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09 Mai 2008

Cinismo Pouco é Bobagem

Escrito por 

É curioso vermos como os militantes, simpatizantes e a intelectuaria esquerdopata de um modo geral, fazem questão de minimizar o mal advindo de seus ideais benevolentes.

 "Os dois monstros gêmeos, o comunismo e o nazismo, têm vocação genocida. Naquele, o genocídio de classe; neste, o genocídio de raça". (Roberto Campos)

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É curioso vermos como os militantes, simpatizantes e a intelectuaria esquerdopata de um modo geral, fazem questão de minimizar o mal advindo de seus ideais benevolentes. Sempre quando um elemento pacóvio, como este que vos escreve, apresenta alguns dados de matemática macabra eles mais que depressa se alvoroçam em defesa de seus lindos sonhos de um “mundo melhor possível”.

Por essa mesma razão e motivado pelo artigo “Lembrando o Holodomor”, da autoria de Viktor Yushchenko e publicado no site Mídia Sem Máscara que venho a público com essas mal fadadas linhas. Holodomor é uma das muitas atrocidades cometidas pelos humanistas socialistas que eles tanto fazem questão de ocultar e mesmo de negar.

Esta estranha palavra de origem ucraniana é atribuída à fome de caráter genocida que devastou o território da República Socialista Soviética da Ucrânia - Estado satélite da URSS - entre os anos de 1932 - 1933.

A Grande Fome da Ucrânia, como também é conhecido essa fatalidade da história da humanidade, ceifou aproximadamente, de 5 a 6 milhões de vidas humanas, entre os anos de 1931 e 1933. A arma utilizada para esse genocídio foi simplesmente a fome. Mas, como isso se deu? Eis a pergunta que muitos gostariam que fosse calada.

Joseph Stalin, nesta época, estava orquestrando em toda União Soviética o processo de coletivização das terras, “desapropriando” as propriedades rurais dos camponeses, forçando-os a aderir às propriedades colectivas ou estatais, os assim chamados kolkhozes e sovkhozes, respectivamente.

Na seqüência, o governo Soviético passou a realizar a coleta da produção dos agricultores, centralizando assim a distribuição “justa” da produção. Fazendo isso, meus caros, Stalin, literalmente, repetiu um morticídio deliberado similar ao do “Comunismo de Guerra” dos idos de Vladimir Ulianov Lênin.

Sei que não seria necessário lembrar a lógica desta trama, todavia, se a história deve sempre nos lembrar acontecimentos que não devem ser esquecidos, lembremos então que, quando um Estado Totalitário ou Autoritário, centraliza a coleta (não compra), o armazenamento e a distribuição dos alimentos, este passa a deter em suas mãos o destino de todas as pessoas de uma nação. Ou seja: a determinação de quem poderá comer e quem não terá direito a comida será dada por um burocrata do partido.

Este era o caso dos camponeses ucranianos que além de não poderem ter acesso a sua própria produção agrícola, muitos acabaram sendo deportados para outras regiões da URSS para serem utilizados como mão-de-obra escrava (algo que é muito comum em países socialistas até hoje, diga-se de passagem). No total foram deportadas 2.800.000 de ucranianos apenas entre 1930 e 1932.

O “guia genial dos povos” (como alguns chamam Stalin) assim procedeu, pois havia uma grande resistência por parte do campesinato às políticas soviéticas e, como em toda “democracia popular socialista”, aqueles que são contrários aos ditames do partido são simplesmente arquivados em uma vala comum com suas carcaça e idéias.

Para o governo de Moscou, o Governo comunista ucraniano estava infiltrado por agentes nacionalistas e espiões polacos. Para o Partido Comunista Russo, as aldeias que resistiam à coletivização eram focos de influência contra-revolucionária e, por essa razão, deveriam ser expurgados. Em português bem claro: eliminados.

Por essa razão, Stalin ordena a substituição de inúmeros agentes do Partido Comunista que estavam na Ucrânia, devido as suspeitas apontadas e, obviamente, que os novos agentes passaram a desempenhar o seu “trabalho” de coleta, prisão, deportação e extermínio, sob um grande pressão, visto que, se os números das coletas, deportações, prisões e óbitos não fossem significativos, eles também poderiam ser acusados de ser “contra-revolucionários” e se tornarem as próximas vítimas da máquina genocida Soviética.

O que é mais lamentável nesta história infeliz é que apenas em 16 de dezembro de 2003, Koichiro Matsuura, Diretor-Geral da UNESCO, condenou o regime soviético pela sua responsabilidade no holocausto de Holodomor. É triste, pois apenas em 1991 a Ucrânia consegue libertar-se dos tentáculos da URSS e até hoje os responsáveis por esse e muitos outros crimes não foram condenados no Tribunal Internacional.

Mas, o que realmente é lamentável, é nós termos fatos como este omitidos dos livros didáticos de história e mais lamentável ainda termos de ouvir pessoas (muitas delas, professores) afirmarem que crimes como este nunca existiram. No caso destes sujeitos, cinismo pouco é bobagem.

 "Os dois monstros gêmeos, o comunismo e o nazismo, têm vocação genocida. Naquele, o genocídio de classe; neste, o genocídio de raça". (Roberto Campos)

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É curioso vermos como os militantes, simpatizantes e a intelectuaria esquerdopata de um modo geral, fazem questão de minimizar o mal advindo de seus ideais benevolentes. Sempre quando um elemento pacóvio, como este que vos escreve, apresenta alguns dados de matemática macabra eles mais que depressa se alvoroçam em defesa de seus lindos sonhos de um “mundo melhor possível”.

Por essa mesma razão e motivado pelo artigo “Lembrando o Holodomor”, da autoria de Viktor Yushchenko e publicado no site Mídia Sem Máscara que venho a público com essas mal fadadas linhas. Holodomor é uma das muitas atrocidades cometidas pelos humanistas socialistas que eles tanto fazem questão de ocultar e mesmo de negar.

Esta estranha palavra de origem ucraniana é atribuída à fome de caráter genocida que devastou o território da República Socialista Soviética da Ucrânia - Estado satélite da URSS - entre os anos de 1932 - 1933.

A Grande Fome da Ucrânia, como também é conhecido essa fatalidade da história da humanidade, ceifou aproximadamente, de 5 a 6 milhões de vidas humanas, entre os anos de 1931 e 1933. A arma utilizada para esse genocídio foi simplesmente a fome. Mas, como isso se deu? Eis a pergunta que muitos gostariam que fosse calada.

Joseph Stalin, nesta época, estava orquestrando em toda União Soviética o processo de coletivização das terras, “desapropriando” as propriedades rurais dos camponeses, forçando-os a aderir às propriedades colectivas ou estatais, os assim chamados kolkhozes e sovkhozes, respectivamente.

Na seqüência, o governo Soviético passou a realizar a coleta da produção dos agricultores, centralizando assim a distribuição “justa” da produção. Fazendo isso, meus caros, Stalin, literalmente, repetiu um morticídio deliberado similar ao do “Comunismo de Guerra” dos idos de Vladimir Ulianov Lênin.

Sei que não seria necessário lembrar a lógica desta trama, todavia, se a história deve sempre nos lembrar acontecimentos que não devem ser esquecidos, lembremos então que, quando um Estado Totalitário ou Autoritário, centraliza a coleta (não compra), o armazenamento e a distribuição dos alimentos, este passa a deter em suas mãos o destino de todas as pessoas de uma nação. Ou seja: a determinação de quem poderá comer e quem não terá direito a comida será dada por um burocrata do partido.

Este era o caso dos camponeses ucranianos que além de não poderem ter acesso a sua própria produção agrícola, muitos acabaram sendo deportados para outras regiões da URSS para serem utilizados como mão-de-obra escrava (algo que é muito comum em países socialistas até hoje, diga-se de passagem). No total foram deportadas 2.800.000 de ucranianos apenas entre 1930 e 1932.

O “guia genial dos povos” (como alguns chamam Stalin) assim procedeu, pois havia uma grande resistência por parte do campesinato às políticas soviéticas e, como em toda “democracia popular socialista”, aqueles que são contrários aos ditames do partido são simplesmente arquivados em uma vala comum com suas carcaça e idéias.

Para o governo de Moscou, o Governo comunista ucraniano estava infiltrado por agentes nacionalistas e espiões polacos. Para o Partido Comunista Russo, as aldeias que resistiam à coletivização eram focos de influência contra-revolucionária e, por essa razão, deveriam ser expurgados. Em português bem claro: eliminados.

Por essa razão, Stalin ordena a substituição de inúmeros agentes do Partido Comunista que estavam na Ucrânia, devido as suspeitas apontadas e, obviamente, que os novos agentes passaram a desempenhar o seu “trabalho” de coleta, prisão, deportação e extermínio, sob um grande pressão, visto que, se os números das coletas, deportações, prisões e óbitos não fossem significativos, eles também poderiam ser acusados de ser “contra-revolucionários” e se tornarem as próximas vítimas da máquina genocida Soviética.

O que é mais lamentável nesta história infeliz é que apenas em 16 de dezembro de 2003, Koichiro Matsuura, Diretor-Geral da UNESCO, condenou o regime soviético pela sua responsabilidade no holocausto de Holodomor. É triste, pois apenas em 1991 a Ucrânia consegue libertar-se dos tentáculos da URSS e até hoje os responsáveis por esse e muitos outros crimes não foram condenados no Tribunal Internacional.

Mas, o que realmente é lamentável, é nós termos fatos como este omitidos dos livros didáticos de história e mais lamentável ainda termos de ouvir pessoas (muitas delas, professores) afirmarem que crimes como este nunca existiram. No caso destes sujeitos, cinismo pouco é bobagem.

Dartagnan Zanela

Professor e ensaísta. Autor dos livros Sofia Perennis, O Ponto Arquimédico, A Boa Luta, In Foro Conscientiae e Nas Mãos de Cronos – ensaios sociológicos.

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