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08 Ago 2008

Adeus Soljenítsin

Escrito por 

Enquanto lutava na Segunda Guerra pela falecida, Soljenítsin escreveu uma carta criticando Stalin e o exército vermelho.

“De bunda eu entendo”, afirma a dançarina na tevê. Harvard? Yale? USP? Qual universidade estaria ofertando doutorado em bunda? Mudei o canal e um sertanejo me torturou os ouvidos: “A gente somos um casal”. Lembrei de que a gente também “somos inútil”. Outro canal o pior: morre o escritor russo Alexander Soljenítsin, Nobel em 1970, homem de carne e osso que sofreu as atrocidades do regime comunista de Joseph Stalin (1924-1953), o Homem de Ferro. Segundo o autor tudo se inicia com a implantação do Estado soviético em 1918, massacrando milhões por meio de julgamentos sumários, perseguição ideológica, prisões, tortura e assassinatos até 1956!

Enquanto lutava na Segunda Guerra pela falecida - que Lênin a tenha! - União Soviética, Soljenítsin escreveu uma carta criticando Stalin e o exército vermelho. Acusado de ser “inimigo do povo(?)” foi calado pela mão do Estado: 11 anos de prisão na imensa rede de campos de trabalho forçado administrados pela Gulag (Direção Geral dos Campos de Trabalho Coletivo). Ali padeceram 66 milhões de seres humanos. Depois ainda viveu a opressão de Kruchev e o golpe de Brejnev. Como se escreve “ninguém merece” em russo?

Em Arquipélago Gulag (1973) relata: “A detenção tradicional é, ainda, depois de terem levado o pobre detido, a ocupação do apartamento por longas horas por uma força estranha, rígida, esmagadora. É o arrombar, abrir, tirar e arrancar das paredes, lançar dos armários e das mesas para o solo, sacudir, rasgar, espalhar montes de coisas pelo chão e pisá-las (...) encontrava-se no quarto um corpo de uma criança que acabara de morrer. Os “juristas” tiraram o corpo da criança e o revistaram também. Eles dão safanões nos doentes de cama e tiram as ligaduras que lhes cobrem as feridas. A detenção noturna é a preferida. Todos habitante ficam encolhidos pelo terror, desde a primeira pancada na porta. O preso é arrancado ao calor da cama, todo ele é reduzido à impotência do sono, com a mente confusa. Os agentes têm superioridade de forças: vários homens armados contra um que não chegou sequer a abotoar as calças.

O dissidente também escreveu Um dia na vida de Ivan Denisovich (1962), O primeiro círculo e Pavilhão dos cancerosos (1968) e Agosto 1914. Em 1974 teve suas obras proibidas, foi expulso do país e morou na Alemanha Ocidental, EUA e Suíça.

Em 1984, de George Orwell - que também escreveu A Revolução dos Bichos (1945) satirizando Stalin e o socialismo totalitarista -, está tudo muito claro: “O poder não é um meio, é um fim em si. Não se estabelece uma ditadura com o fito de salvaguardar uma revolução; faz uma revolução para estabelecer a ditadura. O objetivo da perseguição é a perseguição. O objetivo da tortura é a tortura. O objetivo do poder é o poder.” O oprimido e cativo povo cubano que o diga. São as ditaduras que metem o pé na bunda da democracia, da liberdade e dos direitos humanos.

Quando chegar ao inferno, Fidel Castro encontrará Stalin. Serão eternamente torturados pelo sertanejo: “A gente somos um casal”. Para o capeta um casal nada inútil...

“De bunda eu entendo”, afirma a dançarina na tevê. Harvard? Yale? USP? Qual universidade estaria ofertando doutorado em bunda? Mudei o canal e um sertanejo me torturou os ouvidos: “A gente somos um casal”. Lembrei de que a gente também “somos inútil”. Outro canal o pior: morre o escritor russo Alexander Soljenítsin, Nobel em 1970, homem de carne e osso que sofreu as atrocidades do regime comunista de Joseph Stalin (1924-1953), o Homem de Ferro. Segundo o autor tudo se inicia com a implantação do Estado soviético em 1918, massacrando milhões por meio de julgamentos sumários, perseguição ideológica, prisões, tortura e assassinatos até 1956!

Enquanto lutava na Segunda Guerra pela falecida - que Lênin a tenha! - União Soviética, Soljenítsin escreveu uma carta criticando Stalin e o exército vermelho. Acusado de ser “inimigo do povo(?)” foi calado pela mão do Estado: 11 anos de prisão na imensa rede de campos de trabalho forçado administrados pela Gulag (Direção Geral dos Campos de Trabalho Coletivo). Ali padeceram 66 milhões de seres humanos. Depois ainda viveu a opressão de Kruchev e o golpe de Brejnev. Como se escreve “ninguém merece” em russo?

Em Arquipélago Gulag (1973) relata: “A detenção tradicional é, ainda, depois de terem levado o pobre detido, a ocupação do apartamento por longas horas por uma força estranha, rígida, esmagadora. É o arrombar, abrir, tirar e arrancar das paredes, lançar dos armários e das mesas para o solo, sacudir, rasgar, espalhar montes de coisas pelo chão e pisá-las (...) encontrava-se no quarto um corpo de uma criança que acabara de morrer. Os “juristas” tiraram o corpo da criança e o revistaram também. Eles dão safanões nos doentes de cama e tiram as ligaduras que lhes cobrem as feridas. A detenção noturna é a preferida. Todos habitante ficam encolhidos pelo terror, desde a primeira pancada na porta. O preso é arrancado ao calor da cama, todo ele é reduzido à impotência do sono, com a mente confusa. Os agentes têm superioridade de forças: vários homens armados contra um que não chegou sequer a abotoar as calças.

O dissidente também escreveu Um dia na vida de Ivan Denisovich (1962), O primeiro círculo e Pavilhão dos cancerosos (1968) e Agosto 1914. Em 1974 teve suas obras proibidas, foi expulso do país e morou na Alemanha Ocidental, EUA e Suíça.

Em 1984, de George Orwell - que também escreveu A Revolução dos Bichos (1945) satirizando Stalin e o socialismo totalitarista -, está tudo muito claro: “O poder não é um meio, é um fim em si. Não se estabelece uma ditadura com o fito de salvaguardar uma revolução; faz uma revolução para estabelecer a ditadura. O objetivo da perseguição é a perseguição. O objetivo da tortura é a tortura. O objetivo do poder é o poder.” O oprimido e cativo povo cubano que o diga. São as ditaduras que metem o pé na bunda da democracia, da liberdade e dos direitos humanos.

Quando chegar ao inferno, Fidel Castro encontrará Stalin. Serão eternamente torturados pelo sertanejo: “A gente somos um casal”. Para o capeta um casal nada inútil...

André Plácido

André Arruda Plácido nasceu em Pirajuí (SP) e é cidadão português. Reside em Londrina (PR) onde graduou-se em Relações Públicas e Teologia. Em Bauru (SP) concluiu o curso de Jornalismo. Fez especialização em Comunicação e Liderança em Missões Mundiais pelo Haggai Institute em Cingapura. É professor de comunicação, poeta, radialista, cronista e fotógrafo.

Website.: fotologue.jp/andrearrudaplacido

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