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13 Set 2007

A Vale Vale O Que Vale

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Conforme os organizadores, o objetivo da ação é provocar uma reflexão sobre uma das mais aviltantes privatizações já ocorridas no país, caracterizada como um verdadeiro assalto aos cofres públicos, e fortalecer a campanha pela anulação do leilão da Vale”.

O jornaleco da ADUFRJ [Associação dos Do(c)entes da UFRJ] é uma fonte inesgotável de sandices e idéias tortas. Na sua edição de 14/8/2007, ele repete uma vez mais o surrado chavão nacionalista-tupiniquim: O PETRÓLEO É NOSSO. Dito pelo grupelho de “donos” da Petrobras - não necessariamente seus maiores acionistas - esta é uma verdade incontestável e um dos ícones do Estado-empresário brasileiro. Só que, desta vez, o tema apresenta uma ligeira variação: em lugar da Petrobras, está a Vale do Rio Doce. E como esta mesma empresa já foi privatizada - num dos raros laivos de lucidez econômica de um timoneiro desta Nau dos Insensatos - surge a proposta de desprivatizá-la ou reestatizá-la e o slogan passa a ser: A VALE É NOSSA!... e a burrice também!

“Entidades ligadas aos movimentos popular, sindical e estudantil promovem em todo o país, de 1 a 7 de setembro, durante a Semana da Pátria, o plebiscito popular ‘A Vale é nossa’. Conforme os organizadores, o objetivo da ação é provocar uma reflexão sobre uma das mais aviltantes privatizações já ocorridas no país, caracterizada como um verdadeiro assalto aos cofres públicos, e fortalecer a campanha pela anulação do leilão da Vale”.

“Também é propósito do plebiscito reaquecer o debate acerca da política de privatizações dos bens públicos, adotada por sucessivos governos, principalmente a partir de 1990, com a posse de Fernando Collor de Melo”. (Jornal da ADUFRJ,14/8/2007).

Antes de qualquer coisa, não podemos deixar de registrar aqui mais um exemplo de como as pessoas se expressam mal neste país de analfabetos funcionais e semiletrados. Dizendo do modo como disse, o redator da matéria deu a entender que a política de privatizações teve efetivo começo com Collor e ainda está em curso com Lulla. Ora, todo mundo sabe que Lullinha Paz e Amor não privatizou nem privatizaria empresa nenhuma, privatizou sim todo o Estado brasileiro integrando-o ao patrimônio do PT-CUT, o único partido-sindicato do mundo, do único país do mundo que possui uma Justiça do Trabalho. Será que o resto do mundo está errado e o Brasil certo?

Quanto à alegação de que a Vale foi leiloada por um valor aviltante, devemos lembrar que valor é preço, preço é preço de mercado, preço de mercado é quanto os compradores acham-se dispostos a pagar por uma mercadoria num dado momento. Neste sentido, nada mais adequado – tanto de um ponto de vista econômico como de um democrático - do que um leilão, para se alcançar o mais alto valor que o possível comprador apresenta-se pronto para pagar, mediante os livres lanços dirigidos ao leiloeiro.

Apesar do que foi dito, o redator da matéria não dá seu braço a torcer: “Ostentando o título de maior mineradora do mundo, maior exploradora de ouro da América Latina e segunda maior empresa brasileira, a Vale foi ‘vendida’ ao capital privado por míseros R$ 3,3 bilhões. Conforme cálculos de especialistas, 28 vezes menos do que valia”.

Ora bolas, a Vale valia realmente o que valia: o mais alto lanço do leilão em que foi vendida, independentemente da avaliação de quaisquer especialistas nesse particular tipo de mercado. Não é o especialista que faz o preço, mas sim o comprador, e o preço nunca é alcançado pela simples oferta da mercadoria leiloada, mas sim mediante a intensidade da demanda pela mesma.

Fosse privatizada a Embrafilme, verificar-se-ia pouca ou nenhuma vontade dos possíveis compradores de adquirir um elefante branco. Se só tivesse existido no mundo cinema subvencionado pelo Estado-mecenas, não teriam existido Bergman, nem Fellini, nem tampouco Hitchcock. E se eles e outros grandes cineastas puderam criar suas obras de arte, é porque havia lugar tanto para espíritos criativos como para espíritos com disposição de assumir riscos de possíveis fracassos de bilheteria, i.e. autênticos diretores e produtores, respectivamente, não medíocres burocratas estatais, incluindo aí atores, diretores, montadores, iluminadores, continuístas, oportunistas, usw.

Além disso, é um equívoco pensar que, pelo simples fato de uma empresa ser lucrativa, ela não deve ser privatizada. Justamente as empresas lucrativas são as que estão mais aptas para a privatização imediata, não as deficitárias que antes precisam ser saneadas, para que alcancem um razoável preço no mercado. Caso não seja feito o saneamento, a empresa será comprada por um preço muito menor ou mesmo ninguém se interessará em adquiri-la. A privatização de uma empresa deve ser feita sempre que a mesma esteja voltada para uma atividade econômica que não é função própria do Estado. E certamente não é função própria do Estado escavar o solo em busca petróleo, ferro ou ouro, tampouco fazer broa de milho e vender rapadura. Estas são atividades que podem ser muito melhor desempenhadas pela iniciativa privada dentro de um regime de livre competição no mercado em que não há lugar para monopólios públicos nem privados.

A alegação de que há atividades econômicas estratégicas e que, por isto mesmo, devem estar nas mãos do Estado – empresas mineradoras e petrolíferas, por exemplo - é uma vetusta e pífia charumela, soa como um monótono e repetitivo realejo de ceguinho, com ou sem miquinho no ombro. Como disse Margaret Thatcher, numa antiga entrevista para Veja: “Nada mais estratégico do que a comida, mas isto não é razão para o Estado plantar batatas e cenouras”. Já pensou uma Feijãobras, uma Buchadobras?! Se há atividades que o Estado não deve desempenhar – como são os casos da mineração e da exploração de petróleo – outras há que só ele deve – como são os casos da defesa nacional e da segurança pública.

Infelizmente, no Brasil tudo está invertido e pervertido: o Estado atua onde não devia atuar e não atua onde devia. Com isto, tem se mostrado muitíssimo ávido na arrecadação de tributos, mas pouquíssimo competente na prestação de serviços. Em toda a América Latina, nossos hospitais e escolas públicos só conseguem ser melhores do que os do Haiti. O que não é nenhuma vantagem, diga-se de passagem, a não ser aos olhos vesgos e ideológicos de Lulla e do PT (Perda Total, no jargão das companhias de seguros).

APÊNDICE I : A REESTATIZAÇÃO DA VALE NO 3.O CONGRESSO DO PT

O editorial do Correio Braziliense de 6/9/2007 mostra que o 3.o Congresso do PT apresentou inequívocas propostas de um socialismo totalitário. Só mesmo um completo mentecapto ou um deslavado cínico terá qualquer dúvida a esse respeito. Entre outras pérolas, foi proposta esta: “atacar de frente o oligopólio privado das comunicações”. Basta um indivíduo não padecer de uma completa ignorância do conceito de “oligopólio” ou não sofrer de esquerdopatia aguda, para saber que, no Brasil, simplesmente não há o referido oligopólio privado. O que há é o desejo autoritário do PT de controlar e amordaçar a mídia criando um monopólio estatal das comunicações a exemplo de Hugorila Chávez.

Outra proposta não menos torta, retrógrada e totalitária foi uma moção de apoio ao movimento de reestatização da Vale, que, como já foi assinalado, parece ter partido dos chamados “movimentos sociais”, do PSTU e do PSOL, raios os partam! Neste ponto concordamos inteiramente com o referido editorial, que se pronunciou nos seguintes termos:
“O delírio de apoiar a volta atrás na privatização da Vale constitui crime de lesa-pátria. Os postulantes à compra da empresa se habilitaram em licitação pública com total liberdade de oferta. Ganhou quem deu o melhor preço. Nas mãos da iniciativa privada, a Vale se tornou player global e paga muito mais impostos que à época que pertencia ao Estado. A simples cogitação do assunto pela legenda do governo gera insegurança para a livre iniciativa. Rasgar contratos afugenta o capital. O país, que precisa desesperadamente de parceria para melhorar e ampliar a infra-estrutura, pagará o preço.” (Correio Braziliense, 6/9/2007). E garanto que ele é tão ou mais alto do que o que já pagamos pelo calote da dívida externa dado por Sir Ney, o insensato, agora muito cogitado pra presidir o Senado...

Êta paízeco de apedeutas e retrógrados! Creança, jamais verás um país como este!

APÊNDICE II : A RELIGIÃO MAIS CULTUADA NO BRASIL

Sabe o leitor qual religião tem o maior número de adeptos no Brasil? O candomblé? Não, meu rei. O xintoísmo? Isto aqui não é Japão. O budismo? Negativo e inoperante. O islamismo? Disto fomos poupados! O catolicismo? Até podia ser, mas efetivamente não é. O leitor quer mesmo saber qual é a religião? Di-la-ei, pois. O hegelianismo de direita e o de esquerda, perdão: o estatismo a la Mussolini e o estatismo a la Stalin. De 1964 a 1985, ambas as facções estiveram em feroz combate. Se de um lado estava general Ernesto Geisel – criador de mais de 150 companhias estatais! - de outro estava o sub-comandante Daniel e a malta que hoje detém “u Puder”.

O leitor poderá contestar: “Mas o general Geisel era conhecido anticomunista e o sub-comandante Daniel - com outra cara e com nome de guerra de Zé Dirceu - um dos agentes do coma andante Fidel Castro!”. E eu direi: “Certo como um menos um é zero! Apesar de ambos se situarem em posições políticas diametralmente opostas, como os extremos se tocam, tinham um importante ponto em comum no que diz respeito à economia ambos eram a favor de uma economia centralizada e dirigida, e por isto mesmo ambos idolatravam o Estado com a mesma intensidade que os fascistas e os comunistas.

Quem conhece a mentalidade brasileira, sabe muito bem que 99,9% dos estudantes, professores, intelectuais, jornalistas, juízes do trabalho, artistas, animadores culturais, palestrantes motivacionais, funcionários públicos civis e militares, padres, pastores, pais-de-santos, und so weiter, são todos estatólatras convictos que prestam culto ao Deus-Estado e detestam a iniciativa privada como o Drácula detesta a água benta. Mas o motivo pelo qual seguem essa religião moderna é motivo para outro artigo...

O jornaleco da ADUFRJ [Associação dos Do(c)entes da UFRJ] é uma fonte inesgotável de sandices e idéias tortas. Na sua edição de 14/8/2007, ele repete uma vez mais o surrado chavão nacionalista-tupiniquim: O PETRÓLEO É NOSSO. Dito pelo grupelho de “donos” da Petrobras - não necessariamente seus maiores acionistas - esta é uma verdade incontestável e um dos ícones do Estado-empresário brasileiro. Só que, desta vez, o tema apresenta uma ligeira variação: em lugar da Petrobras, está a Vale do Rio Doce. E como esta mesma empresa já foi privatizada - num dos raros laivos de lucidez econômica de um timoneiro desta Nau dos Insensatos - surge a proposta de desprivatizá-la ou reestatizá-la e o slogan passa a ser: A VALE É NOSSA!... e a burrice também!

“Entidades ligadas aos movimentos popular, sindical e estudantil promovem em todo o país, de 1 a 7 de setembro, durante a Semana da Pátria, o plebiscito popular ‘A Vale é nossa’. Conforme os organizadores, o objetivo da ação é provocar uma reflexão sobre uma das mais aviltantes privatizações já ocorridas no país, caracterizada como um verdadeiro assalto aos cofres públicos, e fortalecer a campanha pela anulação do leilão da Vale”.

“Também é propósito do plebiscito reaquecer o debate acerca da política de privatizações dos bens públicos, adotada por sucessivos governos, principalmente a partir de 1990, com a posse de Fernando Collor de Melo”. (Jornal da ADUFRJ,14/8/2007).

Antes de qualquer coisa, não podemos deixar de registrar aqui mais um exemplo de como as pessoas se expressam mal neste país de analfabetos funcionais e semiletrados. Dizendo do modo como disse, o redator da matéria deu a entender que a política de privatizações teve efetivo começo com Collor e ainda está em curso com Lulla. Ora, todo mundo sabe que Lullinha Paz e Amor não privatizou nem privatizaria empresa nenhuma, privatizou sim todo o Estado brasileiro integrando-o ao patrimônio do PT-CUT, o único partido-sindicato do mundo, do único país do mundo que possui uma Justiça do Trabalho. Será que o resto do mundo está errado e o Brasil certo?

Quanto à alegação de que a Vale foi leiloada por um valor aviltante, devemos lembrar que valor é preço, preço é preço de mercado, preço de mercado é quanto os compradores acham-se dispostos a pagar por uma mercadoria num dado momento. Neste sentido, nada mais adequado – tanto de um ponto de vista econômico como de um democrático - do que um leilão, para se alcançar o mais alto valor que o possível comprador apresenta-se pronto para pagar, mediante os livres lanços dirigidos ao leiloeiro.

Apesar do que foi dito, o redator da matéria não dá seu braço a torcer: “Ostentando o título de maior mineradora do mundo, maior exploradora de ouro da América Latina e segunda maior empresa brasileira, a Vale foi ‘vendida’ ao capital privado por míseros R$ 3,3 bilhões. Conforme cálculos de especialistas, 28 vezes menos do que valia”.

Ora bolas, a Vale valia realmente o que valia: o mais alto lanço do leilão em que foi vendida, independentemente da avaliação de quaisquer especialistas nesse particular tipo de mercado. Não é o especialista que faz o preço, mas sim o comprador, e o preço nunca é alcançado pela simples oferta da mercadoria leiloada, mas sim mediante a intensidade da demanda pela mesma.

Fosse privatizada a Embrafilme, verificar-se-ia pouca ou nenhuma vontade dos possíveis compradores de adquirir um elefante branco. Se só tivesse existido no mundo cinema subvencionado pelo Estado-mecenas, não teriam existido Bergman, nem Fellini, nem tampouco Hitchcock. E se eles e outros grandes cineastas puderam criar suas obras de arte, é porque havia lugar tanto para espíritos criativos como para espíritos com disposição de assumir riscos de possíveis fracassos de bilheteria, i.e. autênticos diretores e produtores, respectivamente, não medíocres burocratas estatais, incluindo aí atores, diretores, montadores, iluminadores, continuístas, oportunistas, usw.

Além disso, é um equívoco pensar que, pelo simples fato de uma empresa ser lucrativa, ela não deve ser privatizada. Justamente as empresas lucrativas são as que estão mais aptas para a privatização imediata, não as deficitárias que antes precisam ser saneadas, para que alcancem um razoável preço no mercado. Caso não seja feito o saneamento, a empresa será comprada por um preço muito menor ou mesmo ninguém se interessará em adquiri-la. A privatização de uma empresa deve ser feita sempre que a mesma esteja voltada para uma atividade econômica que não é função própria do Estado. E certamente não é função própria do Estado escavar o solo em busca petróleo, ferro ou ouro, tampouco fazer broa de milho e vender rapadura. Estas são atividades que podem ser muito melhor desempenhadas pela iniciativa privada dentro de um regime de livre competição no mercado em que não há lugar para monopólios públicos nem privados.

A alegação de que há atividades econômicas estratégicas e que, por isto mesmo, devem estar nas mãos do Estado – empresas mineradoras e petrolíferas, por exemplo - é uma vetusta e pífia charumela, soa como um monótono e repetitivo realejo de ceguinho, com ou sem miquinho no ombro. Como disse Margaret Thatcher, numa antiga entrevista para Veja: “Nada mais estratégico do que a comida, mas isto não é razão para o Estado plantar batatas e cenouras”. Já pensou uma Feijãobras, uma Buchadobras?! Se há atividades que o Estado não deve desempenhar – como são os casos da mineração e da exploração de petróleo – outras há que só ele deve – como são os casos da defesa nacional e da segurança pública.

Infelizmente, no Brasil tudo está invertido e pervertido: o Estado atua onde não devia atuar e não atua onde devia. Com isto, tem se mostrado muitíssimo ávido na arrecadação de tributos, mas pouquíssimo competente na prestação de serviços. Em toda a América Latina, nossos hospitais e escolas públicos só conseguem ser melhores do que os do Haiti. O que não é nenhuma vantagem, diga-se de passagem, a não ser aos olhos vesgos e ideológicos de Lulla e do PT (Perda Total, no jargão das companhias de seguros).

APÊNDICE I : A REESTATIZAÇÃO DA VALE NO 3.O CONGRESSO DO PT

O editorial do Correio Braziliense de 6/9/2007 mostra que o 3.o Congresso do PT apresentou inequívocas propostas de um socialismo totalitário. Só mesmo um completo mentecapto ou um deslavado cínico terá qualquer dúvida a esse respeito. Entre outras pérolas, foi proposta esta: “atacar de frente o oligopólio privado das comunicações”. Basta um indivíduo não padecer de uma completa ignorância do conceito de “oligopólio” ou não sofrer de esquerdopatia aguda, para saber que, no Brasil, simplesmente não há o referido oligopólio privado. O que há é o desejo autoritário do PT de controlar e amordaçar a mídia criando um monopólio estatal das comunicações a exemplo de Hugorila Chávez.

Outra proposta não menos torta, retrógrada e totalitária foi uma moção de apoio ao movimento de reestatização da Vale, que, como já foi assinalado, parece ter partido dos chamados “movimentos sociais”, do PSTU e do PSOL, raios os partam! Neste ponto concordamos inteiramente com o referido editorial, que se pronunciou nos seguintes termos:
“O delírio de apoiar a volta atrás na privatização da Vale constitui crime de lesa-pátria. Os postulantes à compra da empresa se habilitaram em licitação pública com total liberdade de oferta. Ganhou quem deu o melhor preço. Nas mãos da iniciativa privada, a Vale se tornou player global e paga muito mais impostos que à época que pertencia ao Estado. A simples cogitação do assunto pela legenda do governo gera insegurança para a livre iniciativa. Rasgar contratos afugenta o capital. O país, que precisa desesperadamente de parceria para melhorar e ampliar a infra-estrutura, pagará o preço.” (Correio Braziliense, 6/9/2007). E garanto que ele é tão ou mais alto do que o que já pagamos pelo calote da dívida externa dado por Sir Ney, o insensato, agora muito cogitado pra presidir o Senado...

Êta paízeco de apedeutas e retrógrados! Creança, jamais verás um país como este!

APÊNDICE II : A RELIGIÃO MAIS CULTUADA NO BRASIL

Sabe o leitor qual religião tem o maior número de adeptos no Brasil? O candomblé? Não, meu rei. O xintoísmo? Isto aqui não é Japão. O budismo? Negativo e inoperante. O islamismo? Disto fomos poupados! O catolicismo? Até podia ser, mas efetivamente não é. O leitor quer mesmo saber qual é a religião? Di-la-ei, pois. O hegelianismo de direita e o de esquerda, perdão: o estatismo a la Mussolini e o estatismo a la Stalin. De 1964 a 1985, ambas as facções estiveram em feroz combate. Se de um lado estava general Ernesto Geisel – criador de mais de 150 companhias estatais! - de outro estava o sub-comandante Daniel e a malta que hoje detém “u Puder”.

O leitor poderá contestar: “Mas o general Geisel era conhecido anticomunista e o sub-comandante Daniel - com outra cara e com nome de guerra de Zé Dirceu - um dos agentes do coma andante Fidel Castro!”. E eu direi: “Certo como um menos um é zero! Apesar de ambos se situarem em posições políticas diametralmente opostas, como os extremos se tocam, tinham um importante ponto em comum no que diz respeito à economia ambos eram a favor de uma economia centralizada e dirigida, e por isto mesmo ambos idolatravam o Estado com a mesma intensidade que os fascistas e os comunistas.

Quem conhece a mentalidade brasileira, sabe muito bem que 99,9% dos estudantes, professores, intelectuais, jornalistas, juízes do trabalho, artistas, animadores culturais, palestrantes motivacionais, funcionários públicos civis e militares, padres, pastores, pais-de-santos, und so weiter, são todos estatólatras convictos que prestam culto ao Deus-Estado e detestam a iniciativa privada como o Drácula detesta a água benta. Mas o motivo pelo qual seguem essa religião moderna é motivo para outro artigo...

Mario Guerreiro

Mario Antonio de Lacerda Guerreiro nasceu no Rio de Janeiro em 1944. Doutorou-se em Filosofia pela UFRJ em 1983. É Professor Adjunto IV do Depto. de Filosofia da UFRJ. Ex-Pesquisador do CNPq. Ex-Membro do ILTC [Instituto de Lógica, Filosofia e Teoria da Ciência], da SBEC [Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos].Membro Fundador da Sociedade Brasileira de Análise Filosófica. Membro Fundador da Sociedade de Economia Personalista. Membro do Instituto Liberal do Rio de Janeiro e da Sociedade de Estudos Filosóficos e Interdisciplinares da Universidade. Autor de Problemas de Filosofia da Linguagem (EDUFF, Niterói, 1985); O Dizível e O Indizível (Papirus, Campinas, 1989); Ética Mínima Para Homens Práticos (Instituto Liberal, Rio de Janeiro, 1995). O Problema da Ficção na Filosofia Analítica (Editora UEL, Londrina, 1999). Ceticismo ou Senso Comum? (EDIPUCRS, Porto Alegre, 1999). Deus Existe? Uma Investigação Filosófica. (Editora UEL, Londrina, 2000). Liberdade ou Igualdade (Porto Alegre, EDIOUCRS, 2002).

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