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29 Jul 2011

Terrorista Norueguês Favorece Obscurantismo das Esquerdas Européias

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Há horas defendo a tese de que as esquerdas, não tendo conseguido destruir a Europa com o marxismo, estão agora apelando ao Islã pra chegar lá. Os marxistas nunca gostaram da idéia de Europa e isto está explícito na primeira frase do Manifesto: “um fantasma ronda a Europa, o fantasma do comunismo”.

Há horas defendo a tese de que as esquerdas, não tendo conseguido destruir a Europa com o marxismo, estão agora apelando ao Islã pra chegar lá. Os marxistas nunca gostaram da idéia de Europa e isto está explícito na primeira frase do Manifesto: “um fantasma ronda a Europa, o fantasma do comunismo”. O islamismo é totalmente incompatível com o Ocidente. No Ocidente, a Igreja separou-se do Estado. Nos países islâmicos, domina o Estado. Isso sem falar da condição da mulher nos países árabes. Enquanto os muçulmanos considerarem que a mulher está um pouco abaixo do rabo do camelo, qualquer diálogo é impossível. A luta entre Islã e Ocidente existe desde há muito e agora se manifesta com mais intensidade em função do aumento do número de imigrantes árabes e africanos na Europa.

Sou voz isolada neste país de imprensa politicamente correta. Não lembro ter lido, em jornal algum, qualquer artigo que condene o islamismo como doutrina hostil à democracia, aos direitos humanos e à liberdade de expressão. Fato significativo é que os últimos livros de Oriana Fallaci, que condenam com veemência o obscurantismo muçulmano, até hoje não foram publicados no Brasil.

Em 2003, comentei La Rabia e l'Orgoglio, o soberbo panfleto de Oriana Fallaci em defesa do Ocidente e seus valores, escrito por ocasião do atentado ao World Trade Center e mais tarde transformado em livro. Em meados de dezembro de 2001, quando foi lançado, eu estava em Roma e via as pilhas de livros sumindo rapidamente, de minuto em minuto, nas livrarias. Vendeu como pão quente, chegando a atingir 50 mil cópias por dia, proeza sequer igualada pelos Harry Potters da vida. O livro foi traduzido em todos os idiomas da Europa e sua recepção foi tamanha na Itália, que velhinhas romanas compravam-no às pilhas e saiam a vendê-lo nas ruas e estradas.

O que só demonstra a colossal covardia dos editores brasileiros. As livrarias estão repletas dos lixos de Paulo Coelho ou Jô Soares e nem sombra do livro da escritora italiana. Em seu livro, Fallaci mostra uma Europa prestes a render-se à nova invasão do Islã. Se os árabes foram expulsos do velho continente pela força das lanças e espadas há cinco séculos, estão voltando agora munidos de armas mais sutis: direitos humanos, tolerância religiosa, diversidade cultural ... e o uso do ventre das muçulmanas.

A autora nos fala de uma Eurábia - e o neologismo não é seu, mas título de uma revista criada em 1975, por entidades européias em parceria com grupos árabes - na qual os muçulmanos passaram a impor suas mesquitas, seus ritos e atrocidades, sem respeito algum aos poderes europeus. Na Inglaterra já existe uma organização chamada Parlamento Muçulmano, cujo primeiro objetivo é recordar aos imigrantes que não estão obrigados a respeitar as leis inglesas: "Para um muçulmano respeitar as leis em vigor no país que o acolhe é algo facultativo. Um muçulmano tem que obedecer a Sharia e ponto", diz sua Carta Constituinte.

Ainda este ano, em Deutschland schafft sich ab (A Alemanha se destrói), Thilo Sarrazin, ex-diretor do Bundesbank e membro do Partido Socialdemocrata Alemão (SPD), acusava os imigrantes turcos e alemães de constituírem “o coração do problema”, devido à sua escassa integração e sua dependência massiva das ajudas sociais. Em 2009, às vésperas do 20º aniversário da queda do Muro, dizia Sarrazin:

“A integração requer um esforço por parte de quem quer se integrar. Eu não respeito quem não quer fazer este esforço. Não tenho porque reconhecer aqueles que vivem das ajudas públicas, mas negam a autoridade do Estado que as outorga, não educam seus filhos e produzem constantemente mais meninas com véus. Isto vale para 70% da população turca e 90% da população árabe em Berlim”.

O autor ainda alertava: “A gente que bebia no bar do Titanic tampouco se dava conta de nada: a orquestra tocava, todo mundo estava bem, e nas primeiras horas ninguém notou o problema. Apesar disto, estavam condenados à morte, porque a água continuava entrando na nave”.

Tais denúncias têm sido condenadas pelas esquerdas européias, em nome do tal de multiculturalismo, como racistas e xenófobas. A defesa do ilícito virou norma entre os intelectuais do Velho Continente: os imigrantes ilegais têm todo o direito a permanecer em território europeu. Foi criado até mesmo um neologismo inadequado para definir quem defende o Estado de direito: islamofobia. Literalmente, medo do Islã. Ora, os europeus não têm exatamente medo do Islã. Têm, isto sim, é asco.

Já comentei, há algum tempo, história que me foi contada por uma amiga parisiense. Ela vivia em um pequeno studio, ao lado do qual havia um corredor que não dava a lugar nenhum. Resolveu derrubar uma parede e integrar o corredor a seu apartamento. O condomínio chiou e exigiu que ela voltasse a seu espaço anterior.

- Ok! Mas meu apartamento é muito pequeno. Estou pensando em vendê-lo. Aliás, já tenho alguém que quer comprá-lo, Monsieur Mohammed...

Santo remédio. O síndico nem tocou mais no assunto. É um caso isolado, é verdade. Mas reflete o que os europeus sentem pelos árabes. O maior bairro árabe de Paris é a Goutte d’Or, logo abaixo de Montmartre. À medida em que a mancha muçulmana se expande, os imóveis se desvalorizam.

Mas pretendia falar sobre Anders Behring Breivik, o maluco norueguês que matou mais de oitenta pessoas, em nome de uma "guerra de sangue" a imigrantes e marxistas. Estranhamente, matou jovens noruegueses, que não eram imigrantes e certamente nada tinham a ver com marxismo.

Conversa de lobo. O lobo, quando vai comer o cordeiro, se sente na obrigação de fazer um discurso introdutório. O discurso de Breivik tem 1500 páginas. O que já é um desrespeito aos leitores. Onde se viu manifesto de 1500 páginas? Antes mesmo de seu massacre, isto já é um atestado de sua insanidade.

Alusões a O ovo da serpente, de Ingmar Bergman, seriam inevitáveis. Uma jornalista tupiniquim, pretendendo ser original, escreve:

“Breivik é um fanático, que parece não recuar diante de nada para eliminar de sua frente aqueles que considera indesejáveis ou ameaçadores para o “sonho europeu” que persegue e difunde em suas mensagens pela internet. Os ataques que protagonizou, fundamentados por teorias de extrema-direita, deixam a Europa e o mundo em estado de alerta, já que uma onda de repulsa a imigrantes, declínio econômico, aumento do desemprego e medo crescente de retaliação de fundamentalistas islâmicos têm tomado conta de vários países do velho continente.

“O que os tristes acontecimentos da Noruega nos dizem é que parece que o apoio a teorias xenófobas, como as que segue o atirador fanático de Oslo e da ilha de Utoeya, está crescendo. Vem da Bíblia o conceito de que a coexistência com idéias e companhias maléficas equivale a chocar o ovo de uma serpente. Em 1977, o notável cineasta Ingmar Bergman fez um filme com o título O ovo da serpente, ambientado entre a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais, quando o nazismo nasceu e prosperou na Alemanha, encantando governantes de índole totalitária em vários cantos do mundo. O resultado é bastante conhecido e lamentado até os dias de hoje.

“Eventos como o da Noruega parecem assustadoramente apontar nesta direção. Através do gesto tresloucado e das palavras mais ainda de Breivik, pode-se discernir o futuro provável da Europa e do mundo se providências enérgicas não forem tomadas para reprimir a expansão desta ideologia de extrema-direita que retorna. Através das membranas finas do ovo, pode-se vislumbrar o réptil peçonhento e letal, perfeitamente concebido e pronto para atacar”.

Esta é a tônica de uma imprensa dominada pelo pensamento de esquerda. Quem hoje defender a Europa da invasão islâmica é um nazista de extrema-direita. Vinte anos após a queda do Muro de Berlim, Breivik prestou um serviço inestimável a uma doutrina já putrefata.

As esquerdas, penhoradas, agradecem.

Última modificação em Terça, 11 Março 2014 17:27
Janer Cristaldo

O escritor e jornalista Janer Cristaldo nasceu em Santana do Livramento, Rio Grande do Sul. Formou-se em Direito e Filosofia e doutorou-se em Letras Francesas e Comparadas pela Université de la Sorbonne Nouvelle (Paris III). Morou na Suécia, França e Espanha. Lecionou Literatura Comparada e Brasileira na Universidade Federal de Santa Catarina e trabalhou como redator de Internacional nos jornais Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo. Faleceu no dia 18 de Outubro de 2014.

1 Comentário

  • Link do comentário Mauricio Caldas Lopes Sexta, 29 Julho 2011 19:57 postado por Mauricio Caldas Lopes

    Excelente artigo.
    Coincide, por inteiro, como as preocupações que me assaltam desde há muito.
    Vou repassar.
    Mauricio Caldas

    Relatar

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