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21 Mai 2014

MONICA E HILLARY

Escrito por 

 

 

 

Mas enquanto Monica fica no passado, Benghazi está cada vez mais no presente. E isto sim é algo que deve tirar o sono de Hillary.

 

Monica Lewinsky

Quando todos esperavam que o assunto já tivesse entrado para a história, eis que Monica Lewinsky reaparece. Ela foi um dos assuntos mais comentados da semana passada aqui nos Estados Unidos e todos os analistas se prepararam para avaliar os possíveis impactos de seu texto para Vanity Fair na eventual tentativa de Hillary Clinton chegar ao posto já ocupado por seu marido em Washington.

Muitos dizem que o timing foi perfeito, ou seja, este assunto apareceria cedo ou tarde durante a campanha e, surgindo agora, gera apenas danos controlados na imagem de Hillary. Outros argumentam que isso enfraquece a potencial candidata dos democratas, pois abre espaço para questionamentos sobre outros escândalos que podem gerar danos mais sérios para ela. E sabe-se que no caso dos Clinton, sempre existe a possibilidade disso se concretizar.

A semana não foi boa para Hillary, pois nos mesmos dias em que Monica ocupou o noticiário, os republicanos resolveram mirar na antiga chefe do Departamento de Estado. Uma nova investigação sobre o que aconteceu em Benghazi será iniciada e um novo comitê parlamentar será formado. A pressão sobre ela tomou proporções maiores do que se esperava durante esta semana.

Isso anima também outros democratas, afinal, apesar de ser a favorita, tudo leva a crer que haverá disputa pela indicação do partido. A senadora Elizabeth Warren, que flerta com uma possível candidatura, continua se fortalecendo, enquanto Joe Biden, vice de Obama, tenta sedimentar seu nome. Nenhum deles, entretanto, faria sombra para Hillary, e tendem a abrir passagem para ela. De qualquer forma, todo cuidado é pouco, pois em 2008 um desconhecido Senador por Illinois surgiu com uma força incrível e atropelou a ex-Primeira Dama, tornando-se o 44º Presidente dos Estados Unidos.

Na minha opinião, o retorno de Monica Lewinsky, insinuado por alguns republicanos como algo calculado, não deve gerar danos, tampouco incentivos para a campanha de Hillary. Suas declarações não foram surpreendentes ou dotadas de impacto a ponto de afetar a campanha presidencial. Se nenhum fato novo surgir, a história tende a ficar no passado e cair no esquecimento. Este é um fato superado dentro da esfera política.

Mas enquanto Monica fica no passado, Benghazi está cada vez mais no presente. E isto sim é algo que deve tirar o sono de Hillary.

 

 

 

Márcio Coimbra

Márcio Chalegre Coimbra, é advogado, sócio da Governale - Políticas Públicas e Relações Institucionais (www.governale.com.br). Habilitado em Direito Mercantil pela Unisinos. Professor de Direito Constitucional e Internacional do UniCEUB – Centro Universitário de Brasília. PIL pela Harvard Law School. MBA em Direito Econômico pela Fundação Getúlio Vargas. Especialista em Direito Internacional pela UFRGS. Vice-Presidente do Conil-Conselho Nacional dos Institutos Liberais pelo Distrito Federal. Sócio do IEE - Instituto de Estudos Empresariais. É editor do site Parlata (www.parlata.com.br) articulista semanal do site www.diegocasagrande.com.br e www.direito.com.br. Tem artigos e entrevistas publicadas em diversos sites nacionais e estrangeiros (www.urgente24.tv e www.hacer.org) e jornais brasileiros como Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Zero Hora, Jornal de Brasília, Correio Braziliense, O Estado do Maranhão, Diário Catarinense, Gazeta do Paraná, O Tempo (MG), Hoje em Dia, Jornal do Tocantins, Correio da Paraíba e A Gazeta do Acre. É autor do livro “A Recuperação da Empresa: Regimes Jurídicos brasileiro e norte-americano”, Ed. Síntese - IOB Thomson (www.sintese.com).

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