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19 Set 2007

Aos "46 de Brasília", O Asco dos Justos!

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Sinto a obrigação moral de manifestar, em nome de todos os brasileiros de bem, repúdio e indignação com o asqueroso, repugnante e nojento desrespeito ao povo brasileiro perpetrado pelos “46 de Brasília”.

Quem pensa nos quarenta senadores que absolveram o réu e para a meia dúzia de poltrões que preferiram lavar as mãos, dá imediatamente razão a Bacon, quando opinou que a esperança é um bom desjejum, mas um péssimo jantar. Quarenta e seis maus – péssimos! – brasileiros afogaram, em um lago de lama e sob as trevas do voto secreto, a esperança de todo um povo, de que, afinal, um mínimo de ética e credibilidade seria restabelecido. A Nação brasileira está chorando de vergonha. Os brasileiros de bem, de qualquer tendência política, estão decepcionados e sentindo justo nojo de Suas Excelências! A que ponto chegamos! Decorrem quase quatro meses desde que o arrogante absolvido foi denunciado por aquela revista. Nesse tempo, seu doentio apego ao cargo e sua vaidade, bem como a certeza de impunidade, levaram o Senado - indispensável em qualquer democracia - a esvair-se em descrédito e a jazer como está, inerte e inerme, por quanto tempo ainda não se sabe. Se tivesse realmente amor ao país e à coisa pública, o absolvido deveria ter pedido uma elementar licença para defender-se das pesadas acusações que se abateram – e vão continuar a cair - sobre sua cabeça. É intolerável alguém colocar suas pretensões políticas e amor ao poder acima do bem comum e do interesse público, mas quarenta e seis “representantes do povo” não pensaram assim.

Culpado ou inocente das acusações a ele imputadas, a trajetória política do presidente do Senado já é suficiente para revelar total falta de princípios, por mais parecer um minueto ou uma quadrilha, com trocas sucessivas de partido e de pares, sempre no embalo do que executam os músicos transitórios do poder: foi comunista na juventude; em seguida; passou a integrar a tropa de choque de Collor; atualmente, está com Lula; e, se amanhã ou depois o presidente for, por exemplo, alguém chamado Pafúncio, será, certamente, um ardoroso “pafunciano”... Mas está longe de ser o único dentre o conjunto de “suas excelências” a agir assim, sempre flutuando ao sabor das circunstâncias. Precisava ser punido, até para servir como exemplo.

Sinto a obrigação moral de manifestar, em nome de todos os brasileiros de bem, repúdio e indignação com o asqueroso, repugnante e nojento desrespeito ao povo brasileiro perpetrado pelos “46 de Brasília”. Está patente que há quarenta e seis pessoas no Senado que não merecem sequer um emprego público dos mais humildes, quanto mais exercer um mandato popular de senador ou senadora, delegado pelo voto dos que iludiram! Entre muitas outras razões, uma é suficiente: quem, sendo representante do povo, rejeita o clamor popular, não está, logicamente, representando o povo.

A quem pode interessar um Senado enfraquecido, para não dizer nocauteado? Ao governo? Creio que não, pois doravante – e com os seus motivos – a oposição bloqueará as votações importantes. Só se for para, na linha de Chávez, Morales e Rodrigues, sufocar o Parlamento, fortalecer o Executivo e, assim, partir para o tal “terceiro mandato”, algo absolutamente indefensável por qualquer verdadeiro democrata e que precisa ser rechaçado imediatamente! E que não venham alguns torcedores do PT de plantão dizer que estamos vendo chifres em cabeça de cavalos, pois no recém realizado congresso do partido, uma das proposições “tiradas” foi, exatamente, a de acabar com o Senado e partir para um regime unicameral. Por isso, não é nenhum devaneio imaginar que alguns dos senadores que absolveram o réu, especialmente os petistas, o tenham feito com tal aberração em mente. Interessa ao absolvido? Só se ele acreditar que, depois do terremoto, conseguirá, por algum milagre, pôr novamente a Casa em ordem.

A Nação quer saber os nomes dos “46 de Brasília”, para não mais votar neles!

Quem pensa nos quarenta senadores que absolveram o réu e para a meia dúzia de poltrões que preferiram lavar as mãos, dá imediatamente razão a Bacon, quando opinou que a esperança é um bom desjejum, mas um péssimo jantar. Quarenta e seis maus – péssimos! – brasileiros afogaram, em um lago de lama e sob as trevas do voto secreto, a esperança de todo um povo, de que, afinal, um mínimo de ética e credibilidade seria restabelecido. A Nação brasileira está chorando de vergonha. Os brasileiros de bem, de qualquer tendência política, estão decepcionados e sentindo justo nojo de Suas Excelências! A que ponto chegamos! Decorrem quase quatro meses desde que o arrogante absolvido foi denunciado por aquela revista. Nesse tempo, seu doentio apego ao cargo e sua vaidade, bem como a certeza de impunidade, levaram o Senado - indispensável em qualquer democracia - a esvair-se em descrédito e a jazer como está, inerte e inerme, por quanto tempo ainda não se sabe. Se tivesse realmente amor ao país e à coisa pública, o absolvido deveria ter pedido uma elementar licença para defender-se das pesadas acusações que se abateram – e vão continuar a cair - sobre sua cabeça. É intolerável alguém colocar suas pretensões políticas e amor ao poder acima do bem comum e do interesse público, mas quarenta e seis “representantes do povo” não pensaram assim.

Culpado ou inocente das acusações a ele imputadas, a trajetória política do presidente do Senado já é suficiente para revelar total falta de princípios, por mais parecer um minueto ou uma quadrilha, com trocas sucessivas de partido e de pares, sempre no embalo do que executam os músicos transitórios do poder: foi comunista na juventude; em seguida; passou a integrar a tropa de choque de Collor; atualmente, está com Lula; e, se amanhã ou depois o presidente for, por exemplo, alguém chamado Pafúncio, será, certamente, um ardoroso “pafunciano”... Mas está longe de ser o único dentre o conjunto de “suas excelências” a agir assim, sempre flutuando ao sabor das circunstâncias. Precisava ser punido, até para servir como exemplo.

Sinto a obrigação moral de manifestar, em nome de todos os brasileiros de bem, repúdio e indignação com o asqueroso, repugnante e nojento desrespeito ao povo brasileiro perpetrado pelos “46 de Brasília”. Está patente que há quarenta e seis pessoas no Senado que não merecem sequer um emprego público dos mais humildes, quanto mais exercer um mandato popular de senador ou senadora, delegado pelo voto dos que iludiram! Entre muitas outras razões, uma é suficiente: quem, sendo representante do povo, rejeita o clamor popular, não está, logicamente, representando o povo.

A quem pode interessar um Senado enfraquecido, para não dizer nocauteado? Ao governo? Creio que não, pois doravante – e com os seus motivos – a oposição bloqueará as votações importantes. Só se for para, na linha de Chávez, Morales e Rodrigues, sufocar o Parlamento, fortalecer o Executivo e, assim, partir para o tal “terceiro mandato”, algo absolutamente indefensável por qualquer verdadeiro democrata e que precisa ser rechaçado imediatamente! E que não venham alguns torcedores do PT de plantão dizer que estamos vendo chifres em cabeça de cavalos, pois no recém realizado congresso do partido, uma das proposições “tiradas” foi, exatamente, a de acabar com o Senado e partir para um regime unicameral. Por isso, não é nenhum devaneio imaginar que alguns dos senadores que absolveram o réu, especialmente os petistas, o tenham feito com tal aberração em mente. Interessa ao absolvido? Só se ele acreditar que, depois do terremoto, conseguirá, por algum milagre, pôr novamente a Casa em ordem.

A Nação quer saber os nomes dos “46 de Brasília”, para não mais votar neles!

Ubiratan Iorio

UBIRATAN IORIO, Doutor em Economia EPGE/Fundação Getulio Vargas, 1984), Economista (UFRJ, 1969).Vice-Presidente do Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista (CIEEP), Diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da UERJ(2000/2003), Vice-Diretor da FCE/UERJ (1996/1999), Professor Adjunto do Departamento de Análise Econômica da FCE/UERJ, Professor do Mestrado da Faculdade de Economia e Finanças do IBMEC, Professor dos Cursos Especiais (MBA) da Fundação Getulio Vargas e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Coordenador da Faculdade de Economia e Finanças do IBMEC (1995/1998), Pesquisador do IBMEC (1982/1994), Economista do IBRE/FGV (1973/1982), funcionário do Banco Central do Brasil (1966/1973). Livros publicados: "Economia e Liberdade: a Escola Austríaca e a Economia Brasileira" (Forense Universitária, Rio de Janeiro, 1997, 2ª ed.); "Uma Análise Econômica do Problema do Cheque sem Fundos no Brasil" (Banco Central/IBMEC, Brasília, 1985); "Macroeconomia e Política Macroeconômica" (IBMEC, Rio de Janeiro, 1984). Articulista de Economia do Jornal do Brasil (desde 2003), do jornal O DIA (1998/2001), cerca de duzentos artigos publicados em jornais e revistas. Consultor de diversas instituições.

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