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06 Fev 2015

A INDIGNAÇÃO DE MAG E DILMA, O PETROLÃO E O TRAFICANTE

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Se tiver alguma refinaria falida ou por construir lá na Indonésia não esqueçam a Camargo Correia, a OAS, a UTC e outras idôneas empresas brasileiras. Falando nelas, Dilma diz que “só as pessoas devem ser punidas, não as empresas privadas”. Disse, explicou, mas não convenceu!

 

Dilma ficou indignada pela negativa do presidente indonésio de conceder perdão a um narcotraficante brasileiro. Marco Aurélio Garcia (MAG) ameaçou com retaliações. A farsa foi tão mal montada que a suposta indignação não passou de ridículo e a ameaça de MAG só pode ser a de pedir a seus amigos das FARC que mandem umas dezenas de traficantes desafiarem as leis daquele país levando não somente 13 kg, mas toneladas de cocaína. É claro que o PT, Calheiros et caterva e FHC, parceiro de Soros e Gaviria na legalização das drogas, vão querer parte dos lucros da “exportação”. O Cerveró, o Yousseff e a Graciosa poderão intermediar a operação colaborando com barris de petróleo vazios, mas regiamente pagos, que, por 50 dólares, só servem mesmo para montar uma banda caribenha. Lembram o Harry Belafonte, o Rei do Calypso, acompanhado da drums band de Trinidad cantando a seguinte canção:

“Matilda, Matilda, Matilda she take me Money and run Venezuela – Five hundred dollars, friends, I lost: Woman even sell me cat and horse! Well, the money was to buy me house an’ lan’ (and land), Then she got a serious plan, A-hey, ah!”

E olha que só foram 500 dólares!!! (ouça aqui: https://www.youtube.com/watch?v=5C-DShN82mc).

Letra mais apropriada para o momento atual impossível! Talvez algumas modificações a tornem mais moderna: “Matildas, Matildas, Matildas they take our  money and run Pasadena”. Mas, quem serão as Matildas today? Há muitas possibilidades, é quase uma Mega Sena: existem candidatos aos montes no Brasil, na Argentina, no país do autonomeado deus de Pacha Mama (também conhecida por Gaia ou Mãe Terra), o número é irrestrito. Como Satanás: seu nome é legião!

Se tiver alguma refinaria falida ou por construir lá na Indonésia não esqueçam a Camargo Correia, a OAS, a UTC e outras idôneas empresas brasileiras. Falando nelas, Dilma diz que “só as pessoas devem ser punidas, não as empresas privadas”. Disse, explicou, mas não convenceu!

A última moda agora é o famoso jogo de empurra: os empresários dizem que os culpados são os governantes que exigiam propina, estes dizem que havia exigências de superfaturamento por parte dos empresários para tocarem as obras. Ora, leitores, sabemos todos que empresários honestos não corrompem, funcionários honestos não se deixam corromper. Toda corrupção é um conluio entre duas ou mais partes que acordam entre si “take our money and run... any!”.

E enquanto isto Madame Dilma se preocupa com a condenação à morte de criminosos brasileiros num país que tem leis e as respeitam. É evidente que ela mesma comandando uma quadrilha se preocupe com os lucros da mesma. Sócia na maior organização criminosa jamais existente na Ibero-América, o Foro de São Paulo do qual fazem parte as FARC, ao defender os traficantes está defendendo os lucros quadrilheiros.

Como bem o diz Lúcio Reis:

“Enquanto condenamos o altíssimo índice de violência que permeia 24 horas nosso meio social, todos sabemos também que um dos fatores preponderantespara essa dantesca realidade é o tráfico de droga adotar o jovem, independente do sexo, ao seu serviço, e lhe destruir a vida condenando-o a morte prematura por overdose ou no embate com a segurança pública. Não é de se estranhar, portanto, que a sociedade brasileira conclua: se a nossa situação em relação a droga chegou onde chegou é porque há um “biombo" a proteger os verdadeiros donos do pó, que, a princípio, usam colarinho branco. E assim, seus testas-de-ferro, quando apanhados, são algemados e logo depois portando um habeas corpus saem pela porta da frente das delegacias. E a desgraça não tem fim.

O que se pode observar, de acordo com o que diz a reportagem,é que, os traficantes presos na Indonésia não superlotam presídios de lá e, não há nada de anormal, pois o atual presidente em palanque usou como uma de suas bandeiras de campanha não ter clemência e nem complacência com o narcotraficante e desta feita, apenas está sendo coerente e cumprindo o que prometeu e assim tem o apoio de sua sociedade.

O que chamou atenção também foi o posicionamento do Sr. Marco Aurelio Garcia, falando em rede de emissoras à nossa nação que o não atendimento do pedido de clemência, pleitos emanados do governo brasileiro, trariam consequentes retaliações àquele país.

A Indonésia é um país que tem sua Constituição, suas leis, sua soberania e independência em relação ao Brasil, e não é obrigada a ceder ou aquiescer a alguma solicitação do nosso governo. Aliás, é bom que não esqueçamos que o Brasil não atendeu as solicitações da Itália e aqui manteve o assassino Cesare Batisti”.

O Ministério do Bom Senso e da Decência adverte: desestatizar faz bem à saúde econômica

O susto que os grandes e poderosos conglomerados transnacionais levaram com a eleição de Felipe González, secretário-geral do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) de 1974 a 1997, para presidente do governo espanhol em 1982, onde ficou até 1996, foi de que o país passasse a adotar medidas socializantes. Nada disso. Francisco Franco, que teve o mérito de ganhar uma Guerra Civil contra comunistas, trotskistas, anarquistas e demais esquerdistas, paralisou a Espanha economicamente. González, o terceiro governo democrático pós-Franco surpreendeu: um de seus primeiros atos foi convidar a Volkswagen a tomar contar da indústria automobilística espanhola concentrada na SEAT (Sociedad Española de Automóviles de Turismo), estatal monopolista altamente corrupta, produtora de carros horrivelmente ruins, e abrir as importações. A Volks recebeu a módica quantia de um milhão de dólares para modernizar a empresa e torna-la competitiva no mercado internacional. Hoje é uma das grandes produtoras europeias de carros de boa qualidade. Uma de suas decisões mais criticadas foi a desapropriação da Rumasa, um imenso holding industrial implicado em ações fraudulentas.

Com a reunificação alemã em 3 de outubro de 1990 a Treuhandanstalt, mais conhecida com Treuhand, instituição fiduciária estatal alemã, foi a encarregada em administrar e privatizar as empresas Volkseigener Betrieb (empresas de “propriedade do povo”, assim como a PETROSSAURO) e o patrimônio pertinente da Alemanha Oriental. No verão de 1990 a Treuhand tomou controle de mais de 8.500 empresas com cerca de quatro milhões de empregados, trabalhando em 45.000 estabelecimentos. Mais tarde, depois de diversas cisões, o número passou para 14.600. A Treuhand ainda administrou cerca de 2.4 milhões de hectares de áreas agrárias e florestais, o patrimônio pertinente ao Ministério para a Segurança do Estado (Stasi), a maior parte das imóveis da Nationale Volksarmee (Exército Nacional Popular) e das farmácias estatais.

Tomou as seguintes medidas:

1- avaliou todas as empresas estatais;

2- saneou e colocou à venda as rentáveis (raríssimas!);

3- leiloou as demais;

4- doou as que ninguém queria;

5- extinguiu as demais;

Nem é necessário citar a privatização iniciada no Chile por Pinochet (Plano El Ladrillo) elaborado pela equipe do candidato derrotado por Allende, Jorge Alessandri Rodríguez, e pela Universidad de Chile (ver em http://www.cepchile.cl/dms/lang_1/cat_794_pag_1.html). Basta dizer que o Chile é hoje o país mais desenvolvido e de economia mais sólida da Ibero América.

No Brasil, depois da fúria estatizante do Governo Geisel quase não sobrou empresas privadas de grande porte no país. Com a famosa “Nova República”, fruto da “redemocratização” do Brasil e entrega do poder aos civis, há 30 anos, apenas três empresas foram realmente privatizadas: Vale do Rio Doce, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e EMBRAER. (A privataria tucana do setor de telefonia não conta, pois privatizou os lucros para os amigos do Rei e manteve o controle estatal, até de preços. Isto não é privatizar, é puro fingimento! Não me venham com a lenga-lenga de perguntar “mas não melhorou a vida da população?” Melhorou sim, e muito. Da mesma forma que revolução ocorrida no Governo Médici com a fantástica modernização do mesmo setor. Mas estou falando de desestatização).

Vamos nos deter brevemente na última. A EMBRAER foi fundada no ano de 1969 como uma sociedade de economia mista vinculada ao então Ministério da Aeronáutica. Seu primeiro presidente foi o engenheiro Ozires Silva, em minha opinião um verdadeiro empreendedor que deveria receber o título de Herói Nacional, que havia liderado o desenvolvimento do avião Bandeirante. Inicialmente, a maior parte de seu quadro de funcionários formou-se com pessoal oriundo do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que fazia parte do então Centro Técnico Aeroespacial (CTA). De certo modo, a então EMBRAER nascera dentro do CTA. No ano de 1980 houve uma fusão com a Indústria Aeronáutica Neiva, que se tornou sua subsidiária. Durante as décadas de 1970 e 1980, a EMBRAER conquistou importante projeção nacional e internacional com os aviões Bandeirante, Xingu e Brasília.

A EMBRAER, antes de ser privatizada em 1994, estava à beira da falência e sequer figurava entre as empresas com maior valor de mercado. Quase vinte anos após a privatização, seu ativo total passou a estar avaliado em mais de R$ 22 bilhões (referência: setembro de 2013), além de figurar como a terceira ou quarta maior fabricante de jatos comerciais do mundo, depois da BOEING e da AIRBUS. Compete permanentemente pelo terceiro lugar com a canadense BOMBARDIER e geralmente está na frente.

Na área comercial, recebeu um impulso extraordinário com a fabricação do primeiro jato nacional, o EMB-145, para 50 lugares, de ampla projeção internacional, sendo ainda usado por várias empresas em todo o mundo. A ousadia e o empreendedorismo que só capitalistas proprietários do seu negócio têm, levou-a a ousar construir aviões de maior porte, lançando a série E-JETS (EMB 170, 190 e 195) e já partindo para a segunda geração da família E-JET, os E2, usando aviônicos de primeira linha. O índice de acidentes de seus aviões é bem menor que a média mundial, sendo considerados aviões extremamente seguros.

Na área militar, após tentativas relativamente frustradas em associação com a Aermacchi (Xavante), um novo acordo com a Alenia produziu o AMX usado no Brasil e na Itália como avião de ataque ar-superfície tendo participado pela Aeronautica Militare em 252 operações de combate sobre Kosovo. O sucesso veio com a família Tucano EMB-312 posteriormente pelo Super-Tucano EMB-314 que pode vir a ser encomendado até mesmo pela USAF e já usa sistema inercial de voo, computador de bordo, motor e hélice, além de outros sistemas de origem norte-americana.

Finalmente, noutra grande ousadia, a EMBRAER lançou o avião transporte de tropas KC-390 que recentemente fez o roll out e já é um sucesso de intenções de compras em todo mundo.

As perguntas que não querem calar: 

Se a Embraer continuasse nas mãos do governo ainda existiria?

Qual a qualidade dos equipamentos usados e quanto cobrado em superfaturamento de material de segunda? Quantas mortes teria causado antes de ser fechada?

Por que não fazer o mesmo, imediatamente, com a Petrossauro?

Heitor de Paola

Médico, escritor e analista político. Membro do International Board of Directors da Drug Watch International, Diretor Cultural da BRAHA (Brasileiros Humanitários em Ação), autor do livro O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial. Articulista do site Midia Sem Máscara, dos Jornais Inconfidência e Visão Judaica.

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