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04 Jul 2004

Os herdeiros de Goebbels

Escrito por 

Anselmo Heidrich demonstra que em matéria de calúnia, difamação e relativismo moral, Michael Moore e o crítico de cinema Rubens Ewald Filho nada ficam a dever ao ministro da propaganda nazista, Dr. Joseph Goebbels.

Que está na moda criticar George Walker Bush, todos nós sabemos. Ou, pelo menos, quase todos... Mas, a crítica que surge na mídia de supostos “especialistas em relações internacionais”, “especialistas em Islã” etc. vai, aos poucos, se popularizando e todos aqueles que se julgam, de alguma forma, “intelectuais” ou que trabalham com atividade que pretende ser assim rotulada, vão opinando aqui e ali, dando sua contribuição a esta cacofonia insana de afirmações sem referência na realidade ou em qualquer outro tipo de informação verificável.<br />
<a name="a1"></a>Entre as muitas críticas que se podem encontrar, o que torna praticamente inviável um apanhado geral, está a do “mundo artístico” e aqueles que vivem deste como parasitas do mundo das picuinhas. Para citar um conhecido dos cinéfilos, Rubens Ewald Filho que andou disparando impropérios com pretensão à análise fria e bem pensada. A título de crítica cinematográfica do “documentira” de Michael Moore, o crítico ataca o empenho para a reconstrução do Iraque em novas bases institucionais. Imagine o esforço do pós-guerra: constituir uma Democracia em um país com uma segmentação étnica das mais peculiares, grupos políticos ligados aos conservadores islâmicos jordanianos e sírios no “triângulo sunita”, outros movimentos políticos separatistas apoiados pelo regime dos ayatolás iranianos, bem ao seu lado, em uma das maiores economias exportadoras de petróleo do mundo. Isto sem falar na infra-estrutura que foi abalada pelas décadas de ditadura baath de Saddam Hussein<a href="#1">[1]</a>. Inocular o conceito e o modus operandi democrático naquelas plagas não é brinquedo não. Após tamanhas dificuldades encontradas é de se esperar que críticos de ocasião, entusiasmados com as notícias negativas (redundância?) que nossa “imparcial mídia” filtra, venham destilar suas “análises bem contemporizadas”. Que qualquer crítico cretino que não tenha substrato intelectual algum dê sua pitadinha ao posar de “especialista em geopolítica”, sendo um sociólogo que leu dois ou três livros sobre o assunto, notadamente de literatura socialista reciclada como Noam Chomsky, Eric Hobsbawm ou Eduardo Galeano, já é de se esperar. Mas, um crítico de cinema habituado a detalhes das silhuetas dos atores, bem como fofoquinhas do mainstream da crítica cinematográfica venha dar uma de intelectual engajado e que busca, em vão, ostentar ares de intelectualidade, é enojante.<br />
<a name="a2" id="a2"></a>Em sua crítica <em><a href="/http://www1.uol.com.br/diversao/cannes2004/2004/05/17/ult2293u41.shl" target="_blank">"Farenheit 9/11" é eficiente arma de propaganda anti-Bush </a></em>, Ewald Filho faz uma apologia a Michael Moore, o produtor de “documentários” dizendo que <em>Tiros em Columbine </em> é uma crítica à indústria armamentista americana. Mas será que é só isto, ou é uma crítica pessoal à Bush? Ou também é contra a 2a emenda da Constituição Americana<a href="#2">[2]</a> e, por extensão, à própria cultura americana em si? A crítica de Ewald Filho é tão confusa e sem norte quanto à própria cinematografia de Moore: não sabe para onde aponta. Mais parece uma metralhadora giratória inconseqüente. “Metralhadora giratória” pode ser uma expressão que causa apreço entre os críticos fáceis do “sistema”, na mesma medida que não propõe nada, absolutamente nada para a construção ou substituição do modelo antigo por outro realmente eficaz. Este é o caso do discurso socialista de adolescentes, ou seja, coisa de moleque.<br />
Que saudades de excelentes filmes contestatórios, mas ao mesmo tempo, profundamente reflexivos como <em><a href="/http://www.google.com.br/search?q=cache:70KH4vu2bDMJ:www.filmsite.org/deli.html+Deliverance:+dueling+banjos+de+John+Boorman&hl=pt-BR" target="_blank">Deliverance: dueling banjos de John Boorman </a></em> de 1972. Uma verdadeira obra prima que, num só filme, discute Justiça, o direito à defesa pessoal, o choque cultural do homem urbano vs. o “matuto caipira”, o confronto do indivíduo com as forças do indomável e da natureza etc. Nesta época, o pai de Bush sequer era presidente e os EE.UU. ainda veriam um Ronald Reagan mudar a política externa do país e levar a U.R.S.S. a um estrangulamento econômico com o acirramento da competição armamentista. Antes do revival conservador dos EE.UU., as precondições culturais já se gestavam. Mas, o que chegou disto aqui no Brasil e na América Latina, em geral? Nada.<br />

E agora que o bom senso imperou entre os executivos da Disney que se recusaram a distribuir a porcaria de Moore, há quem acuse a empresa de não querer comprar briga com Bush. Ora! Hoje em dia a coisa mais facilmente ditada pela moda é comprar briga com Bush! Leia-se, acusa-lo sem provas. Goebbels, o ministro da propaganda nazista deixou seu legado entre os admiradores de toda crítica leviana, cínica e orientada segundo propósitos escusos por socialistas terceiro-mundistas amparados pela admiração de milhões de inocentes úteis ou idiotas úteis, como queiram.<br />
<a name="a3" id="a3"></a>É hilário ver um crítico de cinema como Rubens Ewald Filho em uma inócua contribuição para a cultura mundial dizer que Bush pai e filho cometeram erros. Os do pai, a que ele deve estar se referindo, foram o de ter defendido o Kuwait, um estado livre e soberano que queria exportar petróleo a um baixo custo e divergia abertamente do Iraque de Saddam Hussein nas reuniões da Opep. Mesmo que eu não concorde com o argumento de que a preocupação primordial da política externa americana fosse a de obter petróleo a um baixo custo, partamos desta... Qual o erro aí, se tal posição ancorava-se num acordo feito entre estados livres e soberanos que não aceitavam a interferência e imposição de um terceiro? Os críticos terceiro-mundistas, na verdade ressentidos com a hegemonia cultural americana naquilo que julgam sua seara, a produção cinematográfica, não vêem é que se trata do livre-arbítrio sustentando o livre-comércio entre nações independentes e não, uma ação colonialista. Uma “ação colonialista interna” é o que se vê no Brasil, com o BNDES subsidiando filmecos esquerdistas a um custo de mais de US$ 1 bilhão por ano...<a href="#3">[3]</a> <br />
A posição iraquiana querendo impor pela força armamentista que o Kuwait se submetesse aos ditames de Saddam seria um modelo a ser seguido também no campo cinematográfico? Um exemplo é o que ocorre com a posição dessas “análises dos críticos” quanto à admiração aos terroristas como Ernesto Che Guevara na película de Walter Salles. Isto é “obra”, o cinema norte-americano e hollywoodiano, por sua vez, é “comercial”. A propósito, quanto milhões de dólares, Michael Moore já embolsou? O cineasta idiota <em><a href="/http://www.foxnews.com/story/0,2933,48562,00.html" target="_blank">ora diz não ser rico, ora diz ser rico </a></em>, mas o fato é que <em><a href="/http://www.mooreexposed.com/" target="_blank">seu apartamento em Manhattan vale US$ 1 milhão </a></em>. Ah! As jóias do capitalismo...<br />
<a name="a4" id="a4"></a>Nessa esteira subintelectual é que Rubens Ewalds Filhos ganham seu dinheirinho, com uma atividade deplorável de disseminar a desinformação e falta de conhecimento. Se for lícito dizer que os EE.UU. erraram em apoiar o Iraque outrora, contra os fanáticos ayatolás iranianos<a href="#4">[4]</a>, o mesmo é válido em medida muito maior contra o próprio Brasil, grande exportador de armas ao Iraque, bem como diversas outras nações que o fizeram em volume maior<a href="#5">[5]</a>. <br />
Após a contenção do Irã e sua Revolução Islâmica dentro de seus limites territoriais, o que se passou é que Saddam traiu seus aliados, inclusive países do Golfo Pérsico numa política expansionista e não de mera contensão de inimigos hostis. Após a invasão do Kuwait em 1990, o que os EE.UU., R.U. e França fizeram? Empurraram as tropas iraquianas para dentro de seu território. Não ouso fazer críticas levianas de quem não conhece a logística das operações, mas se me é permitido indagar, eu perguntaria por que Bush pai não foi até Bagdá? Talvez pelo custo do empreendimento, postergável à época, mas não mais hoje em dia, talvez pela necessidade conjuntural de obter apoio internacional para a operação. Há vários fatores possíveis e eles, por si só, dão ensejo a críticas. Porém, críticas responsáveis e sérias, não estultices de um Moore ou uma sombra pálida e insípida para a Humanidade que é Ewald Filho.<br />
Eu poderia perguntar se é desagradável lembrar a Primeira Guerra do Golfo ao crítico de cinema, mas acho que não é producente, uma vez que o mesmo deve ignorar por completo os reveses da política externa. Rubens Ewald Filho não passa de um ignorante tentando discutir algo muito além de seu conhecimento, limitado pelas fofocas do cotidiano de notáveis. Para gente assim, detalhes sobre os vestidos das atrizes na noite do Oscar não passam desapercebidos, mas quanto às necessidades do que pretende julgar e são objetos de filmecos, isto não importa... Importa é o luxo ostensivo do glamour em noite de gala. Algo tão significativo quanto o caráter de quem discute o que ignora e despreza.<br />
No seu congênito puxa-saquismo de tudo que é antiamericano, já que “cinema de arte” é europeu – e se for uma modorrenta produção franco-iraniana, melhor... -, Ewald Filho acha que nos EE.UU. há um cerceamento à Liberdade de Expressão ao dizer que Moore se precaveu de ser acusado de traição ao seu país. O que ele acha que é aquele país, uma “república das bananas” governado por tiranetes de 2a categoria? Ou um estado culturalmente isolacionista que pretende caçar vistos de jornalistas que criticam sátrapas em seus prazeres etílicos? Naquele país não se brinca com os direitos individuais e civis, nem se tolhe a liberdade de imprensa. Tanto que lá também há lugar para sicofantas que ganham para destilar filetes de ignorância na tela do computador chamando a isto de “crítica cinematográfica”. Tem mercado, tem espaço e, mesmo sem mercado, tem Direito.<br />
Não se contendo em sua “paranóia politicamente correta”, Ewald Filho bem ao estilo dos periódicos sensacionalistas a que deveria ter sido sempre limitado pela qualidade de seus argumentos, fala de “ligações perigosas” entre os EE.UU. e a Arábia Saudita, fazendo disto uma extensão de acordos entre a família de Bush e Laden. Se há alguma, esta se deu por vias indiretas, uma vez que os EE.UU. são os maiores importadores de petróleo do mundo e a Arábia Saudita, o maior exportador. Nada mais natural, portanto que haja ligações comerciais entre governos e famílias que detenham empresas importantes. Como a família bin Laden era uma das maiores construtoras do país da Arábia Saudita, nada mais natural também, que prestasse serviços diretos ou indiretos aos EE.UU. no próprio território árabe. Esta crítica de Moore, apoiada por Ewald, é no mínimo paranóica e infame, como deve ser o próprio caráter de seus manifestantes. E, por falar em paranóia, se tudo faz parte de uma grande conspiração mundial, por que não se pode dizer o mesmo do filme de Moore? Seguindo a linha de “raciocínio” de Ewald Filho, este documentário poderia servir para dispersar a atenção do espectador ao passar uma idéia de que há crítica interna nos EE.UU. Talvez, nesta linha de “raciocínio”, Moore seja empregado de Bush, agente da CIA, sei lá, qualquer coisa caberia na “ostra” que críticos de cinema como Ewald Filho ostentam em cima de seus pescoços.<br />
Este sórdido argumento tenta propositadamente confundir o leitor quando coloca numa vala comum o terrorista Osama bin Laden e sua família, como que por consangüinidade houvesse uma convergência de idéias e ações. Nada mais mentiroso ou sintomático de um argumento racista ordinário: “árabe, logo terrorista”. Seria esta a premissa de Ewald Filho? <br />
Embora haja, evidentemente, familiares de Osama que o apóiam, uma família é constituída de pessoas que pensam diferente. Carmen bin Laden, uma das cunhadas do terrorista, que o diga. Osama nunca lhe dirigiu a palavra, tamanha era sua prepotência para com as mulheres. No livro <em><a href="/http://www.telegraph.co.uk/news/main.jhtml?xml=/news/2003/11/09/wbin09.xml&sSheet=/portal/2003/11/09/ixportal.html" target="_blank">In the Opaque Kingdom </a></em> publicado na Inglaterra, a cunhada que está se divorciando, fala que para Osama, as mulheres não passam de “bichinhos de estimação”. Carmem que nasceu em Genebra na Suíça conheceu Yeslam, um meio-irmão do líder da al Qaeda, e os dois foram estudar na Carolina do Sul. Mas o fato de só terem filhas decepcionou o marido, o que abalou o casamento (!). A vida na Arábia Saudita a impedia de sequer atravessar a rua ou andar pelo jardim sem seu véu. Os únicos assuntos entre as mulheres resumiam-se aos parentes e o Corão. Ela conta que apesar de todos bin Ladens serem muçulmanos wahabitas (da seita que prega o retorno a tradições antigas), a devoção fanática de Osama intimidava outros membros da própria família. Ela ainda diz que após os atentados de 11 de setembro, Osama continuou popular entre muitos sauditas.<br />
A ignorância de Ewald Filho sobre essas particularidades do cotidiano é que o faz pensar que contratos com a família Laden significam “ligações suspeitas”. Ao passo que Yeslam condenou publicamente seu meio-irmão Osama, Ewald Filho deve achar que não passa de dissimulação. Uma vez que a família bin Laden é dividida no seu apreço a um dos filhos, é de se perguntar com qual segmento, Bush teria “ligações suspeitas”, o pró ou anti-Osama? Perguntinha que Ewald não faz, nem faria se aventasse sua possibilidade. <br />
Não se bastando com seu ridículo discurso que já deixou a crítica cinematográfica a léguas, Ewald atira pra todo lado com sua insanidade. Bush imporia medo, pois fradou as eleições. Dito isto apesar de ser de conhecimento público que houve recontagem dos votos até que a situação ficasse clara e de consenso público.<br />
Esta acusação ignóbil deriva de um total desconhecimento do sistema eleitoral americano e dos princípios que nortearam a fundação daquele país. Para os colonos e seus porta-vozes, o governo era um “mal necessário” e a autonomia dos estados deveria ser preservada. Daí, a necessidade de equivalência entre os votos dos eleitores de diferentes estados. Observe a arguta análise de Márcio Coimbra:<br />
“Na eleição americana, cada estado da federação tem uma eleição independente para Presidente, entretanto, o candidato é escolhido dentre uma mesma lista em todo país. Logo, se um dos candidatos obtém a maioria dos votos de um determinado estado, ele poderá indicar todos os delegados que participarão do Colégio Eleitoral por este ente federado. Cada um dos 50 estados pode indicar um número diferente de delegados. <em>Este mecanismo foi desenhado com vistas a preservar algum poder para os estados menores, o que ocorre com sucesso. </em> Pode-se tomar como exemplo o pequeno estado de New Hampshire, tem que direito a indicar 4 delegados, o mesmo número de um estado com dimensões territoriais consideravelmente maiores, o de Nevada. De certo modo consegue-se um equilíbrio do peso de cada estado relativamente ao número de eleitores. A soma do número de delegados dos 50 estados é 538. Logo, para ser eleito, o candidato necessita obter no mínimo 270 votos. Em 15 estados existe a obrigação de os delegados votarem no candidato vencedor, nos outros 35, não há esta obrigação, entretanto, em geral, ninguém espera a infidelidade destes.<br />
<a name="a6" id="a6"></a>“Ao contrário do que é dito, a eleição americana não mostrou uma fissura na sociedade. Esta eleição é a marca do equilíbrio entre as duas principais correntes, a republicana e democrata. A legitimidade do pleito deve ser respeitada e a vitória do eleito, nos moldes previstos pela Constituição, não pode ser contesta, sob risco de se colocar em crise a estrutura institucional do país. Logo, é muito difícil que o vencedor não goze de plena legitimidade, pois isto faz parte da tradição democrática americana, como salientam os Senadores democratas Torricelli (Nova Jersey) J.Breaux (Lousianna). As disputas acirradas deste pleito e o comparecimento muito maior do que o esperado às urnas, prova que nenhum sistema é perfeito, mas mostra-se o mais adequado a um país com o sistema federativo americano, uma democracia plena de mais de 200 anos”<a href="#6">[6]</a> (itálicos meus).<br />
É claro que a “argumentação cinematográfica” não poderia deixar de levar em conta que Bush quer o petróleo para si. Mesmo que conste na constituição iraquiana que ele pertence ao país, Ewald deve ter ouvido de um espírito que não é assim. <br />
O que resta a uma mente doentia para mentir, caluniar, difamar? Como se não bastasse a montanha de impropérios travestidos de argumentos, o crítico de cinema sugere uma relação homossexual entre Bush e Blair:<br />
“Segundo Moore, o filme quase não trata de Tony Blair, porque ele é inglês, portanto problema dos ingleses. Mas Moore diz que não entende como Blair, um homem inteligente, forma essa dupla tão estranha com Bush (e faz piada com a declaração de Bush de que os dois usavam a mesma pasta de dente). Algo muito suspeito...”
  <br />
  Digam-me: vocês já viram o crítico na tv, não? Tirem suas próprias conclusões... <br />
  Para Ewald quem não concorda com a paranóia de Moore ou acha o gordo desonesto é por que tem medo de Bush, daí Mel Gibson não ter escapado de seu ressentimento. O ator recusou-se a distribuir o panfletário documentário. Para Ewald Filho só há dois lados da história e o correto é anti-Bush. <br />
  A “crítica cinematográfica” não poderia terminar sem uma ode aos gauleses. Num apoio a posição francesa contra a intervenção no Iraque, Ewald cita Moore sobre os franceses que “(...) como os velhos amigos que apoiaram a independência americana e por isso devíamos ter sido mais gratos, especialmente porque estavam certos”. Sim, caro Moore, sim, a França sempre esteve certa, não? Até mesmo quando apoiou os nazistas com o governo de Vichy?<br />
  Ninguém imaginou que a “gloriosa França” que resistiu ao exército imperial alemão bravamente durante a Primeira Guerra Mundial, fosse capitular tão rapidamente a ponto de colaborar com os nazistas na Segunda Guerra Mundial. Seria este o exemplo francês que Moore gostaria de dar aos americanos? A capitulação? <br />

Sinceramente, já vi melhores matinés. Já, critica de cinema assim, joga seus “profissionais” numa vala comum do mau-caratismo.

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<a name="1" id="1"></a>[1] Conferir <em><a href="/http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=2100" target="_blank">Pequenas Mentiras e Pseudo-Intelectuais. </a> <a href="#a1">voltar</a><br />
  </em><a name="2" id="2"></a>[2] <em><a href="/http://www.google.com.br/search?q=cache:0epTSLBqOIgJ:myspace.eng.br/div/constUsa.asp+Constitui%C3%A7%C3%A3o+Americana&hl=pt-BR" target="_blank">“Sendo necessária à segurança de um Estado livre a existência de uma milícia bem organizada, o direito do povo de possuir e usar armas não poderá ser impedido.” </a>  <a href="#a2">voltar</a><br />
  </em><a name="3" id="3"></a>[3] Cf. <a href="/http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=2077" target="_blank">“Cinema da Retomada” </a> de Ipojuca Pontes. <em><a href="#a3">voltar</a></em><br />
  <a name="4" id="4"></a>[4] Pouca gente sabe ou leva em consideração que os EE.UU. agiram contra o Irã, inicialmente, por este ter bloqueado o Estreito de Ormuz. Passagem esta que permite a ligação do Golfo Pérsico, onde se encontra cerca de 1/3 do petróleo mundial, ao mar aberto. Detalhe: o Irã fez isto na vã tentativa de forçar os outros produtores do Golfo a não vender mais o óleo ao Ocidente. A ação americana não foi contra o território iraniano (o que seria também justificável nestas condições), mas <em>especificamente desbloqueando o estreito, ou seja, desativando as minas submarinas. </em>Se alguém ainda acha que os EE.UU. agiram sem legitimidade, neste caso, não poderia reclamar do preço do barril manter-se em US$ 70,00 em 1979 e daí para cima. E também não poderia reclamar de nenhum país mais poderoso militarmente, como era o Irã em relação aos demais na região, impor suas decisões aos demais. E, digo mais, deveria deixar a hipocrisia de lado e andar de bicicleta, pois o petróleo garantido ao mundo e o livre-comércio que o sustenta só foram possíveis graças à ação americana. Bem, tenho que admitir que seria divertido, ver o “flácido e lipidinoso” Moore e o “delicado” Ewald Filho se dirigindo aos seus ofícios pedalando... <em><a href="#a4">voltar</a></em><br />
  <a name="5" id="5"></a>[5] <a href="/http://projects.sipri.se/armstrade/Trnd_Ind_IRQ_Imps_73-02.pdf" target="_blank">Arms transfers to Iraq, 1973-2002   </a>; <a href="/http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=170" target="_blank">A  falácia do momento </a>; <a href="/http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=1371" target="_blank">"Recado Oculto: de quem?" </a> <em><a href="#a4">voltar</a></em><br />
  <a name="6" id="6"></a>[6] <em><a href="/http://www1.jus.com.br/doutrina/texto.asp?id=1537" target="_blank">EUA: eleições e sistema eleitoral. </a> <a href="#a6">voltar</a><br>
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Última modificação em Quarta, 30 Outubro 2013 20:22
Anselmo Heidrich

Professor de Geografia no Ensino Médio e Pré-Vestibular em S. Paulo. Formado pela UFRGS em 1987.

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