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08 Fev 2009

O Olho

Escrito por 

“Nesse país”, quem possui apenas um olho, percebe todo, completo, total sentido.

Estive no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba. O “Olho de Niemeyer”. É que o salão principal possui o formato de um olho gigante fitando a capital.

Com 35 mil m² o MON abriga mais de 2.100 peças. No Olho estão 145 obras. Iberê Camargo, Di Cavalcanti, Poty, Josué Demarche, Niobe Xandó, Yolanda Mohalyi, Otto Moderson, Fritz Overback, e a surpresa do ano: Andy Warhol! Uau! O gênio da Pop Art na tela The Shadow, coberta com pó de diamante. Andrew Warhola, o Andy Warhol! Andy Warhol! Colírio.

Grosso modo, a semiótica Greimasiana - Semântica Estrutural, Greimas -, partindo da dicotomia de Saussure - significante versus significado -, estabelece quatro pontos para explicar a estrutura de qualquer texto, seja ele uma crônica, tela, escultura. Qual seria a finalidade de um texto? Comunicar, registrar, informar e difundir conceitos. São três dimensões: o “fazer saber” do texto, aquilo que ele informa; o “fazer crer” em uma verdade, e o “fazer agir”. Todo texto quer convencer alguém de algo, uma verdade; ou melhor, uma veridicção, aquilo que o texto diz ser verdade. É o que se chama de intentio auctoris (intenção do autor) e intentio operis (intenção do texto). São dois eixos: o da manifestação (enunciado, explícito), a materialidade do texto, palavras, tintas na tela, bronze da escultura, e o da imanência (essência, implícito), as entrelinhas.

Quando o diabo, a serpente - no texto bíblico o animal “mais sagaz” -, foi tentar Eva no Éden a fim de que desobedecesse a Deus e comesse o fruto proibido - não se fala em maçã -, perguntou: “É assim que Deus disse: não comereis de toda árvore do jardim?” Eva rebate: “Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais”. O chifrudo retruca: “É certo que não morrereis porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal”. Deus não se mete na conversa e o resultado já sabemos. Livre-arbítrio.

O mesmo ocorre na imanência do texto dos ministros Tarso Genro (Justiça) e Luis Dulci (Secretaria Geral), comparando o caso do ex-terrorista de extrema-esquerda das Forças Armadas pelo Comunismo (PAC), Cesare Battisti, condenado pela Justiça italiana à prisão perpétua por quatro assassinatos, com o do ex-banqueiro Salvatore Cacciola: confusão, veridicção. À época, a Itália alegou “ausência de acordo de reciprocidade em processos de extradição”. O Brasil não extradita fugitivos da Justiça de outros países. A Itália não extraditou Cacciola por ser cidadão italiano.

Texto do ministro italiano para Assuntos Europeus, Andrea Ronchi: “é intolerável que o assassino de quatro cidadãos italianos possa ficar em liberdade e viver tranqüilo no Brasil. Estamos drasticamente indignados. É um escândalo moral, uma vergonha que ainda se justifiquem os assassinatos”. É ministro, a ideologia esquerdista das cavernas impera pela América Latina. São os “iguais” da ministra Dilma Roussef. Livre-arbítrio.

Sem pestanejar Oscar Niemeyer participou do abaixoassinado que apoia a concessão de status de refugiado ao condenado Battisti. Mas a tela do MON que salta aos olhos nesses tempos ideológico-proletários é “Idiotas”, de Iberê Camargo. “Nesse país”, quem possui apenas um olho, percebe todo, completo, total sentido.

A vida imita a arte, companheiros...

Estive no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba. O “Olho de Niemeyer”. É que o salão principal possui o formato de um olho gigante fitando a capital.

Com 35 mil m² o MON abriga mais de 2.100 peças. No Olho estão 145 obras. Iberê Camargo, Di Cavalcanti, Poty, Josué Demarche, Niobe Xandó, Yolanda Mohalyi, Otto Moderson, Fritz Overback, e a surpresa do ano: Andy Warhol! Uau! O gênio da Pop Art na tela The Shadow, coberta com pó de diamante. Andrew Warhola, o Andy Warhol! Andy Warhol! Colírio.

Grosso modo, a semiótica Greimasiana - Semântica Estrutural, Greimas -, partindo da dicotomia de Saussure - significante versus significado -, estabelece quatro pontos para explicar a estrutura de qualquer texto, seja ele uma crônica, tela, escultura. Qual seria a finalidade de um texto? Comunicar, registrar, informar e difundir conceitos. São três dimensões: o “fazer saber” do texto, aquilo que ele informa; o “fazer crer” em uma verdade, e o “fazer agir”. Todo texto quer convencer alguém de algo, uma verdade; ou melhor, uma veridicção, aquilo que o texto diz ser verdade. É o que se chama de intentio auctoris (intenção do autor) e intentio operis (intenção do texto). São dois eixos: o da manifestação (enunciado, explícito), a materialidade do texto, palavras, tintas na tela, bronze da escultura, e o da imanência (essência, implícito), as entrelinhas.

Quando o diabo, a serpente - no texto bíblico o animal “mais sagaz” -, foi tentar Eva no Éden a fim de que desobedecesse a Deus e comesse o fruto proibido - não se fala em maçã -, perguntou: “É assim que Deus disse: não comereis de toda árvore do jardim?” Eva rebate: “Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais”. O chifrudo retruca: “É certo que não morrereis porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal”. Deus não se mete na conversa e o resultado já sabemos. Livre-arbítrio.

O mesmo ocorre na imanência do texto dos ministros Tarso Genro (Justiça) e Luis Dulci (Secretaria Geral), comparando o caso do ex-terrorista de extrema-esquerda das Forças Armadas pelo Comunismo (PAC), Cesare Battisti, condenado pela Justiça italiana à prisão perpétua por quatro assassinatos, com o do ex-banqueiro Salvatore Cacciola: confusão, veridicção. À época, a Itália alegou “ausência de acordo de reciprocidade em processos de extradição”. O Brasil não extradita fugitivos da Justiça de outros países. A Itália não extraditou Cacciola por ser cidadão italiano.

Texto do ministro italiano para Assuntos Europeus, Andrea Ronchi: “é intolerável que o assassino de quatro cidadãos italianos possa ficar em liberdade e viver tranqüilo no Brasil. Estamos drasticamente indignados. É um escândalo moral, uma vergonha que ainda se justifiquem os assassinatos”. É ministro, a ideologia esquerdista das cavernas impera pela América Latina. São os “iguais” da ministra Dilma Roussef. Livre-arbítrio.

Sem pestanejar Oscar Niemeyer participou do abaixoassinado que apoia a concessão de status de refugiado ao condenado Battisti. Mas a tela do MON que salta aos olhos nesses tempos ideológico-proletários é “Idiotas”, de Iberê Camargo. “Nesse país”, quem possui apenas um olho, percebe todo, completo, total sentido.

A vida imita a arte, companheiros...

André Plácido

André Arruda Plácido nasceu em Pirajuí (SP) e é cidadão português. Reside em Londrina (PR) onde graduou-se em Relações Públicas e Teologia. Em Bauru (SP) concluiu o curso de Jornalismo. Fez especialização em Comunicação e Liderança em Missões Mundiais pelo Haggai Institute em Cingapura. É professor de comunicação, poeta, radialista, cronista e fotógrafo.

Website.: fotologue.jp/andrearrudaplacido

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