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27 Ago 2008

As Paixões da Alma IV: A Gula

Escrito por 

Resumo da ópera: entendemos que “guloso” não é um indivíduo possuidor de um apetite lupino, que procura apaziguá-lo comendo “em demasia”, mas sim aquele que, apesar de ter apaziguado seu apetite, não consegue resistir diante de uma iguaria especial.

 

Na discoteca, CDteca e/ou DVDteca de melômanos irrecuparáveis como este que vos escreve, certamente não há de estar ausente uma gravação de uma peça musical de Karl Orff intitulada Carmina Burana (Cantos Profanos).
Trata-se de uma composição para orquestra, coro e solistas cuja letra o referido compositor encontrou em alfarrábios da Idade Média, em um mosteiro na Alemanha, contendo versos provenientes da cultura popular da época em gritante dissonância com manifestações religiosas de então – tais como o canto gregoriano e os autos - pois retratavam o submundo do medievo em que eram freqüentemente encontrados os goliardos.
Monges voltados para uma vida nômade, eles perambulavam pelas tabernas onde comiam e bebiam à farta, fazendo jus à vetusta expressão portuguesa “Ele comeu e bebeu como um abade” ou aquel’outra canção medieval espanhola cuja libertina letra expressava o Carpe Diem horaciano: Hoy bibamos y comamos que manãna lloraremos...
 Ou ainda aqueles versinhos tão apreciados por Lutero: Wer liebt nicht Wein, Weib und Gesang/ Der bleibt ein Narr sein Lebenslang (Aquele que não aprecia vinho, mulher e canção/ Permanece um idiota por toda a vida), versinhos estes capazes de deixar corado um puritano ou um quacre (quaker) aquele que treme de medo(quakes) só em pensar no Judgement Day (Dia do Juízo Final).
Mas, assim como o alegre e extrovertido Martin Luther, os goliardos não estavam preocupados com o que saía das suas bocas, mas sim com o que entrava. E nas suas bocas costumavam entrar muito vinho e sair versos profanos e até pornográficos. Daí a origem de determinados ditos populares bastante conhecidos como “Desta vida só se leva o que se come e o que se bebe”, “Quem bebe, morre, quem não bebe morre também, logo: comamos e bebamos enquanto pudermos”.
Creio que acabei de esboçar em rápidas pinceladas os traços de um dos assim chamados pecados capitais: a gula, bem como daquele que o comete: o guloso.
Mas o que é gula? Quando podemos dizer, com propriedade, que um indivíduo humano é um guloso? Trata-se realmente de um “pecado” ou, coisa menos grave, um vício moralmente reprovável? Ou será que, antes de ser uma coisa ou outra, é uma propensão genética presente em determinados indivíduos, ausente em outros?
Supondo que esteja em jogo est’última alternativa, será inteiramente descabido falar em um pecado ou em um vício moral, uma vez que não se pode culpar um indivíduo por seguir um irrefreável instinto de sua peculiar natureza.
Ou será que devemos considerar que, ainda que ele não possa ser responsabilizado por aquilo que lhe foi dado por seu singular genoma, pode sê-lo por seguir uma inclinação passivamente sem se opor firmemente à mesma?! Moralistas austeros e rígidos, como Calvino e Kant, não hesitariam em endossar est’última alternativa, mas, de minha parte, tenho forte impressão de que se trata de uma vexata quaestio (questão controversa).
De acordo com o indefectível Dicionário Ilustrado da Língua Portuguesa da ABL (vol. III, p.834), gula é “vício de beber e comer em demasia”. Não podemos criticar o lexicógrafo, Antenor Nascentes, uma vez que ele se limitou a registrar um uso lingüístico, e sua definição do vocábulo está inteiramente de acordo com o sentido conferido ao mesmo por milhões de falantes da última flor do Lácio inculta e bela.
Porém, podemos e devemos fazer indagações tais como: Por que a gula é geralmente considerada um vício? O que vem a ser “comer e beber em demasia”? Parece que se trata de uma estranha questão de “estatística subjetiva”: aquele que está aquém da média, come pouco (por falta de vontade ou poder aquisitivo), aquele que está muito acima da média, come muito (por excesso de vontade ou exuberância de vitalidade). Mas não diziam, por acaso, os práticos e objetivos romanos que quid abundat non nocet (Onde abunda não há mal)?!
Isto é bastante semelhante àquela famosa “média do economista”: se um indivíduo colocar seus pés num freezer e sua cabeça num forno de micro-ondas, a temperatura média
de seu corpo fica chuchu-beleza. Além disso, se um indivíduo come menos e um outro come mais do que o comedor médio, é porque o primeiro tem mais apetite do que o segundo, e apetite é que nem bocejo, espirro ou tosse: coisas que fogem ao comando da nossa faculdade volitiva. Há remédios capazes de diminuir o apetite, mas em compensação aumentam nossa despesa e dependência dos mesmos.
Resumo da ópera: entendemos que “guloso” não é um indivíduo possuidor de um apetite lupino, que procura apaziguá-lo comendo “em demasia”, mas sim aquele que, apesar de ter apaziguado seu apetite, não consegue resistir diante de uma iguaria especial – digamos: um paté de foie de canard avec Moet et Chandon - que estimula sua vontade de comê-la, não para preencher um vazio no seu estômago, mas sim satisfazer suas papilas gustativas.
Isto é o que se deve denominar apropriadamente “gula”, mas devemos considerar que não costumamos comer somente para preencher um vazio no estômago, mas também para satisfazer nosso refinado paladar. Moros y cristianos (feijão preto com arroz branco) todo santo dia, faça chuva ou faça sol, ainda que em farta dose, não há cubano capaz de suportar. Na ausência de variedade de consumo, consumido é o ser humano pela mesmice. porta aberta para inenarrável tédio...
Ainda hoje trago na lembrança aquele bem humorado comercial de uma marca de espaguete na TV. Um sacerdote está babando de desejo diante de um belo spaghetti al puro sugo quando se faz ouvir um vozeirão vindo do Alto em tom de advertência: “Olha a gula, padre Leonardo!!!”. Ao que ele, autoindulgentemente, responde: “Olha a massa, Senhor!”
E para ilustrar ainda o sentido conferido por mim à palavra “gula” vou contar uma estorinha que li quando criança no fabuloso Mil e Uma Noites em que a inventiva Scherazade entretinha o califa de Bagdad...Muito antes de Satan Hussein, é claro...
O exército do Califa estava há muito tempo em guerra com um país vizinho. Apiedado da incômoda situação dos seus soldados tanto tempo longe de casa, o Califa decidiu escolher aleatoriamente um deles, para receber uma dispensa do serviço militar por alguns dias. Aí então, o sortudo foi levado para o palácio e convidado para um magnífico banquete ao lado do soberano.
Após ter comido vorazmente, o Califa indagou se ele queria mais alguma coisa ou se estava satisfeito. Ao que o soldado respondeu: “Satisfeitíssimo, Alteza, meu estômago está cheio!”
Foi aí então que um dos serventes do palácio passou por ele portando uma bandeja em que estava um belo pato dourado deliciosamente recheado e exalando um aroma inigualável. Não se contendo, ele disse para o servente deixar ali mesmo o pato, arrancou com avidez uma perna da ave e a saboreou deliciado.
Quando acabou de degustar o acepipe, o Califa se voltou para ele e disse severa e solenemente: “Dissestes que estavas satisfeito e, no entanto, comestes ainda um bom pedaço do pato. Mentistes para teu Califa [obs. O Califa não era kantiano, mas não admitia a mentira em hipótese nenhuma, nem para salvar a vida da mãe!] e, sendo assim, serás enforcado amanhã.” Perplexo e aturdido, o soldado foi levado para o cárcere onde ficou aguardando sua execução.
Na manhã seguinte chegaram os guardas e foram logo perguntando, como era de praxe, qual o seu último desejo. O prisioneiro então disse: “Peço à Sua Alteza, o Emir dos Crentes, o Magnânimo, que sejam trazidos todos os meus camaradas de divisão e que entrem todos nesta cela. E que o Califa, pela Vontade de Allah, o Altíssimo, venha me fazer uma visita”.
O pedido era muito estranho, mas os guardas o comunicaram ao Califa que, apesar de não compreender aquele último desejo do condenado, decidiu satisfazê-lo. Foram trazidos os camaradas e entraram na cela. Esta estava apinhada quando chegou finalmente o Califa. Um dos guardas vociferou: “Abram espaço para Sua Alteza, o Emir dos Crentes!”
Os soldados se espremeram mais do que passageiros do Metrô na hora do rush, de tal modo que o Califa pôde entrar. Aí então, o soldado falou: “Veja, Alteza, esta cela estava repleta de gente, mas, mesmo assim, conseguimos um lugar para nosso rei. Do mesmo modo, meu estômago, apesar de não ter mais lugar para nada, conseguiu arranjar um lugar para o pato dourado, o rei das iguarias. Escusado dizer que o soldado foi indultado pelo Califa.
Há, no entanto, um caso que não sabemos se devemos qualificar como gula ou como expressão do cúmulo do grotesco. Trata-se do indivíduo que morreu de inanição, perdão: morreu de tanto comer ou, pior ainda: conta-se que na decadência romana os romanos comiam como ogros vorazes e quando não conseguiam comer mais nada, enfiavam o dedo na garganta, vomitavam e continuavam comendo...
Diante disso, só citando aquele conhecido dito popular: “A melhor maneira de evitar uma ressaca é continuar bebendo” ou o que disse conhecido político pinguço, autor de uma gramática da língua portuguesa e famoso por seu escorreito vernáculo, quando lhe perguntaram por que bebia tanto: “Bebo, porque líquido é. Se sólido fosse, comê-lo-ia”. E assim chegamos, finalmente, a uma conclusão: Não existe mulher feia. Existe homem que bebe pouco.

 

Na discoteca, CDteca e/ou DVDteca de melômanos irrecuparáveis como este que vos escreve, certamente não há de estar ausente uma gravação de uma peça musical de Karl Orff intitulada Carmina Burana (Cantos Profanos).
Trata-se de uma composição para orquestra, coro e solistas cuja letra o referido compositor encontrou em alfarrábios da Idade Média, em um mosteiro na Alemanha, contendo versos provenientes da cultura popular da época em gritante dissonância com manifestações religiosas de então – tais como o canto gregoriano e os autos - pois retratavam o submundo do medievo em que eram freqüentemente encontrados os goliardos.
Monges voltados para uma vida nômade, eles perambulavam pelas tabernas onde comiam e bebiam à farta, fazendo jus à vetusta expressão portuguesa “Ele comeu e bebeu como um abade” ou aquel’outra canção medieval espanhola cuja libertina letra expressava o Carpe Diem horaciano: Hoy bibamos y comamos que manãna lloraremos...
 Ou ainda aqueles versinhos tão apreciados por Lutero: Wer liebt nicht Wein, Weib und Gesang/ Der bleibt ein Narr sein Lebenslang (Aquele que não aprecia vinho, mulher e canção/ Permanece um idiota por toda a vida), versinhos estes capazes de deixar corado um puritano ou um quacre (quaker) aquele que treme de medo(quakes) só em pensar no Judgement Day (Dia do Juízo Final).
Mas, assim como o alegre e extrovertido Martin Luther, os goliardos não estavam preocupados com o que saía das suas bocas, mas sim com o que entrava. E nas suas bocas costumavam entrar muito vinho e sair versos profanos e até pornográficos. Daí a origem de determinados ditos populares bastante conhecidos como “Desta vida só se leva o que se come e o que se bebe”, “Quem bebe, morre, quem não bebe morre também, logo: comamos e bebamos enquanto pudermos”.
Creio que acabei de esboçar em rápidas pinceladas os traços de um dos assim chamados pecados capitais: a gula, bem como daquele que o comete: o guloso.
Mas o que é gula? Quando podemos dizer, com propriedade, que um indivíduo humano é um guloso? Trata-se realmente de um “pecado” ou, coisa menos grave, um vício moralmente reprovável? Ou será que, antes de ser uma coisa ou outra, é uma propensão genética presente em determinados indivíduos, ausente em outros?
Supondo que esteja em jogo est’última alternativa, será inteiramente descabido falar em um pecado ou em um vício moral, uma vez que não se pode culpar um indivíduo por seguir um irrefreável instinto de sua peculiar natureza.
Ou será que devemos considerar que, ainda que ele não possa ser responsabilizado por aquilo que lhe foi dado por seu singular genoma, pode sê-lo por seguir uma inclinação passivamente sem se opor firmemente à mesma?! Moralistas austeros e rígidos, como Calvino e Kant, não hesitariam em endossar est’última alternativa, mas, de minha parte, tenho forte impressão de que se trata de uma vexata quaestio (questão controversa).
De acordo com o indefectível Dicionário Ilustrado da Língua Portuguesa da ABL (vol. III, p.834), gula é “vício de beber e comer em demasia”. Não podemos criticar o lexicógrafo, Antenor Nascentes, uma vez que ele se limitou a registrar um uso lingüístico, e sua definição do vocábulo está inteiramente de acordo com o sentido conferido ao mesmo por milhões de falantes da última flor do Lácio inculta e bela.
Porém, podemos e devemos fazer indagações tais como: Por que a gula é geralmente considerada um vício? O que vem a ser “comer e beber em demasia”? Parece que se trata de uma estranha questão de “estatística subjetiva”: aquele que está aquém da média, come pouco (por falta de vontade ou poder aquisitivo), aquele que está muito acima da média, come muito (por excesso de vontade ou exuberância de vitalidade). Mas não diziam, por acaso, os práticos e objetivos romanos que quid abundat non nocet (Onde abunda não há mal)?!
Isto é bastante semelhante àquela famosa “média do economista”: se um indivíduo colocar seus pés num freezer e sua cabeça num forno de micro-ondas, a temperatura média
de seu corpo fica chuchu-beleza. Além disso, se um indivíduo come menos e um outro come mais do que o comedor médio, é porque o primeiro tem mais apetite do que o segundo, e apetite é que nem bocejo, espirro ou tosse: coisas que fogem ao comando da nossa faculdade volitiva. Há remédios capazes de diminuir o apetite, mas em compensação aumentam nossa despesa e dependência dos mesmos.
Resumo da ópera: entendemos que “guloso” não é um indivíduo possuidor de um apetite lupino, que procura apaziguá-lo comendo “em demasia”, mas sim aquele que, apesar de ter apaziguado seu apetite, não consegue resistir diante de uma iguaria especial – digamos: um paté de foie de canard avec Moet et Chandon - que estimula sua vontade de comê-la, não para preencher um vazio no seu estômago, mas sim satisfazer suas papilas gustativas.
Isto é o que se deve denominar apropriadamente “gula”, mas devemos considerar que não costumamos comer somente para preencher um vazio no estômago, mas também para satisfazer nosso refinado paladar. Moros y cristianos (feijão preto com arroz branco) todo santo dia, faça chuva ou faça sol, ainda que em farta dose, não há cubano capaz de suportar. Na ausência de variedade de consumo, consumido é o ser humano pela mesmice. porta aberta para inenarrável tédio...
Ainda hoje trago na lembrança aquele bem humorado comercial de uma marca de espaguete na TV. Um sacerdote está babando de desejo diante de um belo spaghetti al puro sugo quando se faz ouvir um vozeirão vindo do Alto em tom de advertência: “Olha a gula, padre Leonardo!!!”. Ao que ele, autoindulgentemente, responde: “Olha a massa, Senhor!”
E para ilustrar ainda o sentido conferido por mim à palavra “gula” vou contar uma estorinha que li quando criança no fabuloso Mil e Uma Noites em que a inventiva Scherazade entretinha o califa de Bagdad...Muito antes de Satan Hussein, é claro...
O exército do Califa estava há muito tempo em guerra com um país vizinho. Apiedado da incômoda situação dos seus soldados tanto tempo longe de casa, o Califa decidiu escolher aleatoriamente um deles, para receber uma dispensa do serviço militar por alguns dias. Aí então, o sortudo foi levado para o palácio e convidado para um magnífico banquete ao lado do soberano.
Após ter comido vorazmente, o Califa indagou se ele queria mais alguma coisa ou se estava satisfeito. Ao que o soldado respondeu: “Satisfeitíssimo, Alteza, meu estômago está cheio!”
Foi aí então que um dos serventes do palácio passou por ele portando uma bandeja em que estava um belo pato dourado deliciosamente recheado e exalando um aroma inigualável. Não se contendo, ele disse para o servente deixar ali mesmo o pato, arrancou com avidez uma perna da ave e a saboreou deliciado.
Quando acabou de degustar o acepipe, o Califa se voltou para ele e disse severa e solenemente: “Dissestes que estavas satisfeito e, no entanto, comestes ainda um bom pedaço do pato. Mentistes para teu Califa [obs. O Califa não era kantiano, mas não admitia a mentira em hipótese nenhuma, nem para salvar a vida da mãe!] e, sendo assim, serás enforcado amanhã.” Perplexo e aturdido, o soldado foi levado para o cárcere onde ficou aguardando sua execução.
Na manhã seguinte chegaram os guardas e foram logo perguntando, como era de praxe, qual o seu último desejo. O prisioneiro então disse: “Peço à Sua Alteza, o Emir dos Crentes, o Magnânimo, que sejam trazidos todos os meus camaradas de divisão e que entrem todos nesta cela. E que o Califa, pela Vontade de Allah, o Altíssimo, venha me fazer uma visita”.
O pedido era muito estranho, mas os guardas o comunicaram ao Califa que, apesar de não compreender aquele último desejo do condenado, decidiu satisfazê-lo. Foram trazidos os camaradas e entraram na cela. Esta estava apinhada quando chegou finalmente o Califa. Um dos guardas vociferou: “Abram espaço para Sua Alteza, o Emir dos Crentes!”
Os soldados se espremeram mais do que passageiros do Metrô na hora do rush, de tal modo que o Califa pôde entrar. Aí então, o soldado falou: “Veja, Alteza, esta cela estava repleta de gente, mas, mesmo assim, conseguimos um lugar para nosso rei. Do mesmo modo, meu estômago, apesar de não ter mais lugar para nada, conseguiu arranjar um lugar para o pato dourado, o rei das iguarias. Escusado dizer que o soldado foi indultado pelo Califa.
Há, no entanto, um caso que não sabemos se devemos qualificar como gula ou como expressão do cúmulo do grotesco. Trata-se do indivíduo que morreu de inanição, perdão: morreu de tanto comer ou, pior ainda: conta-se que na decadência romana os romanos comiam como ogros vorazes e quando não conseguiam comer mais nada, enfiavam o dedo na garganta, vomitavam e continuavam comendo...
Diante disso, só citando aquele conhecido dito popular: “A melhor maneira de evitar uma ressaca é continuar bebendo” ou o que disse conhecido político pinguço, autor de uma gramática da língua portuguesa e famoso por seu escorreito vernáculo, quando lhe perguntaram por que bebia tanto: “Bebo, porque líquido é. Se sólido fosse, comê-lo-ia”. E assim chegamos, finalmente, a uma conclusão: Não existe mulher feia. Existe homem que bebe pouco.
Mario Guerreiro

Mario Antonio de Lacerda Guerreiro nasceu no Rio de Janeiro em 1944. Doutorou-se em Filosofia pela UFRJ em 1983. É Professor Adjunto IV do Depto. de Filosofia da UFRJ. Ex-Pesquisador do CNPq. Ex-Membro do ILTC [Instituto de Lógica, Filosofia e Teoria da Ciência], da SBEC [Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos].Membro Fundador da Sociedade Brasileira de Análise Filosófica. Membro Fundador da Sociedade de Economia Personalista. Membro do Instituto Liberal do Rio de Janeiro e da Sociedade de Estudos Filosóficos e Interdisciplinares da Universidade. Autor de Problemas de Filosofia da Linguagem (EDUFF, Niterói, 1985); O Dizível e O Indizível (Papirus, Campinas, 1989); Ética Mínima Para Homens Práticos (Instituto Liberal, Rio de Janeiro, 1995). O Problema da Ficção na Filosofia Analítica (Editora UEL, Londrina, 1999). Ceticismo ou Senso Comum? (EDIPUCRS, Porto Alegre, 1999). Deus Existe? Uma Investigação Filosófica. (Editora UEL, Londrina, 2000). Liberdade ou Igualdade (Porto Alegre, EDIOUCRS, 2002).

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