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16 Set 2007

Os Sedizentes

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Sedizente é um desses neologismos que surgem por necessidade e tem uso corrente nos textos jurídicos, servindo para designar alguém que “se diz ser” sem prova cabal daquilo que afirma a seu respeito.

Não procure no dicionário a palavra que dá título a este artigo. Ela não consta. Sedizente é um desses neologismos que surgem por necessidade e tem uso corrente nos textos jurídicos, servindo para designar alguém que “se diz ser” sem prova cabal daquilo que afirma a seu respeito.

Pois bem, outro dia, a propósito do julgamento do senador Renan, dois jornalistas esportivos dialogavam. Um deles, em dado momento, exclamou: “Imagina que a direita está cobrando a cassação e a esquerda se mobiliza em sua defesa”. Eu estava no meio do trânsito e quase atirei o carro contra um poste.

É dose! De tanto ouvirem a esquerda apontar a direita como estuário dos safados e se exibir como virtuosa, eles acabaram acreditando. Tal bobagem já levou muitos a sustentar que os casos de corrupção no governo Lula eram conseqüências de uma “inflexão à direita”. Ora, existem pessoas honestas e desonestas em todos os quadrantes ideológicos, embora os governos totalitários, por falta de transparência, de livre imprensa e de controle oposicionista, tendam a ser mais corruptos do que os democráticos.

E os sedizentes entram em campo outra vez, apresentando-se como intransigentes defensores da democracia. Mas se desdobram em manifestações de apreço por qualquer tiranete de esquerda que surja na cena internacional. Lênin, Stalin, Mao, Fidel, Chávez, são alguns mais destacados de uma lista que inclui dezenas de déspotas totalitários, sempre aplaudidos e defendidos. Sabem por quê? Porque, invariavelmente, todos se diziam defensores dos pobres e oprimidos.

E os sedizentes voltam, jogando sobre si, com as próprias palavras, os refletores do amor aos desvalidos. No entanto, as idéias que defendem, em longas, fartas e tristes experiências históricas somente geraram mais miséria e mais opressão. Nunca produziram uma economia que se sustentasse. Por outro lado, boa parte da elite esquerdista que conheço vai muito bem de vida, obrigado. Uns têm apartamento em Paris, outros se instalaram nos altos escalões do poder político ou sindical, e outros, ainda, recebem vultosas pensões do erário como vítimas de afrontas aos seus direitos humanos.

E retornam os sedizentes para reivindicar as primazias do mais elevado humanismo. No entanto, os tiranos que defendem, sempre seguiram as lições de Lênin. Fizeram-no em relação à necessidade do terror: “Em princípio nós nunca renunciaremos ao terror e não podemos renunciar ao terror” – Lênin, Colected Works, IV (e observe o atual apreço da nossa esquerda radical pelos terroristas islâmicos). Fizeram-no para eliminar os adversários, que Lênin, no famoso decreto de 1918, designava como a necessidade de “purgar da terra russa todos os insetos danosos”. Sob tais conselhos, os sedizentes defensores dos direitos humanos arremeteram contra classes sociais inteiras (burgueses, proprietários rurais, ciganos, prostitutas, homossexuais, judeus) e mataram mais de cem milhões de pessoas no século XX. Mas eles continuam se dizendo e outros acreditando.

Não procure no dicionário a palavra que dá título a este artigo. Ela não consta. Sedizente é um desses neologismos que surgem por necessidade e tem uso corrente nos textos jurídicos, servindo para designar alguém que “se diz ser” sem prova cabal daquilo que afirma a seu respeito.

Pois bem, outro dia, a propósito do julgamento do senador Renan, dois jornalistas esportivos dialogavam. Um deles, em dado momento, exclamou: “Imagina que a direita está cobrando a cassação e a esquerda se mobiliza em sua defesa”. Eu estava no meio do trânsito e quase atirei o carro contra um poste.

É dose! De tanto ouvirem a esquerda apontar a direita como estuário dos safados e se exibir como virtuosa, eles acabaram acreditando. Tal bobagem já levou muitos a sustentar que os casos de corrupção no governo Lula eram conseqüências de uma “inflexão à direita”. Ora, existem pessoas honestas e desonestas em todos os quadrantes ideológicos, embora os governos totalitários, por falta de transparência, de livre imprensa e de controle oposicionista, tendam a ser mais corruptos do que os democráticos.

E os sedizentes entram em campo outra vez, apresentando-se como intransigentes defensores da democracia. Mas se desdobram em manifestações de apreço por qualquer tiranete de esquerda que surja na cena internacional. Lênin, Stalin, Mao, Fidel, Chávez, são alguns mais destacados de uma lista que inclui dezenas de déspotas totalitários, sempre aplaudidos e defendidos. Sabem por quê? Porque, invariavelmente, todos se diziam defensores dos pobres e oprimidos.

E os sedizentes voltam, jogando sobre si, com as próprias palavras, os refletores do amor aos desvalidos. No entanto, as idéias que defendem, em longas, fartas e tristes experiências históricas somente geraram mais miséria e mais opressão. Nunca produziram uma economia que se sustentasse. Por outro lado, boa parte da elite esquerdista que conheço vai muito bem de vida, obrigado. Uns têm apartamento em Paris, outros se instalaram nos altos escalões do poder político ou sindical, e outros, ainda, recebem vultosas pensões do erário como vítimas de afrontas aos seus direitos humanos.

E retornam os sedizentes para reivindicar as primazias do mais elevado humanismo. No entanto, os tiranos que defendem, sempre seguiram as lições de Lênin. Fizeram-no em relação à necessidade do terror: “Em princípio nós nunca renunciaremos ao terror e não podemos renunciar ao terror” – Lênin, Colected Works, IV (e observe o atual apreço da nossa esquerda radical pelos terroristas islâmicos). Fizeram-no para eliminar os adversários, que Lênin, no famoso decreto de 1918, designava como a necessidade de “purgar da terra russa todos os insetos danosos”. Sob tais conselhos, os sedizentes defensores dos direitos humanos arremeteram contra classes sociais inteiras (burgueses, proprietários rurais, ciganos, prostitutas, homossexuais, judeus) e mataram mais de cem milhões de pessoas no século XX. Mas eles continuam se dizendo e outros acreditando.

Percival Puggina

O Prof. Percival Puggina formou-se em arquitetura pela UFRGS em 1968 e atuou durante 17 anos como técnico e coordenador de projetos do grupo Montreal Engenharia e da Internacional de Engenharia AS. Em 1985 começou a se dedicar a atividades políticas. Preocupado com questões doutrinárias, criou e preside, desde 1996, a Fundação Tarso Dutra de Estudos Políticos e Administração Pública, órgão do PP/RS. Faz parte do diretório metropolitano do partido, de cuja executiva é 1º Vice-presidente, e é membro do diretório e da executiva estadual do PP e integra o diretório nacional.

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