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23 Out 2014

E A DEFESA NACIONAL, CANDIDATOS?

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Já sabemos que o nível de preocupação da candidata petista com a Nação não atinge esses assuntos, que não são traduzidos imediatamente em votos. O que pensará a respeito o candidato Aécio?

 

Estão chegando ao fim os debates entre os candidatos à Presidência da República, nesta reta final do segundo turno das eleições de 2014.

Os debates, pobres em conteúdo e ricos em ofensas pessoais, pouco esclareceram sobre as plataformas dos candidatos. As raras notícias a respeito de metas de governo limitaram-se a problemas específicos e pontuais sobre saúde, educação, transporte, energia, segurança pública e poucos assuntos mais.

Claro que são temas importantes, que influem diretamente na vida diária dos brasileiros.

O grande ausente nas discussões, o assunto que parece não preocupar os presidenciáveis, é a Defesa Nacional.

Talvez por não fazer parte das preocupações imediatas dos eleitores, tão importante componente de qualquer plano de governo não foi sequer citado.

No entanto, a Defesa Nacional tem que ser uma ideia das mais presentes na mente do Chefe de Estado. É tão importante que, na maioria dos países demo-cráticos, o Comandante Supremo das Forças Armadas é o Chefe do Governo.

Defesa Nacional não se improvisa. Não se compra na última hora, não pode ser confiada a aliados ou vizinhos, pois cada um deles luta exclusivamente por seus interesses nacionais. Afinal, como dizia o Secretário de Estado americano John Foster Dulles, “as nações não têm amigos, têm interesses”.

O interesse nacional é a estrela que guia as nações nas crises, cuja escalada pode, rapidamente, levar ao confronto armado. Ou, por falta de poder militar, ao alinhamento com outras potências, que tenham condições de defender seus interesses a despeito dos opositores. Neste caso, os interesses podem até ser próximos, mas só responderão integralmente aos da nação mais poderosa na aliança.

Um país rico como o Brasil sempre despertará cobiça nos demais. Precisa, portanto, ter um mínimo de credibilidade e de poder dissuasório, o que só se ob-tém com a existência de forças armadas que possam cobrar do inimigo potencial um preço que ele não queira ou não possa pagar.

Assim, não apenas os militares, mas o povo em geral deveria ser esclareci-do sobre o que pensam e o que pretendem os candidatos a respeito de temas relacionados à Defesa Nacional.

Entre outros, merecem atenção permanente os seguintes tópicos, direta-mente ligados à concepção, ao preparo e ao emprego das nossas Forças Arma-das:

- recursos humanos: valorização profissional e vencimentos dos militares;

- mobilização nacional;

- emprego de tropa federal em Operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) – condições, prazos, objetivos a atingir;

- estruturação das Forças Armadas: efetivos e Ordem de Batalha (localiza-ção das instalações militares);

- indústria, ciência e tecnologia de defesa;

- proteção da Amazônia, do pré-sal e dos centros de poder nacional;

- Programa Espacial Brasileiro, submarino de propulsão nuclear, SISFRON;

- nomeação de um Oficial General para o cargo de Ministro da Defesa.

Naturalmente, alguns desses assuntos são eminentemente técnicos, mas dão ideia da variedade, importância e permanência dos projetos e programas mili-tares, constantemente em evolução.

Os candidatos à Presidência da República não podem simplesmente ignorá-los, pois sua compreensão e comprometimento por parte dos dirigentes políticos é de importância vital para a Nação.

Entender, enfrentar e resolver também esse tipo de problemas é um dos ônus do poder.

Já sabemos que o nível de preocupação da candidata petista com a Nação não atinge esses assuntos, que não são traduzidos imediatamente em votos. O que pensará a respeito o candidato Aécio?

Clovis Puper Bandeira

Nascido em 28 Fev 45 em Pelotas - RS

General de Divisão da Reserva do Exército Brasileiro

Ex Vice-Presidente e atual Assessor Especial do Presidente do Clube Militar

Principais funções na carreira militar:

- Instrutor da AMAN e da ECEME

- Aluno do US Army War College - EUA

- Comandante do 10º BI - Juiz de Fora - MG

- 1º Subchefe do Estado-Maior do Exército - Brasília - DF

- Comandante da 17ª Brigada de Infantaria de Selva - Porto Velho - RO

- Chefe do Estado-Maior do Comando Militar da Amazonia - Manaus - AM

- Diretor de Especialização e Extensão - Rio - RJ

- Comandante da 3ª Região Militar - Porto Alegre - RS

- Chefe do Departamento de Inteligência Estratégica do Ministério da Defesa - Brasília - DF

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