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06 Ago 2008

Dos Jovens

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Estes jovens de hoje não tem mais jeito mesmo. São materialistas, tem uma visão do mundo do tamanho de seus umbigos, não nutrem o menor respeito pelas tradições e pelos valores e um total (ou parcial) desdém pelos mais velhos.

"A verdadeira maturidade é atingir a seriedade de uma criança brincando." (Soren Kierkegaard)

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Estes jovens de hoje não tem mais jeito mesmo. São materialistas, tem uma visão do mundo do tamanho de seus umbigos, não nutrem o menor respeito pelas tradições e pelos valores e um total (ou parcial) desdém pelos mais velhos. Trocando por miúdos, se os jovens são o futuro da nação, este, por sua deixa, está feio, bem feio.

Ora, mas este sentimento de insatisfação com relação aos jovens não é fruto exclusivo de nossos dias, não mesmo. Nos idos do século VIII a.C. Hesíodo afirma o seguinte sobre os jovens: “Não tenho mais nenhuma esperança no futuro de nosso país, se a juventude de hoje tomar o poder amanha, porque essa juventude é insuportável, desenfreada, simplesmente horrível”.

Ou então, retomemos aqui os ensinamentos do Patrono da filosofia, o grande Sócrates que, no século V a.C. afirmava que: “Nossa juventude adora o luxo, é mal-educada, caçoa da autoridade e não tem o menor respeito pelos mais velhos. Nossos filhos hoje são verdadeiros tiranos. Eles não se levantam quando uma pessoa idosa entra, respondem a seus pais e são simplesmente maus”.

Se essas palavras vindas de tão distante época ainda não for o suficiente para convencê-los de que esse sentimento não é simplesmente um reflexo da crise vivida pela sociedade hodierna, vejamos então as palavras proferidas por um Sacerdote Egípcio que viveu no século XXI a.C. Diz-nos ele: “Nosso mundo atingiu o seu ponto crítico. Os filhos não ouvem mais os pais. O fim do mundo não pode estar muito longe”.

E, por fim, as palavras de um indivíduo anônimo da babilônia que, provavelmente, teria sido um Sacerdote, afirma: “Esta juventude está estragada até o fundo do coração: Os jovens são malfeitores e preguiçosos. Eles jamais serão como a juventude de antigamente. A juventude de hoje não será capaz de manter a nossa cultura”. Observação: estas últimas palavras datam do século XLI a.C.

Dito isso, lembramos que toda multidão, em qualquer época da história da humanidade, sempre será abjeta, vulgar e medíocre. Isso mesmo, seja a juventude de ontem ou a mocidade de hoje, estes sempre serão o que são: apenas uma multidão anônima ciosa por solapar o mundo da mão daqueles que permitiu chegar até aquela idade e que os auxiliarão para chegar até a “maturidade”.

Todavia, uma afirmação dura como esta de modo algum condena os jovens, pois, uma coisa é afirmarmos isso da massa ignara, outra coisa são os jovens que, solitariamente, singram o seu caminho trabalhando, estudando, rezando e, deste modo, se esforçando para se tornar uma pessoa melhor para assim, deste modo, serem dignas dos sonhos que eles cultivam em seus corações, bem ao contrário dos revoltadinhos sem-causa ou crentes de que possui alguma.

Doravante, não fiquemos com nossa vista apenas presa nos disparates cometidos pelas tenras gerações. Vejamos como é a geração anterior, como são os pais, professores, sacerdotes, em fim, como são os adultos que antecederam a esta geração juvenil que se apresenta a nós hoje. Vejamos o que os adultos de hoje tem feito de bom para que sirva de exemplo para esta. Diga-me, sinceramente, o que?

Pergunto, em especial, aos pais, quantas vezes vocês rezaram um Terço com os seus filhos? Quantas vezes vocês tomaram a Sagrada Escritura e leram juntos com eles? Ou então, quantas vezes vocês simplesmente leram um livro com ou para os seus filhos? Quantas vezes vocês confessaram as suas fraquezas para essas pessoas que vocês dizem que amam?

É meus caros, a educação de uma criança começa, no mínimo, dezoito anos antes do seu nascimento. Começa com a nossa própria auto-educação, com a auto-consciência de nossas falhas que devem, o tempo todo, serem corrigidas e nós, enquanto pessoas, o tempo todo nos colocarmos em uma devota e contínua postura de aprimoramento.

Ora raios, nós demonstramos isso para os nossos jovens? Nós damos esses bons exemplos? Não? Porém, cobramos isso deles e, agindo desta forma, acabamos dando uma lição de moral de cuecas, como dizem os populares ou, como nos ensina a Sagrada Escritura, simplesmente agimos como hipócritas que somos e, neste nosso agir, eles, nossos filhos, aprendem muito bem a lição que é ministrada pelo exemplo contraditório das nossas palavras ocas com nossos gestos ignóbeis tornando-se o que são: um reflexo turvo de nossa geração hipócrita que hoje, covardemente simplesmente quer despejar sob a atual geração o fardo dos erros cometidos por nós, não é mesmo? 

"A verdadeira maturidade é atingir a seriedade de uma criança brincando." (Soren Kierkegaard)

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Estes jovens de hoje não tem mais jeito mesmo. São materialistas, tem uma visão do mundo do tamanho de seus umbigos, não nutrem o menor respeito pelas tradições e pelos valores e um total (ou parcial) desdém pelos mais velhos. Trocando por miúdos, se os jovens são o futuro da nação, este, por sua deixa, está feio, bem feio.

Ora, mas este sentimento de insatisfação com relação aos jovens não é fruto exclusivo de nossos dias, não mesmo. Nos idos do século VIII a.C. Hesíodo afirma o seguinte sobre os jovens: “Não tenho mais nenhuma esperança no futuro de nosso país, se a juventude de hoje tomar o poder amanha, porque essa juventude é insuportável, desenfreada, simplesmente horrível”.

Ou então, retomemos aqui os ensinamentos do Patrono da filosofia, o grande Sócrates que, no século V a.C. afirmava que: “Nossa juventude adora o luxo, é mal-educada, caçoa da autoridade e não tem o menor respeito pelos mais velhos. Nossos filhos hoje são verdadeiros tiranos. Eles não se levantam quando uma pessoa idosa entra, respondem a seus pais e são simplesmente maus”.

Se essas palavras vindas de tão distante época ainda não for o suficiente para convencê-los de que esse sentimento não é simplesmente um reflexo da crise vivida pela sociedade hodierna, vejamos então as palavras proferidas por um Sacerdote Egípcio que viveu no século XXI a.C. Diz-nos ele: “Nosso mundo atingiu o seu ponto crítico. Os filhos não ouvem mais os pais. O fim do mundo não pode estar muito longe”.

E, por fim, as palavras de um indivíduo anônimo da babilônia que, provavelmente, teria sido um Sacerdote, afirma: “Esta juventude está estragada até o fundo do coração: Os jovens são malfeitores e preguiçosos. Eles jamais serão como a juventude de antigamente. A juventude de hoje não será capaz de manter a nossa cultura”. Observação: estas últimas palavras datam do século XLI a.C.

Dito isso, lembramos que toda multidão, em qualquer época da história da humanidade, sempre será abjeta, vulgar e medíocre. Isso mesmo, seja a juventude de ontem ou a mocidade de hoje, estes sempre serão o que são: apenas uma multidão anônima ciosa por solapar o mundo da mão daqueles que permitiu chegar até aquela idade e que os auxiliarão para chegar até a “maturidade”.

Todavia, uma afirmação dura como esta de modo algum condena os jovens, pois, uma coisa é afirmarmos isso da massa ignara, outra coisa são os jovens que, solitariamente, singram o seu caminho trabalhando, estudando, rezando e, deste modo, se esforçando para se tornar uma pessoa melhor para assim, deste modo, serem dignas dos sonhos que eles cultivam em seus corações, bem ao contrário dos revoltadinhos sem-causa ou crentes de que possui alguma.

Doravante, não fiquemos com nossa vista apenas presa nos disparates cometidos pelas tenras gerações. Vejamos como é a geração anterior, como são os pais, professores, sacerdotes, em fim, como são os adultos que antecederam a esta geração juvenil que se apresenta a nós hoje. Vejamos o que os adultos de hoje tem feito de bom para que sirva de exemplo para esta. Diga-me, sinceramente, o que?

Pergunto, em especial, aos pais, quantas vezes vocês rezaram um Terço com os seus filhos? Quantas vezes vocês tomaram a Sagrada Escritura e leram juntos com eles? Ou então, quantas vezes vocês simplesmente leram um livro com ou para os seus filhos? Quantas vezes vocês confessaram as suas fraquezas para essas pessoas que vocês dizem que amam?

É meus caros, a educação de uma criança começa, no mínimo, dezoito anos antes do seu nascimento. Começa com a nossa própria auto-educação, com a auto-consciência de nossas falhas que devem, o tempo todo, serem corrigidas e nós, enquanto pessoas, o tempo todo nos colocarmos em uma devota e contínua postura de aprimoramento.

Ora raios, nós demonstramos isso para os nossos jovens? Nós damos esses bons exemplos? Não? Porém, cobramos isso deles e, agindo desta forma, acabamos dando uma lição de moral de cuecas, como dizem os populares ou, como nos ensina a Sagrada Escritura, simplesmente agimos como hipócritas que somos e, neste nosso agir, eles, nossos filhos, aprendem muito bem a lição que é ministrada pelo exemplo contraditório das nossas palavras ocas com nossos gestos ignóbeis tornando-se o que são: um reflexo turvo de nossa geração hipócrita que hoje, covardemente simplesmente quer despejar sob a atual geração o fardo dos erros cometidos por nós, não é mesmo? 

Dartagnan Zanela

Professor e ensaísta. Autor dos livros Sofia Perennis, O Ponto Arquimédico, A Boa Luta, In Foro Conscientiae e Nas Mãos de Cronos – ensaios sociológicos.

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