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19 Nov 2007

¿Por Qué No Te Callas?

Escrito por 

Chávez, Morales, Rodrigues e Ortega, entre outros, são transmissores de um novo tipo de dengue - a verborrágica ou logorréica, que se manifesta por uma necessidade incontida de falar, embora sem qualquer preocupação quanto ao que, onde e para quem se está a falar.

Não surpreendeu nem um pouco a atitude grosseira do falastrão Chávez, quando, ao lado de vários chefes de Estado, pôs-se a desancar o ex-presidente do conselho de ministros espanhol, Aznar, impedindo o atual, Zapatero, de exercer o direito da palavra. O sujeito é um fruto típico da América Latina, sempre um campo apropriado à disseminação da praga da demagogia, devido, entre outros problemas, ao baixo nível de capital humano, à falta de saudável representatividade democrática, ao patrimonialismo entranhado em seu sangue e ao desrespeito ao princípio federativo da subsidiariedade. Somando tudo isso, é fácil perceber porque a região parece uma imensa poça de água parada, onde o mosquito da dengue demagógica encontra todas as condições para proliferar.

Chávez, Morales, Rodrigues e Ortega, entre outros, são transmissores de um novo tipo de dengue - a verborrágica ou logorréica, que se manifesta por uma necessidade incontida de falar, embora sem qualquer preocupação quanto ao que, onde e para quem se está a falar... Não há tylenol capaz de contê-los. Por isso, aquele cállate que o habitualmente comedido rei da Espanha dirigiu ao neoditador venezuelano soou como boa música aos ouvidos de todos os que, em qualquer canto do mundo, para além de suas preferências ideológicas, prezam a compostura. O elemento precisava mesmo de uma trava à sua verbiagem, mesmo que isto não vá melhorar o seu comportamento, para lembrar ao mundo que há atitudes incompatíveis com chefes de Estado. O rei o fez por nós.

O bufão de Caracas não é apenas o atual (por ele, será vitalício) presidente dos venezuelanos, mas o chefão de uma gangue que almeja implantar na América Latina um processo revolucionário, nos moldes da defunta URSS. Esta é a sua concepção doentia de “integração regional”, ou seja, este é o Mercosul que povoa – em harmonia com centenas de minhocas - a sua cabeça e as de seus pares anacrônicos, motivo por si só suficiente para rejeitemos a Venezuela no bloco. Ademais – e é preciso afirmar isto com todas as letras! –, representa um perigo geopolítico e militar para o Brasil e a região. A transigência do governo petista para com as suas maluquices e as de seu bajulador boliviano denota cumplicidade inconstitucional ou incompetência descomunal. A Venezuela, sob o comando desse desvairado, transformou-se, infelizmente, em um potencial adversário do Brasil e - o que é ainda mais grave - em clara rota de colisão conosco, com crescente capacidade estratégica para desafiar, política ou militarmente, legítimos interesses brasileiros. Uma intervenção do meliante contra qualquer vizinho, como na região contestada com a Guiana a oeste do Rio Essequibo, não será surpresa. Nossas Forças Armadas, que vêm sendo irresponsavelmente tratadas a pão e água há bastante tempo, estarão equipadas para defenderem e manterem a integridade do território e do espaço aéreo nacionais?

É lamentável que certos políticos e jornalistas, como cãezinhos amestrados a circularem em volta de seus donos, tenham corrido logo para defender a atitude do Chapolin de Miraflores e - como fazem sempre - desqualificar o rei Juan Carlos e mascarar de “democrático” o regime ditatorial venezuelano. Vá lá que sejam socialistas ou comunistas; que sejam maus jornalistas, ou, até, vigaristas; mas não procurem tapar o sol com uma peneira de rombo maior do que o anel do Maracanã!

O povo brasileiro não elegeu Lula para implantar socialismos nem “bolivarianismos”, mas para governar o país e defender os seus interesses reais e lícitos. Chega de passar a mão na cabeça de facínoras demagogos e logorréicos. É preciso fazer como o rei e mandá-los recolherem suas matracas. Antes que desça a cortina.

Não surpreendeu nem um pouco a atitude grosseira do falastrão Chávez, quando, ao lado de vários chefes de Estado, pôs-se a desancar o ex-presidente do conselho de ministros espanhol, Aznar, impedindo o atual, Zapatero, de exercer o direito da palavra. O sujeito é um fruto típico da América Latina, sempre um campo apropriado à disseminação da praga da demagogia, devido, entre outros problemas, ao baixo nível de capital humano, à falta de saudável representatividade democrática, ao patrimonialismo entranhado em seu sangue e ao desrespeito ao princípio federativo da subsidiariedade. Somando tudo isso, é fácil perceber porque a região parece uma imensa poça de água parada, onde o mosquito da dengue demagógica encontra todas as condições para proliferar.

Chávez, Morales, Rodrigues e Ortega, entre outros, são transmissores de um novo tipo de dengue - a verborrágica ou logorréica, que se manifesta por uma necessidade incontida de falar, embora sem qualquer preocupação quanto ao que, onde e para quem se está a falar... Não há tylenol capaz de contê-los. Por isso, aquele cállate que o habitualmente comedido rei da Espanha dirigiu ao neoditador venezuelano soou como boa música aos ouvidos de todos os que, em qualquer canto do mundo, para além de suas preferências ideológicas, prezam a compostura. O elemento precisava mesmo de uma trava à sua verbiagem, mesmo que isto não vá melhorar o seu comportamento, para lembrar ao mundo que há atitudes incompatíveis com chefes de Estado. O rei o fez por nós.

O bufão de Caracas não é apenas o atual (por ele, será vitalício) presidente dos venezuelanos, mas o chefão de uma gangue que almeja implantar na América Latina um processo revolucionário, nos moldes da defunta URSS. Esta é a sua concepção doentia de “integração regional”, ou seja, este é o Mercosul que povoa – em harmonia com centenas de minhocas - a sua cabeça e as de seus pares anacrônicos, motivo por si só suficiente para rejeitemos a Venezuela no bloco. Ademais – e é preciso afirmar isto com todas as letras! –, representa um perigo geopolítico e militar para o Brasil e a região. A transigência do governo petista para com as suas maluquices e as de seu bajulador boliviano denota cumplicidade inconstitucional ou incompetência descomunal. A Venezuela, sob o comando desse desvairado, transformou-se, infelizmente, em um potencial adversário do Brasil e - o que é ainda mais grave - em clara rota de colisão conosco, com crescente capacidade estratégica para desafiar, política ou militarmente, legítimos interesses brasileiros. Uma intervenção do meliante contra qualquer vizinho, como na região contestada com a Guiana a oeste do Rio Essequibo, não será surpresa. Nossas Forças Armadas, que vêm sendo irresponsavelmente tratadas a pão e água há bastante tempo, estarão equipadas para defenderem e manterem a integridade do território e do espaço aéreo nacionais?

É lamentável que certos políticos e jornalistas, como cãezinhos amestrados a circularem em volta de seus donos, tenham corrido logo para defender a atitude do Chapolin de Miraflores e - como fazem sempre - desqualificar o rei Juan Carlos e mascarar de “democrático” o regime ditatorial venezuelano. Vá lá que sejam socialistas ou comunistas; que sejam maus jornalistas, ou, até, vigaristas; mas não procurem tapar o sol com uma peneira de rombo maior do que o anel do Maracanã!

O povo brasileiro não elegeu Lula para implantar socialismos nem “bolivarianismos”, mas para governar o país e defender os seus interesses reais e lícitos. Chega de passar a mão na cabeça de facínoras demagogos e logorréicos. É preciso fazer como o rei e mandá-los recolherem suas matracas. Antes que desça a cortina.

Ubiratan Iorio

UBIRATAN IORIO, Doutor em Economia EPGE/Fundação Getulio Vargas, 1984), Economista (UFRJ, 1969).Vice-Presidente do Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista (CIEEP), Diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da UERJ(2000/2003), Vice-Diretor da FCE/UERJ (1996/1999), Professor Adjunto do Departamento de Análise Econômica da FCE/UERJ, Professor do Mestrado da Faculdade de Economia e Finanças do IBMEC, Professor dos Cursos Especiais (MBA) da Fundação Getulio Vargas e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Coordenador da Faculdade de Economia e Finanças do IBMEC (1995/1998), Pesquisador do IBMEC (1982/1994), Economista do IBRE/FGV (1973/1982), funcionário do Banco Central do Brasil (1966/1973). Livros publicados: "Economia e Liberdade: a Escola Austríaca e a Economia Brasileira" (Forense Universitária, Rio de Janeiro, 1997, 2ª ed.); "Uma Análise Econômica do Problema do Cheque sem Fundos no Brasil" (Banco Central/IBMEC, Brasília, 1985); "Macroeconomia e Política Macroeconômica" (IBMEC, Rio de Janeiro, 1984). Articulista de Economia do Jornal do Brasil (desde 2003), do jornal O DIA (1998/2001), cerca de duzentos artigos publicados em jornais e revistas. Consultor de diversas instituições.

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