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19 Jan 2015

EU NÃO SOU CHARLIE!

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Parece-me que os cartunistas da Charlie Hebdo, como legítimos herdeiros dos liberticidas de 1789, sentiam-se como modernos Robespierres ou Marats ao empunharem seus lápis e canetas como aqueles faziam com as espadas e lanças, e assim podiam atacar impunemente a tudo e a todos.

 

"Tudo me é permitido", mas nem tudo convém. "Tudo me é permitido", mas eu não deixarei que nada me domine. (1 Coríntios 6:12)

Quem semeia ventos, colhe tempestades. (Ditado popular)

Não, eu não sou Charlie Hebdo, nem lamento tanto a morte dos cartunistas quanto a de milhões de outras vítimas do Islã. Lamento menos, bem menos do que a morte de crianças israelenses pelos mísseis lançados diariamente de Gaza, ou por homens-bomba homicidas, dentro de ônibus escolares, discotecas ou salas de aula. Muito menos do que pelas vítimas sequestradas e degoladas pelo Estado Islâmico (ISIS).

Eu me sentiria honrado em dizer “Sou Uderzo&Goscinny”, os geniais criadores de Asterix, Obelix, Panoramix e sua turma. Ou “Sou Quino” criador de uma das personagens mais simpáticas do cartunismo, Mafalda, comparável a Charlie Brown, Snoopy e seus hilariantes amigos. “Sou os geniais cartunistas da Townhall (http://townhall.com/)”. Para ficarmos por aqui “sou Péricles, sou Millôr, sou Ziraldo”. Saindo da área do humor cartunista, “Sou Chico Anísio, Jô Soares, José Vasconcellos”. Sou provavelmente mais algumas centenas ou milhares de cartunistas sérios pelo mundo, mas definitivamente não sou Charlie.

Sou intransigentemente defensor da liberdade de expressão, mas a toda liberdade corresponde uma responsabilidade. Aceito como válida a advertência de São Paulo:a liberdade deve ser irrestrita – “tudo é permitido” -, mas quem a exerce deve saber o quanto dela convém usar e também não deve “se deixar dominar” pela sensação de liberdade total como se não tivesse que prestar contas. Há uma sensação voluptuosa quando estamos livres, como assim definem todos os que conseguem escapar de regimes totalitários. Mas se esta volúpia não for contida corremos o sério risco de perder o real prazer de ser livre que incluiu sentir-se responsável por seus atos.

Parece-me que os cartunistas da Charlie Hebdo, como legítimos herdeiros dos liberticidas de 1789, sentiam-se como modernos Robespierres ou Marats ao empunharem seus lápis e canetas como aqueles faziam com as espadas e lanças, e assim podiam atacar impunemente a tudo e a todos. Atacaram a todas as religiões ofendendo os fiéis com o uso tosco, chulo e desrespeitoso da parte mais importante da alma do humorismo: a irreverência. Todos os citados acima com os quais me identifico souberam usá-la com maestria. Charlie não, sua irreverência era cheia de ódio. Semearam ventos, colheram tempestades. Tiveram o mesmo fim de seus exemplares antecessores.

Entretanto, eles estavam enganados, como a maioria dos ocidentais, quanto a natureza do Islã. Acharam que atacar Cristo, a Virgem Maria e os profetas judeus era a mesma coisa que atacar Maomé. O Ocidente não tem ideia do que é o Islã, e a mídia é responsável por isto em grande parte, pois faz todos acreditarem que o Islã é uma religião como as outras. Não é nem mesmo uma religião, segundo acredito depois de muito estudar, mas um sistema totalitário assassino, um modo de vida totalmente controlado e que visa dominar o mundo todo. Os muçulmanos, todos, odeiam os infiéis porque assim lhes foi ensinado e ordenado pelo Corão. O rancor contra os infiéis é infinito, e nada tem a ver com tolerância ou intolerância. E o maior engano de todos é acreditar que exista um Islã não fundamentalista com o qual é possível dialogar. Falso! Os protestos nas mesquitas e dos scholars muçulmanos não passam de pura desinformação, pois sabem com antecedência quando seus comandados buchas- de-canhão de Allah vão cometer atentados - pois são eles que os ordenam! – e já têm o discurso pronto com antecedência. Os atentados se sucedem por qualquer coisa ou nenhuma: é parte da campanha de terror contra os dhimmi (ahlal-ḏimmah): os infiéis que pretendem submeter (para melhor entendimento ver http://www.midiasemmascara.org/artigos/religiao/11197--subsidios-para-entender-o-islam-e-as-bases-de-sua-diplomacia-ii.html).

Sou contra a expansão do Islã, sim, mas, definitivamente, não sou Charlie!

 

 

 

Heitor de Paola

Médico, escritor e analista político. Membro do International Board of Directors da Drug Watch International, Diretor Cultural da BRAHA (Brasileiros Humanitários em Ação), autor do livro O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial. Articulista do site Midia Sem Máscara, dos Jornais Inconfidência e Visão Judaica.

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