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09 Set 2013

O VERDADEIRO NOME DO "NACIONALISMO"

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Comércio é troca e se troca por vantagem. Pensar que comércio beneficia somente "alguns poucos" é falta de conhecimento.

Um exemplo, de cada 10 copos de suco de laranja ingeridos no mundo, seis são produzidos a partir do Brasil. Dirão "produção agrária que beneficia o latifúndio e não industrializa o Brasil..." Este tipo de ignorância atroz não vê a (1) cadeia produtiva envolvida; (2) a indústria de insumos; (3) a mão de obra utilizada nos centros urbanos para produção destes; (4) os empregos gerados com o comércio etc. Ou seja, o desenvolvimento econômico não ocorre sem o social, sem perspectivas para os trabalhadores em seus empregos do setor e outros, indiretos. E o que propõem os 'nacionalistas' (na verdade, protecionistas)? Um fechamento do mercado interno aos produtos internacionais, cujos produtores estrangeiros reagirão em igual (ou pior) medida. Quem sofrerá? O grande produtor? Este está com a vida feita, MAS e todos envolvidos na cadeia produtiva é que pagarão o pato. Então, colegas, quando os 'nacionalistas' falarem em se proteger, lembrem-se, eles estão garantidos e não se importam com quem trabalha por produtividade e depende do comércio. Faça uma pequena pesquisa e me diga se não são, na sua maioria, servidores estáveis que não estão nem aí para o desemprego do setor privado. E cá entre nós, de onde eles acham que vem os recursos utilizados para pagarem seus salários? De impostos cobrados justamente deste setor privado. Então respeito é bom, saudável e necessário. Agora deixem-os com seu discurso 'nacionalista' que não enche barriga porque o mundo continua e quem perder o bonde da história conseguirá, no máximo, chegar a uma Cuba, mas nunca a Hong Kong.

 

 

 

 

Última modificação em Segunda, 09 Setembro 2013 14:54
Anselmo Heidrich

Professor de Geografia no Ensino Médio e Pré-Vestibular em S. Paulo. Formado pela UFRGS em 1987.

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