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08 Mar 2008

O Legado De Uma Causa

Escrito por 

Devemos também marcar em nossa memória um dos maiores legados das FARC e, deste modo, também uma das grandes obras do senhor Raúl Reyes que são as inúmeras toneladas de cocaína que adentram as fronteiras de nosso País.

Dizia Millôr Fernandes que, as vezes, é bom dar uma olhadela na página de óbitos dos jornais, pois, ao fazer isso, podemos ter uma boa notícia, tal qual essa, da morte do senhor Raúl Reyes, segundo no comando das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Morto em uma operação orquestrada pelo Exército Colombiano.

Após o anúncio da morte de Luis Édgar Devia, verdadeiro nome do líder narco-guerrilheiro morto em ação, as FARC afirmaram que o sangue derramado, o legado e a memória do líder rebelde engrandecem a causa da organização. Ora, mas qual é o legado das FARC? Qual é o legado desta organização terrorista-marxista? Qual dos atos desta organização que nós deveremos guardar em nossa memória? E agora José?

Eu elencaria, primeiramente as milhares de vidas de civis inocentes que foram ceifadas nas incursos e atentados promovidos por estes “humanistas”, segundo as palavras de Hugo Rafael Chávez Frías, no correr dos 44 anos de sua existência.

Lembraria também dos inúmeros sequestros orquestrados por estes distintos senhores que, apenas realizaram esse ato hediondo, porque era e é feio em nome de uma boa causa que é a Revolução Socialista e, por isso mesmo, aceitável. Alias, na cabeça desta gente, tudo é válido e aceito em nome da Revolução redentora.

Devemos também marcar em nossa memória um dos maiores legados das FARC e, deste modo, também uma das grandes obras do senhor Raúl Reyes que são as inúmeras toneladas de cocaína que adentram as fronteiras de nosso País para assim, gradativamente, matar muitos de nossos irmãos brasileiros como também, não podemos deixar cair no esquecimento, o grande feito de ter fornecido treinamento para as organizações criminosas que atuam como suas sócias no comércio de coca que não é cola e nem é engarrafada.

Isso mesmo minha gente. Não sejamos ingratos com o senhor Reyes e com sua memória heróica. Sejamos justos e lhe ofertemos a devida medida que lhe é merecida.

Mas também, sejamos justos com os seus amigos aqui no Brasil que sempre lhe deram todo o apoio em seus projetos e em todas as ações humanitárias das FARC. Isso mesmo. Não esqueçamos que esta organização tinha e tem inúmeros agentes de influência que lhe dava e dá apoio junto a opinião pública e, por isso mesmo, não nos esqueçamos de sempre lembrar que boa parte dos (de)formadores de opinião deste país sempre trataram com respeito estes narco-terroristas.

É isso mesmo meu caro. Lembremos que em 2003 Reyes deu uma entrevista ao jornal Folha de São Paulo e nesta ele dizia que o seus principais contatos em nosso país no meio intelectual eram o senhor Frei Betto e Emir Sader. E tem mais. Na época foi perguntado ao mesmo quais eram as principais organizações que as FARC mantinham contato e este respondeu que seria: “[...] o PT, e, claro, dentro do PT há uma quantidade de forças; os sem-terra, os sem-teto, os estudantes, sindicalistas, intelectuais, sacerdotes, historiadores, jornalistas”.

E não adianta brigar comigo. Não sou eu que disse isso. Apenas transcrevi as declarações do falecido. E mais! O mesmo disse que conhecia o senhor Luiz Inácio Lula da Silva desde 1996, quando em San Salvador se realizou o quarto encontro do Foro de São Paulo onde ambos ficaram encarregados de presidir o encontro. Desde então os dois, Lula e Reyes, se encontraram em diferentes locais e mantiveram contato. Quando Lula se tornou presidente, estes não mais se realizaram.

Também não podemos deixar de lado e enterrar nas valas do esquecimento as declarações feitas pelo Presidente da República no Ato Político de celabração dos 15 anos do Foro de São Paulo quando este diz: “[...] eu queria começar com uma visão que eu tenho do Foro de São Paulo. Eu que, junto com alguns companheiros e companheiras aqui, fundei esta instância de participação democrática da esquerda da América Latina, precisei chegar à Presidência da República para descobrir o quanto foi importante termos criado o Foro de São Paulo. E digo isso porque, nesses 30 meses de governo, em função da existência do Foro de São Paulo, o companheiro Marco Aurélio tem exercido uma função extraordinária nesse trabalho de consolidação daquilo que começamos em 1990”.

Lembramos aqui que o Foro é uma organização que realiza encontros bienais entre partidos políticos e organizações sociais de esquerda e nacionalista da América Latina e do Caribe. Dentre essas organizações que se confraternizam com o Partido dos Trabalhadores estão o Exército de Libertação Nacional e as Forças Armadas Revolucionarias de Colômbia.

Este meus caros, é apenas parte do legado do senhor Reyes. Legado este que continuará a nos assombrar por muito tempo se depender da criticidade do cidadão brasileiro e do olhar atento de nossa classe falante.

Dizia Millôr Fernandes que, as vezes, é bom dar uma olhadela na página de óbitos dos jornais, pois, ao fazer isso, podemos ter uma boa notícia, tal qual essa, da morte do senhor Raúl Reyes, segundo no comando das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Morto em uma operação orquestrada pelo Exército Colombiano.

Após o anúncio da morte de Luis Édgar Devia, verdadeiro nome do líder narco-guerrilheiro morto em ação, as FARC afirmaram que o sangue derramado, o legado e a memória do líder rebelde engrandecem a causa da organização. Ora, mas qual é o legado das FARC? Qual é o legado desta organização terrorista-marxista? Qual dos atos desta organização que nós deveremos guardar em nossa memória? E agora José?

Eu elencaria, primeiramente as milhares de vidas de civis inocentes que foram ceifadas nas incursos e atentados promovidos por estes “humanistas”, segundo as palavras de Hugo Rafael Chávez Frías, no correr dos 44 anos de sua existência.

Lembraria também dos inúmeros sequestros orquestrados por estes distintos senhores que, apenas realizaram esse ato hediondo, porque era e é feio em nome de uma boa causa que é a Revolução Socialista e, por isso mesmo, aceitável. Alias, na cabeça desta gente, tudo é válido e aceito em nome da Revolução redentora.

Devemos também marcar em nossa memória um dos maiores legados das FARC e, deste modo, também uma das grandes obras do senhor Raúl Reyes que são as inúmeras toneladas de cocaína que adentram as fronteiras de nosso País para assim, gradativamente, matar muitos de nossos irmãos brasileiros como também, não podemos deixar cair no esquecimento, o grande feito de ter fornecido treinamento para as organizações criminosas que atuam como suas sócias no comércio de coca que não é cola e nem é engarrafada.

Isso mesmo minha gente. Não sejamos ingratos com o senhor Reyes e com sua memória heróica. Sejamos justos e lhe ofertemos a devida medida que lhe é merecida.

Mas também, sejamos justos com os seus amigos aqui no Brasil que sempre lhe deram todo o apoio em seus projetos e em todas as ações humanitárias das FARC. Isso mesmo. Não esqueçamos que esta organização tinha e tem inúmeros agentes de influência que lhe dava e dá apoio junto a opinião pública e, por isso mesmo, não nos esqueçamos de sempre lembrar que boa parte dos (de)formadores de opinião deste país sempre trataram com respeito estes narco-terroristas.

É isso mesmo meu caro. Lembremos que em 2003 Reyes deu uma entrevista ao jornal Folha de São Paulo e nesta ele dizia que o seus principais contatos em nosso país no meio intelectual eram o senhor Frei Betto e Emir Sader. E tem mais. Na época foi perguntado ao mesmo quais eram as principais organizações que as FARC mantinham contato e este respondeu que seria: “[...] o PT, e, claro, dentro do PT há uma quantidade de forças; os sem-terra, os sem-teto, os estudantes, sindicalistas, intelectuais, sacerdotes, historiadores, jornalistas”.

E não adianta brigar comigo. Não sou eu que disse isso. Apenas transcrevi as declarações do falecido. E mais! O mesmo disse que conhecia o senhor Luiz Inácio Lula da Silva desde 1996, quando em San Salvador se realizou o quarto encontro do Foro de São Paulo onde ambos ficaram encarregados de presidir o encontro. Desde então os dois, Lula e Reyes, se encontraram em diferentes locais e mantiveram contato. Quando Lula se tornou presidente, estes não mais se realizaram.

Também não podemos deixar de lado e enterrar nas valas do esquecimento as declarações feitas pelo Presidente da República no Ato Político de celabração dos 15 anos do Foro de São Paulo quando este diz: “[...] eu queria começar com uma visão que eu tenho do Foro de São Paulo. Eu que, junto com alguns companheiros e companheiras aqui, fundei esta instância de participação democrática da esquerda da América Latina, precisei chegar à Presidência da República para descobrir o quanto foi importante termos criado o Foro de São Paulo. E digo isso porque, nesses 30 meses de governo, em função da existência do Foro de São Paulo, o companheiro Marco Aurélio tem exercido uma função extraordinária nesse trabalho de consolidação daquilo que começamos em 1990”.

Lembramos aqui que o Foro é uma organização que realiza encontros bienais entre partidos políticos e organizações sociais de esquerda e nacionalista da América Latina e do Caribe. Dentre essas organizações que se confraternizam com o Partido dos Trabalhadores estão o Exército de Libertação Nacional e as Forças Armadas Revolucionarias de Colômbia.

Este meus caros, é apenas parte do legado do senhor Reyes. Legado este que continuará a nos assombrar por muito tempo se depender da criticidade do cidadão brasileiro e do olhar atento de nossa classe falante.

Dartagnan Zanela

Professor e ensaísta. Autor dos livros Sofia Perennis, O Ponto Arquimédico, A Boa Luta, In Foro Conscientiae e Nas Mãos de Cronos – ensaios sociológicos.

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