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31 Dez 2007

Papa Paga Mico na Missa do Galo

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A cada Natal, tão certo como o sol se põe, se repete o erro: desde há séculos, Vaticano, livros e jornais afirmam que Cristo nasceu em Belém. Não nasceu em Belém.

A cada Natal, tão certo como o sol se põe, se repete o erro: desde há séculos, Vaticano, livros e jornais afirmam que Cristo nasceu em Belém. Não nasceu em Belém. Todos os jornais do mundo, nestes dias, afirmam que Cristo nasceu em Belém. Os natais se repetirão ad aeternum e a imprensa continuará afirmando ad aeternum esta inverdade.

Este ano, temos uma novidade. Enquanto dezenas de milhares de peregrinos rumaram a Belém, para visitar a Igreja da Natividade, onde o Cristo teria nascido, o monumental presépio que é montado todo ano na praça São Pedro foi ambientado pela primeira vez, desde que existe, em Nazaré. A decisão foi tomada pelo Governo do Estado da Cidade do Vaticano, encarregado da montagem do presépio, inspirado desta vez no Evangelho de Mateus, que situa o nascimento de Jesus na casa de José, em Nazaré. Nos Evangelhos de Lucas, Marcos e João o local indicado é uma gruta em Belém. O Vaticano informou que o presépio deste ano terá três ambientes: a sala da Natividade, a carpintaria de São José e uma hospedaria, símbolo da vida coletiva da época.

Sempre defendi a tese de que Jesus nasceu em Nazaré. Ou melhor, não que eu a defenda. Quem a defende, em verdade, é Ernest Renan, como veremos adiante. Por ter situado o nascimento do Cristo em Nazaré, tive uma crônica censurada no jornal católico conservador Mídia Sem Máscara, o que fez com eu me afastasse daquele site papista. Hoje, é o Vaticano que afirma o nascimento de Jesus em Nazaré. O que desautoriza as pretensões da Igreja da Natividade, em Belém, pretensões estas que, curiosamente, sempre foram apoiadas pelo próprio Vaticano. Dentro da igreja, ficaria a gruta onde, segundo a tradição, nasceu Jesus. Há inclusive uma estrela marcando o ponto exato onde o nascimento ocorreu.

Escrevia-me, no ano passado, um leitor: “Senão vejamos: “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”. (Miquéias 5:2). Este poderoso trecho bíblico não somente profetiza o nascimento do Senhor Jesus Cristo em Belém, como também atesta Sua divindade: “e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”. E aqui vemos o cumprimento literal da profecia de Miquéias: “Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém. E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo. Tendo ouvido isso, alarmou-se o rei Herodes, e, com ele, toda a Jerusalém; então, convocando todos os principais sacerdotes e escribas do povo, indagava deles onde o Cristo deveria nascer. Em Belém da Judéia, responderam eles, porque assim está escrito por intermédio do profeta: E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel.” (Mateus 2:1-6)”.

Vários outros leitores, daqueles que só encontram na Bíblia o que o padre diz para encontrar, alegam a mesma coisa. Que segundo os Evangelhos de Mateus e Lucas, Jesus nasceu em Belém. Que “não há motivos para duvidar do relato de um contemporâneo de Jesus (Mateus) e de alguém que viveu pouco tempo depois, conhecendo diversas pessoas que haviam convivido com ele (Lucas)”.

Não é bem assim. Vou repetir mais uma vez, e talvez tenha de repeti-lo a cada fim de ano: os Evangelhos não podem ser lidos ao pé da letra. Profecia é uma coisa, fato histórico é outra. O fato inconteste, aceito pelos historiadores, é que Jesus nasceu na obscura Nazaré, pequena e desconhecida cidade da Galiléia, que sequer consta do Antigo Testamento. Nos Evangelhos, é chamado o tempo todo de nazareno. Em sua cruz, Pilatos manda inscrever: “Jesus nazareno, rei dos judeus”.

Verdade que Mateus escreve: “Tendo, pois, nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes ….” E acrescenta: “Ouvindo, porém, que Arquelau reinava na Judéia em lugar de seu pai Herodes, temeu ir para lá; mas avisado em sonho por divina revelação, retirou-se para as regiões da Galiléia, e foi habitar numa cidade chamada Nazaré; para que se cumprisse o que fora dito pelos profetas: Ele será chamado nazareno”. Pois dissera Miquéias: “Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os milhares de Judá, de ti é que me sairá aquele que há de reinar em Israel”. No fundo, Mateus trazia no sangue esta tendência do jornalismo contemporâneo, de adaptar os fatos à visão que se tem do mundo. Quis adaptar o nascimento a antigas profecias. A realidade que se lixasse.

Escreve Renan, em A Vida de Jesus: “Cristo nasceu em Nazaré, pequena cidade da Galiléia, desconhecida até então. Toda sua vida foi designado pelo nome de Nazareno e só por um esforço que não se compreende é que se poderia, segundo a lenda, dá-lo como nascido em Belém. Veremos adiante o motivo dessa suposição, e como ela era conseqüência necessária do papel messiânico que se deu a Jesus”.

Segundo Renan, Nazaré não é citada nem no Antigo Testamento, nem por Josefo, nem no Talmude. Enquanto Nazaré da Galiléia era um vilarejo anônimo, Belém da Judéia portava o prestígio de antigas profecias. Nazaré era aldeia era desprovida de qualquer prestígio. Tanto que, em João 1:46, Natanael pergunta: “Pode haver coisa bem vinda de Nazaré?

Que nascesse em Belém, portanto. A estrela de prata pregada na igreja da Natividade em Belém, não passa de um wishful thinking. Nazarenos nascem em Nazaré. Lucas também adere à lenda do nascimento em Belém: “Naqueles dias saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo fosse recenseado. Este primeiro recenseamento foi feito quando Cirino era governador da Síria. E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. Subiu também José, da Galiléia, da cidade de Nazaré, à cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi, a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. Enquanto estavam ali, chegou o tempo em que ela havia de dar à luz, e teve a seu filho primogênito; envolveu-o em faixas e o deitou em uma manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem”.

Os evangelistas, ao situarem o nascimento de Cristo no reinado de Herodes e evocarem o recenseamento de Cirino, desmontam a própria tese. Diz Renan: “O recenseamento feito por Cirino, do qual se fez depender a lenda que ajunta a jornada a Belém, é posterior, pelo menos dez anos, ao ano em que, segundo Lucas e Mateus, nascera Jesus. Com efeito, os dois Evangelhos põem o nascimento de Jesus no reinado de Herodes (Mateus,II, 1,19,22; Lucas, I, 5). Ora, o recenseamento de Cirino foi feito só depois da deposição de Arquelau, isto é, dez anos depois da morte de Herodes, no ano 37 da era de Ácio. A inscrição pela qual se pretendia outrora estabelecer que Cirino fizera dois recenseamentos é reconhecida como falsa. O recenseamento em todo caso não teria sido aplicado senão às partes reduzidas à província romana, e não às tetrarquias. Os textos pelos quais se pretende provar que algumas das operações de estatística e registro público, ordenadas por Augusto, chegaram até o reinado de Herodes, ou não têm o alcance que se lhes quer dar, ou são de autores cristãos que colheram esse dado no Evangelho de Lucas”.

Se o Vaticano hoje se rende a Renan, o desastrado bispo de Roma desautorizou o presépio instalado sob seu papado. Na madrugada deste Natal, na homilia da Missa do Galo, Bento XVI lembrou o nascimento de Jesus, como Maria lhe envolveu em um pano e lhe deitou em um presépio, “porque não havia lugar na pousada onde pretendiam alojar-se”.

Sua Santidade precisa decidir-se. Afinal, nasceu na casa de Maria e de José, como indica o presépio montado na praça São Pedro, e neste caso não teria precisado buscar pousada alguma? Ou nalguma gruta em Belém, onde a rejeitada parturiente teve de abrigar-se? O Vaticano está precisando contratar urgentemente um bom roteirista.

Seja como for, seria bom que a Santa Sé avisasse o Sumo Pontífice de suas decisões, para não deixar o papa pagando mico nas frias madrugadas de Roma.

A cada Natal, tão certo como o sol se põe, se repete o erro: desde há séculos, Vaticano, livros e jornais afirmam que Cristo nasceu em Belém. Não nasceu em Belém. Todos os jornais do mundo, nestes dias, afirmam que Cristo nasceu em Belém. Os natais se repetirão ad aeternum e a imprensa continuará afirmando ad aeternum esta inverdade.

Este ano, temos uma novidade. Enquanto dezenas de milhares de peregrinos rumaram a Belém, para visitar a Igreja da Natividade, onde o Cristo teria nascido, o monumental presépio que é montado todo ano na praça São Pedro foi ambientado pela primeira vez, desde que existe, em Nazaré. A decisão foi tomada pelo Governo do Estado da Cidade do Vaticano, encarregado da montagem do presépio, inspirado desta vez no Evangelho de Mateus, que situa o nascimento de Jesus na casa de José, em Nazaré. Nos Evangelhos de Lucas, Marcos e João o local indicado é uma gruta em Belém. O Vaticano informou que o presépio deste ano terá três ambientes: a sala da Natividade, a carpintaria de São José e uma hospedaria, símbolo da vida coletiva da época.

Sempre defendi a tese de que Jesus nasceu em Nazaré. Ou melhor, não que eu a defenda. Quem a defende, em verdade, é Ernest Renan, como veremos adiante. Por ter situado o nascimento do Cristo em Nazaré, tive uma crônica censurada no jornal católico conservador Mídia Sem Máscara, o que fez com eu me afastasse daquele site papista. Hoje, é o Vaticano que afirma o nascimento de Jesus em Nazaré. O que desautoriza as pretensões da Igreja da Natividade, em Belém, pretensões estas que, curiosamente, sempre foram apoiadas pelo próprio Vaticano. Dentro da igreja, ficaria a gruta onde, segundo a tradição, nasceu Jesus. Há inclusive uma estrela marcando o ponto exato onde o nascimento ocorreu.

Escrevia-me, no ano passado, um leitor: “Senão vejamos: “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”. (Miquéias 5:2). Este poderoso trecho bíblico não somente profetiza o nascimento do Senhor Jesus Cristo em Belém, como também atesta Sua divindade: “e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”. E aqui vemos o cumprimento literal da profecia de Miquéias: “Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém. E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo. Tendo ouvido isso, alarmou-se o rei Herodes, e, com ele, toda a Jerusalém; então, convocando todos os principais sacerdotes e escribas do povo, indagava deles onde o Cristo deveria nascer. Em Belém da Judéia, responderam eles, porque assim está escrito por intermédio do profeta: E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel.” (Mateus 2:1-6)”.

Vários outros leitores, daqueles que só encontram na Bíblia o que o padre diz para encontrar, alegam a mesma coisa. Que segundo os Evangelhos de Mateus e Lucas, Jesus nasceu em Belém. Que “não há motivos para duvidar do relato de um contemporâneo de Jesus (Mateus) e de alguém que viveu pouco tempo depois, conhecendo diversas pessoas que haviam convivido com ele (Lucas)”.

Não é bem assim. Vou repetir mais uma vez, e talvez tenha de repeti-lo a cada fim de ano: os Evangelhos não podem ser lidos ao pé da letra. Profecia é uma coisa, fato histórico é outra. O fato inconteste, aceito pelos historiadores, é que Jesus nasceu na obscura Nazaré, pequena e desconhecida cidade da Galiléia, que sequer consta do Antigo Testamento. Nos Evangelhos, é chamado o tempo todo de nazareno. Em sua cruz, Pilatos manda inscrever: “Jesus nazareno, rei dos judeus”.

Verdade que Mateus escreve: “Tendo, pois, nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes ….” E acrescenta: “Ouvindo, porém, que Arquelau reinava na Judéia em lugar de seu pai Herodes, temeu ir para lá; mas avisado em sonho por divina revelação, retirou-se para as regiões da Galiléia, e foi habitar numa cidade chamada Nazaré; para que se cumprisse o que fora dito pelos profetas: Ele será chamado nazareno”. Pois dissera Miquéias: “Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os milhares de Judá, de ti é que me sairá aquele que há de reinar em Israel”. No fundo, Mateus trazia no sangue esta tendência do jornalismo contemporâneo, de adaptar os fatos à visão que se tem do mundo. Quis adaptar o nascimento a antigas profecias. A realidade que se lixasse.

Escreve Renan, em A Vida de Jesus: “Cristo nasceu em Nazaré, pequena cidade da Galiléia, desconhecida até então. Toda sua vida foi designado pelo nome de Nazareno e só por um esforço que não se compreende é que se poderia, segundo a lenda, dá-lo como nascido em Belém. Veremos adiante o motivo dessa suposição, e como ela era conseqüência necessária do papel messiânico que se deu a Jesus”.

Segundo Renan, Nazaré não é citada nem no Antigo Testamento, nem por Josefo, nem no Talmude. Enquanto Nazaré da Galiléia era um vilarejo anônimo, Belém da Judéia portava o prestígio de antigas profecias. Nazaré era aldeia era desprovida de qualquer prestígio. Tanto que, em João 1:46, Natanael pergunta: “Pode haver coisa bem vinda de Nazaré?

Que nascesse em Belém, portanto. A estrela de prata pregada na igreja da Natividade em Belém, não passa de um wishful thinking. Nazarenos nascem em Nazaré. Lucas também adere à lenda do nascimento em Belém: “Naqueles dias saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo fosse recenseado. Este primeiro recenseamento foi feito quando Cirino era governador da Síria. E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. Subiu também José, da Galiléia, da cidade de Nazaré, à cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi, a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. Enquanto estavam ali, chegou o tempo em que ela havia de dar à luz, e teve a seu filho primogênito; envolveu-o em faixas e o deitou em uma manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem”.

Os evangelistas, ao situarem o nascimento de Cristo no reinado de Herodes e evocarem o recenseamento de Cirino, desmontam a própria tese. Diz Renan: “O recenseamento feito por Cirino, do qual se fez depender a lenda que ajunta a jornada a Belém, é posterior, pelo menos dez anos, ao ano em que, segundo Lucas e Mateus, nascera Jesus. Com efeito, os dois Evangelhos põem o nascimento de Jesus no reinado de Herodes (Mateus,II, 1,19,22; Lucas, I, 5). Ora, o recenseamento de Cirino foi feito só depois da deposição de Arquelau, isto é, dez anos depois da morte de Herodes, no ano 37 da era de Ácio. A inscrição pela qual se pretendia outrora estabelecer que Cirino fizera dois recenseamentos é reconhecida como falsa. O recenseamento em todo caso não teria sido aplicado senão às partes reduzidas à província romana, e não às tetrarquias. Os textos pelos quais se pretende provar que algumas das operações de estatística e registro público, ordenadas por Augusto, chegaram até o reinado de Herodes, ou não têm o alcance que se lhes quer dar, ou são de autores cristãos que colheram esse dado no Evangelho de Lucas”.

Se o Vaticano hoje se rende a Renan, o desastrado bispo de Roma desautorizou o presépio instalado sob seu papado. Na madrugada deste Natal, na homilia da Missa do Galo, Bento XVI lembrou o nascimento de Jesus, como Maria lhe envolveu em um pano e lhe deitou em um presépio, “porque não havia lugar na pousada onde pretendiam alojar-se”.

Sua Santidade precisa decidir-se. Afinal, nasceu na casa de Maria e de José, como indica o presépio montado na praça São Pedro, e neste caso não teria precisado buscar pousada alguma? Ou nalguma gruta em Belém, onde a rejeitada parturiente teve de abrigar-se? O Vaticano está precisando contratar urgentemente um bom roteirista.

Seja como for, seria bom que a Santa Sé avisasse o Sumo Pontífice de suas decisões, para não deixar o papa pagando mico nas frias madrugadas de Roma.

Janer Cristaldo

O escritor e jornalista Janer Cristaldo nasceu em Santana do Livramento, Rio Grande do Sul. Formou-se em Direito e Filosofia e doutorou-se em Letras Francesas e Comparadas pela Université de la Sorbonne Nouvelle (Paris III). Morou na Suécia, França e Espanha. Lecionou Literatura Comparada e Brasileira na Universidade Federal de Santa Catarina e trabalhou como redator de Internacional nos jornais Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo. Faleceu no dia 18 de Outubro de 2014.

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