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20 Jul 2007

Vaia Pan-Americana

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Muitos ficaram impressionados com a vaia olímpica que o senhor Luiz Inácio Molusco da Silva recebeu na abertura dos jogos Pan-Americanos. Aliás, sete vaias.

Muitos ficaram impressionados com a vaia olímpica que o senhor Luiz Inácio Molusco da Silva recebeu na abertura dos jogos Pan-Americanos. Aliás, sete vaias.

Lula foi vaiado logo em sua majestosa chegada. Em seguida nas três saudações em que teve o seu nome lembrado em português, espanhol e inglês. Mais uma vez quando foi citado pelo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e depois ao ser chamado pelo presidente da Organização Desportiva Pan-Americana. Seis vezes. A sétima ocorreu no ensaio geral. Teríamos uma oitava, mas seus assessores o aconselharam a abrir mão de declarar abertos os jogos.

Mas, para ser sincero, isso não me impressiona muito. Coisas superficiais não costumam chamar a minha atenção. Me diverte, porém não me impressiona. O que me deixa um tanto perplexo são outras coisas que, via de regra, a impressa brasileira não dá muita importância como, por exemplo, os gastos astronômicos para a realização do Pan.

Segundo o jornal britânico The Times, a organização Jogos Pan-Americanos do Rio revelou ao mundo a face torpe de nosso Estado, principalmente a burocracia corrupta e ineficiente.

De acordo com o Jornal Britânico, a grana investida nos jogos teve como o objetivo mostrar ao mundo que o Brasil não tem condições de organizar eventos maiores (Ah! Que dó!), como a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

Ora, o orçamento previsto para o Pan-Americano saiu de controle devido (adivinhem) a má administração dos recursos e da corrupção endêmica, tornando o preço final para o contribuinte (os tongos de plantão) cerca de oito vezes mais caro que as estimativas iniciais.

E qual é a única atitude que a sociedade brasileira é capaz de fazer diante deste desfrute orçamentário? Vaiar o senhor Presidente e aplaudir os atletas. Nada mais, nada menos que isso.

Realmente, como sociedade, somos um grande fiasco Pan-Americano.

Muitos ficaram impressionados com a vaia olímpica que o senhor Luiz Inácio Molusco da Silva recebeu na abertura dos jogos Pan-Americanos. Aliás, sete vaias.

Lula foi vaiado logo em sua majestosa chegada. Em seguida nas três saudações em que teve o seu nome lembrado em português, espanhol e inglês. Mais uma vez quando foi citado pelo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e depois ao ser chamado pelo presidente da Organização Desportiva Pan-Americana. Seis vezes. A sétima ocorreu no ensaio geral. Teríamos uma oitava, mas seus assessores o aconselharam a abrir mão de declarar abertos os jogos.

Mas, para ser sincero, isso não me impressiona muito. Coisas superficiais não costumam chamar a minha atenção. Me diverte, porém não me impressiona. O que me deixa um tanto perplexo são outras coisas que, via de regra, a impressa brasileira não dá muita importância como, por exemplo, os gastos astronômicos para a realização do Pan.

Segundo o jornal britânico The Times, a organização Jogos Pan-Americanos do Rio revelou ao mundo a face torpe de nosso Estado, principalmente a burocracia corrupta e ineficiente.

De acordo com o Jornal Britânico, a grana investida nos jogos teve como o objetivo mostrar ao mundo que o Brasil não tem condições de organizar eventos maiores (Ah! Que dó!), como a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

Ora, o orçamento previsto para o Pan-Americano saiu de controle devido (adivinhem) a má administração dos recursos e da corrupção endêmica, tornando o preço final para o contribuinte (os tongos de plantão) cerca de oito vezes mais caro que as estimativas iniciais.

E qual é a única atitude que a sociedade brasileira é capaz de fazer diante deste desfrute orçamentário? Vaiar o senhor Presidente e aplaudir os atletas. Nada mais, nada menos que isso.

Realmente, como sociedade, somos um grande fiasco Pan-Americano.

Dartagnan Zanela

Professor e ensaísta. Autor dos livros Sofia Perennis, O Ponto Arquimédico, A Boa Luta, In Foro Conscientiae e Nas Mãos de Cronos – ensaios sociológicos.

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