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26 Mar 2009

A Crise Por Paul Krugman

Escrito por 

Krugman é daquele tipo de louco da anedota, com comportamento normal que, ao final da conversa inteligente e bem informada, afirma ao interlocutor ser o próprio Deus encarnado e que tem a salvação do mundo nas mãos.

No artigo publicado no New York Times e reproduzido na edição de hoje do Estadão (“Política financeira do desespero”). O laureado economista se coloca contra o plano trilionário ontem anunciado por Obama, que basicamente está sintetizado na fórmula "cash for trash" (dinheiro por lixo), ou seja, o governo Obama deixa tudo como está e simplesmente faz o Tesouro perder dinheiro pela compra dos ativos ditos “tóxicos” em poder dos bancos.

 

Nas palavras de Kurgman: “É mais do que uma decepção. Na realidade, isso me enche de desespero. Afinal, acabamos de passar pela tempestade provocada pelas bonificações pagas pela AIG aos seus executivos. Ao mesmo tempo, o governo não conseguiu dirimir as indagações a respeito do que os bancos estão fazendo com o dinheiro dos contribuintes”.

 

Duas coisas são importantes. Krugman deu-se conta da enormidade da gravidade da crise, o que é positivo, pois sua voz é ouvida pelos decisores do governo Obama. Mas, infelizmente, se Krugman acerta no diagnóstico, erra dramaticamente no remédio que propõe para a superação da crise. Em artigo anterior eu sintetizei que basicamente existem duas maneiras de compreender os fatos econômicos e Krugman infelizmente está do lado errado do caminho.

 

O laureado economista aponta corretamente o grande engano do governo Obama: “E agora Obama aparentemente montou um plano financeiro que, em essência, pressupõe que os bancos são fundamentalmente sadios e que os banqueiros sabem o que estão fazendo. É como se o presidente estivesse determinado a confirmar a crescente percepção de que ele e sua equipe econômica não têm senso de realidade, que sua visão econômica está obnubilada por vínculos excessivamente estreitos com Wall Street. Quando Obama se der conta de que precisa mudar de curso, seu capital político talvez já tenha desaparecido”.

 

Obviamente que os bancos estão quebrados, e não sadios, e estão deixando de desempenhar suas funções. Sua constatação é precisa. Pena que não tira dela os corolários lógicos. Se os bancos estão quebrados, fechem, deixem que outros tomem o seu lugar. Krugman discorda em limpar com dinheiro público os ativos insolventes dos bancos, mas em seu lugar que fazer algo ainda pior e moralmente condenável: quer que a propriedade dos bancos passe ao Estado. Ora, essa varinha mágica não vai funcionar. Fazer o pagador de impostos assumir o ônus da irresponsabilidade dos banqueiros, por qualquer via, é imoral e é tecnicamente imprudente. Não servirá para combater sequer os sintomas da crise, quanto mais as suas raízes.

 

A única maneira técnica e moralmente correta de combater a crise é deixar as coisas se ajustarem via mercado. Quem quebrou, quebrou, ponto final. Argumentos de tecnocratas apocalípticos, que querem ajeitar as coisas agigantando o Estado não devem ser tolerados. É erro grave. O erro de Krugman está sintetizado no seguinte argumento: “Existe um procedimento consagrado pela prática para tratar dos efeitos de uma crise financeira abrangente: o governo assegura a confiança no sistema garantindo muitas dívidas dos bancos. E, ao mesmo tempo, assume o controle temporário dos bancos, para limpar seus livros contábeis”.

 

Procedimento consagrado uma ova! Sacerdotes do deus-Estado sempre aproveitam as crises cíclicas para elevar o tamanho da Besta Estatal e o que Krugman faz aqui é precisamente isso, receitar mais do mesmo veneno que está na raiz da crise, o gigantismo do Estado. É preciso repudiar com toda a força esse argumento. É chegada a hora do combate ao Estado Total. Gente como Krugman não poder ser levada a sério. É preciso cortar o mal pela raiz, reduzir o Estado, e não se fará isso estatizando o sistema bancário.

 

Krugman é daquele tipo de louco da anedota, com comportamento normal que, ao final da conversa inteligente e bem informada, afirma ao interlocutor ser o próprio Deus encarnado e que tem a salvação do mundo nas mãos. Está na hora de se pôr esses embusteiros no devido lugar. É hora de se tomar a defesa do livre mercado, a única solução verdadeira para a grave crise que está a ameaçar a humanidade.

No artigo publicado no New York Times e reproduzido na edição de hoje do Estadão (“Política financeira do desespero”). O laureado economista se coloca contra o plano trilionário ontem anunciado por Obama, que basicamente está sintetizado na fórmula "cash for trash" (dinheiro por lixo), ou seja, o governo Obama deixa tudo como está e simplesmente faz o Tesouro perder dinheiro pela compra dos ativos ditos “tóxicos” em poder dos bancos.

 

Nas palavras de Kurgman: “É mais do que uma decepção. Na realidade, isso me enche de desespero. Afinal, acabamos de passar pela tempestade provocada pelas bonificações pagas pela AIG aos seus executivos. Ao mesmo tempo, o governo não conseguiu dirimir as indagações a respeito do que os bancos estão fazendo com o dinheiro dos contribuintes”.

 

Duas coisas são importantes. Krugman deu-se conta da enormidade da gravidade da crise, o que é positivo, pois sua voz é ouvida pelos decisores do governo Obama. Mas, infelizmente, se Krugman acerta no diagnóstico, erra dramaticamente no remédio que propõe para a superação da crise. Em artigo anterior eu sintetizei que basicamente existem duas maneiras de compreender os fatos econômicos e Krugman infelizmente está do lado errado do caminho.

 

O laureado economista aponta corretamente o grande engano do governo Obama: “E agora Obama aparentemente montou um plano financeiro que, em essência, pressupõe que os bancos são fundamentalmente sadios e que os banqueiros sabem o que estão fazendo. É como se o presidente estivesse determinado a confirmar a crescente percepção de que ele e sua equipe econômica não têm senso de realidade, que sua visão econômica está obnubilada por vínculos excessivamente estreitos com Wall Street. Quando Obama se der conta de que precisa mudar de curso, seu capital político talvez já tenha desaparecido”.

 

Obviamente que os bancos estão quebrados, e não sadios, e estão deixando de desempenhar suas funções. Sua constatação é precisa. Pena que não tira dela os corolários lógicos. Se os bancos estão quebrados, fechem, deixem que outros tomem o seu lugar. Krugman discorda em limpar com dinheiro público os ativos insolventes dos bancos, mas em seu lugar que fazer algo ainda pior e moralmente condenável: quer que a propriedade dos bancos passe ao Estado. Ora, essa varinha mágica não vai funcionar. Fazer o pagador de impostos assumir o ônus da irresponsabilidade dos banqueiros, por qualquer via, é imoral e é tecnicamente imprudente. Não servirá para combater sequer os sintomas da crise, quanto mais as suas raízes.

 

A única maneira técnica e moralmente correta de combater a crise é deixar as coisas se ajustarem via mercado. Quem quebrou, quebrou, ponto final. Argumentos de tecnocratas apocalípticos, que querem ajeitar as coisas agigantando o Estado não devem ser tolerados. É erro grave. O erro de Krugman está sintetizado no seguinte argumento: “Existe um procedimento consagrado pela prática para tratar dos efeitos de uma crise financeira abrangente: o governo assegura a confiança no sistema garantindo muitas dívidas dos bancos. E, ao mesmo tempo, assume o controle temporário dos bancos, para limpar seus livros contábeis”.

 

Procedimento consagrado uma ova! Sacerdotes do deus-Estado sempre aproveitam as crises cíclicas para elevar o tamanho da Besta Estatal e o que Krugman faz aqui é precisamente isso, receitar mais do mesmo veneno que está na raiz da crise, o gigantismo do Estado. É preciso repudiar com toda a força esse argumento. É chegada a hora do combate ao Estado Total. Gente como Krugman não poder ser levada a sério. É preciso cortar o mal pela raiz, reduzir o Estado, e não se fará isso estatizando o sistema bancário.

 

Krugman é daquele tipo de louco da anedota, com comportamento normal que, ao final da conversa inteligente e bem informada, afirma ao interlocutor ser o próprio Deus encarnado e que tem a salvação do mundo nas mãos. Está na hora de se pôr esses embusteiros no devido lugar. É hora de se tomar a defesa do livre mercado, a única solução verdadeira para a grave crise que está a ameaçar a humanidade.

José Nivaldo Cordeiro

José Nivaldo Cordeiro é economista e mestre em Administração de Empresas na FGV-SP. Cristão, liberal e democrata, acredita que o papel do Estado deve se cingir a garantia da ordem pública. Professa a idéia de que a liberdade, a riqueza e a prosperidade devem ser conquistadas mediante esforço pessoal, afastando coletivismos e a intervenção estatal nas vidas dos cidadãos.

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