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29 Out 2007

A TV "Democrática" do PT

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Definitivamente, existe uma anomalia crônica no conceito de democracia de certos mentores da seita petista, segundo a qual “democrático” é qualquer ato ou princípio que se ajuste a seus objetivos autoritários.

Definitivamente, existe uma anomalia crônica no conceito de democracia de certos mentores da seita petista, segundo a qual “democrático” é qualquer ato ou princípio que se ajuste a seus objetivos autoritários. Um exemplo dessa dissimulação calculada, na área de comunicação, é o da TV estatal, que insistem impudentemente em chamar de TV “pública”.

A “coisa” já começou de forma estranha: mediante uma medida provisória, instrumento sabidamente antidemocrático. A propalada TV “democrática” do PT - mais uma estatal inventada por este governo perdulário! - instituída pela MP 398, que cria a TV pública (?) do Executivo - a Empresa Brasileira de Comunicação, que será vulgarmente conhecida como TV Brasil - vai custar, de cara, R$350 milhões ao esfalfado contribuinte. A MP obriga, ainda, as operadoras de TV a cabo, microondas (MMDS) e via satélite (DTH) a colocarem à disposição dois canais para a TV de Lula. Um absurdo! É impressionante a capacidade dos que ora acampam nos jardins do poder de aplicarem recursos sempre escassos de forma ineficiente, claramente política e, o que é pior, a serviço de uma ideologia caduca. Haja CPMF para sustentar tanta estroinice com o erário!

Salta imediatamente aos olhos um numeroso e incontestável conjunto de objeções a mais esta aberração. Primeira, criar uma TV estatal em pleno ano de 2007 é algo tão anacrônico quanto torcer pelo São Cristóvão, campeão carioca de 1926. Segunda, pretender que rivalize com o que seus mentores chamam de “Grande Mídia” é equivalente ao minúsculo Davi partir para cima de Golias, sem funda... Terceira, se há algo que não existe em nossa imprensa é a propalada “monopolização”. Quarta, os atuais ocupantes do Planalto não podem se queixar de falta de apoio da classe jornalística, que em sua maioria sempre os apoiou de dentro das redações de jornais, rádios e TVs, a ponto de transformar quem ousasse apontar o evidente despreparo intelectual do presidente em “preconceituoso”, ou cretino fundamental. Quinta: é uma clara tentativa de aparelhar mais ainda o Estado com recursos públicos, em detrimento da Nação. Sexta: constitui evidente malversação de recursos, pois os R$350 milhões torrados na empreitada, apenas para dar a partida, equivalem necessariamente a menos gastos em saúde, educação, segurança, estradas, etc. Sétima – é bom refrescar a memória do leitor – a empreitada parte do mesmo governo de “democratas” que está promovendo uma doutrinação perversa na juventude com livros “didáticos” enviesados e que, em 2003, tentou implantar aqui uma mordaça na imprensa, com o execrável Conselho Nacional de Jornalismo, bem como controlar o rádio, a TV, o cinema e os audiovisuais, com a não menos abominável Ancinav, ambos rejeitados vigorosamente pela opinião pública e que, se tivessem vingado, certamente teriam impedido a população de tomar conhecimento de mensalões e outras imoralidades. Lembram Castro, Chávez, Hitler e assemelhados.

Por fim, é manifestação de crença absoluta na ingenuidade dos leitores quando o sr. Dirceu, aqui mesmo no JB, defende a nova estatal como se fosse algo efetivamente democrático, ao mesmo tempo em que o governo (do qual saiu apenas formalmente, por ter sido relatado pela Procuradoria da República como envolvido em práticas pouco éticas), nomeia para dirigi-la jornalistas sabidamente simpatizantes do PT, algo absolutamente injustificável, porque um jornalista não pode ser petista nem manifestar preferência por qualquer outro partido, já que sua obrigação e missão é informar com imparcialidade.

Alocar dinheiro dos contribuintes no aparelhamento do Estado sempre foi uma prática adotada pelas ditaduras de todos os matizes. Criar órgãos de propaganda oficial para enaltecer sem pudor os atos do Executivo é um subproduto dessa prática.

Definitivamente, existe uma anomalia crônica no conceito de democracia de certos mentores da seita petista, segundo a qual “democrático” é qualquer ato ou princípio que se ajuste a seus objetivos autoritários. Um exemplo dessa dissimulação calculada, na área de comunicação, é o da TV estatal, que insistem impudentemente em chamar de TV “pública”.

A “coisa” já começou de forma estranha: mediante uma medida provisória, instrumento sabidamente antidemocrático. A propalada TV “democrática” do PT - mais uma estatal inventada por este governo perdulário! - instituída pela MP 398, que cria a TV pública (?) do Executivo - a Empresa Brasileira de Comunicação, que será vulgarmente conhecida como TV Brasil - vai custar, de cara, R$350 milhões ao esfalfado contribuinte. A MP obriga, ainda, as operadoras de TV a cabo, microondas (MMDS) e via satélite (DTH) a colocarem à disposição dois canais para a TV de Lula. Um absurdo! É impressionante a capacidade dos que ora acampam nos jardins do poder de aplicarem recursos sempre escassos de forma ineficiente, claramente política e, o que é pior, a serviço de uma ideologia caduca. Haja CPMF para sustentar tanta estroinice com o erário!

Salta imediatamente aos olhos um numeroso e incontestável conjunto de objeções a mais esta aberração. Primeira, criar uma TV estatal em pleno ano de 2007 é algo tão anacrônico quanto torcer pelo São Cristóvão, campeão carioca de 1926. Segunda, pretender que rivalize com o que seus mentores chamam de “Grande Mídia” é equivalente ao minúsculo Davi partir para cima de Golias, sem funda... Terceira, se há algo que não existe em nossa imprensa é a propalada “monopolização”. Quarta, os atuais ocupantes do Planalto não podem se queixar de falta de apoio da classe jornalística, que em sua maioria sempre os apoiou de dentro das redações de jornais, rádios e TVs, a ponto de transformar quem ousasse apontar o evidente despreparo intelectual do presidente em “preconceituoso”, ou cretino fundamental. Quinta: é uma clara tentativa de aparelhar mais ainda o Estado com recursos públicos, em detrimento da Nação. Sexta: constitui evidente malversação de recursos, pois os R$350 milhões torrados na empreitada, apenas para dar a partida, equivalem necessariamente a menos gastos em saúde, educação, segurança, estradas, etc. Sétima – é bom refrescar a memória do leitor – a empreitada parte do mesmo governo de “democratas” que está promovendo uma doutrinação perversa na juventude com livros “didáticos” enviesados e que, em 2003, tentou implantar aqui uma mordaça na imprensa, com o execrável Conselho Nacional de Jornalismo, bem como controlar o rádio, a TV, o cinema e os audiovisuais, com a não menos abominável Ancinav, ambos rejeitados vigorosamente pela opinião pública e que, se tivessem vingado, certamente teriam impedido a população de tomar conhecimento de mensalões e outras imoralidades. Lembram Castro, Chávez, Hitler e assemelhados.

Por fim, é manifestação de crença absoluta na ingenuidade dos leitores quando o sr. Dirceu, aqui mesmo no JB, defende a nova estatal como se fosse algo efetivamente democrático, ao mesmo tempo em que o governo (do qual saiu apenas formalmente, por ter sido relatado pela Procuradoria da República como envolvido em práticas pouco éticas), nomeia para dirigi-la jornalistas sabidamente simpatizantes do PT, algo absolutamente injustificável, porque um jornalista não pode ser petista nem manifestar preferência por qualquer outro partido, já que sua obrigação e missão é informar com imparcialidade.

Alocar dinheiro dos contribuintes no aparelhamento do Estado sempre foi uma prática adotada pelas ditaduras de todos os matizes. Criar órgãos de propaganda oficial para enaltecer sem pudor os atos do Executivo é um subproduto dessa prática.

Ubiratan Iorio

UBIRATAN IORIO, Doutor em Economia EPGE/Fundação Getulio Vargas, 1984), Economista (UFRJ, 1969).Vice-Presidente do Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista (CIEEP), Diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da UERJ(2000/2003), Vice-Diretor da FCE/UERJ (1996/1999), Professor Adjunto do Departamento de Análise Econômica da FCE/UERJ, Professor do Mestrado da Faculdade de Economia e Finanças do IBMEC, Professor dos Cursos Especiais (MBA) da Fundação Getulio Vargas e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Coordenador da Faculdade de Economia e Finanças do IBMEC (1995/1998), Pesquisador do IBMEC (1982/1994), Economista do IBRE/FGV (1973/1982), funcionário do Banco Central do Brasil (1966/1973). Livros publicados: "Economia e Liberdade: a Escola Austríaca e a Economia Brasileira" (Forense Universitária, Rio de Janeiro, 1997, 2ª ed.); "Uma Análise Econômica do Problema do Cheque sem Fundos no Brasil" (Banco Central/IBMEC, Brasília, 1985); "Macroeconomia e Política Macroeconômica" (IBMEC, Rio de Janeiro, 1984). Articulista de Economia do Jornal do Brasil (desde 2003), do jornal O DIA (1998/2001), cerca de duzentos artigos publicados em jornais e revistas. Consultor de diversas instituições.

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