem provocaram e continuam provocando o que Foster (2005) denominou, a partir de Marx, de falhas no metabolismo entre sociedade e natureza fundadas na contradição fundamental entre capital e trabalho. As especificidades do desenvolvimento capitalista dependente (FERNANDES, F, 1972,1975) no Brasil, ainda que reconfiguradas pela divisão internacional do trabalho sob a finança mundializada (CHESNAIS, 2005), tendem a intensificar agudamente estas falhas em virtude dos fundamentos do capitalismo dependente, a saber: a superexploração, a superexpropriação e a heteronomia. A tese tem como referencia metodológica o materialismo histórico dialético, apoiando-nos, sobretudo, em textos de Miriam L. Cardoso (1971, 1990), Ernest Mandel (1977) e J. P. Netto (s/d).

Holy shit! Quanta baboseira! Alguém precisa avisar a essa gente que o marxismo já morreu, ou por outra: só sobrevive em ambientes insalubres onde a estupidez campeia e os néscios pululam. Uma tese de doutorado sobre isso?! Não tenho dúvida de que o novo reitor, então orientador da estrovenga, deve ter dado nota máxima ao doutorando dialético. É muita parceria entre os camaradas mesmo. Um companheiro ajuda o outro, uma mão lava a outra, e o Brasil segue rumo ao abismo, cheio de doutores e mestres especialistas na seita marxista, prontos para defender, com pompa e linguagem rebuscada, além de muitas citações, criminosos comuns.

O Brasil cansa…

PS: Estaria profundamente envergonhado e indignado se tivesse meu diploma pela UFRJ. Ainda bem que o meu é pela PUC-Rio, e o MBA pelo Ibmec…

Rodrigo Constantino

Rodrigo Constantino é economista formado pela PUC-RJ, com MBA de Finanças pelo IBMEC. Trabalha desde 1997 no mercado financeiro, como analista de empresas e administrador de portfolio. É autor do livro "Prisioneiros da Liberdade", da editora Soler.

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