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07 Jun 2007

As Múltiplas Faces do Mal

Escrito por 
Hoje, o totalitarismo vem começando de novo,no campus das universidades, nos Estados Unidos, sob o disfarce politicamente correto.

Em sua obra, O MITO DE SÍSIFO, Albert Camus nos lembra que os grandes sentimentos trazem junto com eles seu universo, esplêndido ou miserável e, via de regra, a vigésima centúria da Era de Nosso Senhor foi fortemente marcada por esse universo, mais miserável que esplêndido, das grandes ideologias, todas nascidas de grandes sentimentos de amor pela humanidade ciosos de ver a mesma em melhores lençóis do os que ela se encontrava.

Mas, o interessante destas ideologias utópicas é que todos os seus devotos mundanos eram sempre movidos por superficiais sentimentos de suposta nobreza que o levavam a desejar transformar o mundo em algo melhor. Porém, estes mesmos indivíduos, eram incapazes de demonstrar nobreza de sentimentos com relação àqueles que lhe eram próximos. Declaravam-se profundos amantes de toda humanidade, mas eram incapazes de amar verdadeiramente qualquer pessoa que estivesse dentro de seu círculo de relações.

E, tal impostura, nós podemos perceber não apenas nos fiéis destas seitas profanas, que são as utopias, como também e fundamentalmente na pessoa de seus fundadores. Tomemos como exemplo a figura do celebrado Jean-Jacques Rousseau, festejado por boa parcela da Academia até os dias hodiernos, como sendo uma grande alma devotada a construção de um mundo melhor.

Ora, então vejamos este simpático cidadão genebrino de perto. Este homem é conhecido no mundo Ocidental todo pelas suas obras, mas aqui, destacarei apenas uma, que é muito citada e pouquíssimo lida (e deveria ser lida, garanto), que é DO EMÍLIO, OU DA EDUCAÇÃO. Uma singela obra divida em cinco volumes onde o autor apresenta o seu modelo de educação. Em suas laudas o referido filósofo apresenta um garotinho idealizado onde procura demonstrar como deveria ser a formação de um indivíduo para que este se torna-se um ser humano melhor, como ele imaginava que deveria ser.

Todavia, se você trabalha com educação e já teve a oportunidade de ler referido livro, percebeu que garotos como Emílio só existem na cabeça de pessoas como Rousseau. E, de mais a mais, o homem que procurava demonstrar nestas laudas uma profunda preocupação pela educação de todas as crianças fora incapaz de aplicar o seu método com seus próprios filhos que, por sua deixa, foram todos abandonados gentil por ele em um orfanato. É esse tipo de gente que deseja educar a humanidade, é esse tipo de pessoa que idealiza utopias para tornar o mundo melhor.

Ainda sobre este senhor, é de grande relevância a leitura da obra OS INTELECTUAIS do historiador inglês Paul Johnson onde o mesmo nos apresenta um ótimo laudo da alma doentia de pensadores festejados como o Jean-Jacques que apresentam idéias tão brilhantes que não são capazes de refletir a sua própria existência.

Obviamente que muitos dos devotos deste santo do pau oco estão a praguejar contra minhas palavras e minhas idéias (ou mesmo contra minha pessoa). Não há problema, visto que, este gesto, apenas reflete o que fora descrito até aqui. E o mais interessante é que estas pessoas que adorariam calar a boca de indivíduos como eu se declaram movidas por profundos ideais democráticos. Ideias estes, muito bem cimentados na concepção viciada de “vontade geral” de Rousseau.

Por isso, mais do que nunca, lembro a todos nestes dias em que jornais, estações de rádio e mesmo canais de televisão são fechados em países que, segundo o Presidente de nossa Nação, tem um “excesso de DEMOCRACIA”, as sábias palavras do historiador Paul Johnson que diz: “Não gosto que venham me dizer como pensar, que palavras e expressões devo ou não usar. Para mim, esta é a origem do totalitarismo. Hoje, o totalitarismo vem começando de novo,no campus das universidades, nos Estados Unidos, sob o disfarce politicamente correto. Temos de lutar – muito ! - contra este fenômeno, antes que o totalitarismo disfarçado de posições politicamente corretas se estabeleça de verdade”.

Quem viver verá e lamentará a sua apatia diante das doentias manifestações cínicas de bom-mocismo.

Em sua obra, O MITO DE SÍSIFO, Albert Camus nos lembra que os grandes sentimentos trazem junto com eles seu universo, esplêndido ou miserável e, via de regra, a vigésima centúria da Era de Nosso Senhor foi fortemente marcada por esse universo, mais miserável que esplêndido, das grandes ideologias, todas nascidas de grandes sentimentos de amor pela humanidade ciosos de ver a mesma em melhores lençóis do os que ela se encontrava.

Mas, o interessante destas ideologias utópicas é que todos os seus devotos mundanos eram sempre movidos por superficiais sentimentos de suposta nobreza que o levavam a desejar transformar o mundo em algo melhor. Porém, estes mesmos indivíduos, eram incapazes de demonstrar nobreza de sentimentos com relação àqueles que lhe eram próximos. Declaravam-se profundos amantes de toda humanidade, mas eram incapazes de amar verdadeiramente qualquer pessoa que estivesse dentro de seu círculo de relações.

E, tal impostura, nós podemos perceber não apenas nos fiéis destas seitas profanas, que são as utopias, como também e fundamentalmente na pessoa de seus fundadores. Tomemos como exemplo a figura do celebrado Jean-Jacques Rousseau, festejado por boa parcela da Academia até os dias hodiernos, como sendo uma grande alma devotada a construção de um mundo melhor.

Ora, então vejamos este simpático cidadão genebrino de perto. Este homem é conhecido no mundo Ocidental todo pelas suas obras, mas aqui, destacarei apenas uma, que é muito citada e pouquíssimo lida (e deveria ser lida, garanto), que é DO EMÍLIO, OU DA EDUCAÇÃO. Uma singela obra divida em cinco volumes onde o autor apresenta o seu modelo de educação. Em suas laudas o referido filósofo apresenta um garotinho idealizado onde procura demonstrar como deveria ser a formação de um indivíduo para que este se torna-se um ser humano melhor, como ele imaginava que deveria ser.

Todavia, se você trabalha com educação e já teve a oportunidade de ler referido livro, percebeu que garotos como Emílio só existem na cabeça de pessoas como Rousseau. E, de mais a mais, o homem que procurava demonstrar nestas laudas uma profunda preocupação pela educação de todas as crianças fora incapaz de aplicar o seu método com seus próprios filhos que, por sua deixa, foram todos abandonados gentil por ele em um orfanato. É esse tipo de gente que deseja educar a humanidade, é esse tipo de pessoa que idealiza utopias para tornar o mundo melhor.

Ainda sobre este senhor, é de grande relevância a leitura da obra OS INTELECTUAIS do historiador inglês Paul Johnson onde o mesmo nos apresenta um ótimo laudo da alma doentia de pensadores festejados como o Jean-Jacques que apresentam idéias tão brilhantes que não são capazes de refletir a sua própria existência.

Obviamente que muitos dos devotos deste santo do pau oco estão a praguejar contra minhas palavras e minhas idéias (ou mesmo contra minha pessoa). Não há problema, visto que, este gesto, apenas reflete o que fora descrito até aqui. E o mais interessante é que estas pessoas que adorariam calar a boca de indivíduos como eu se declaram movidas por profundos ideais democráticos. Ideias estes, muito bem cimentados na concepção viciada de “vontade geral” de Rousseau.

Por isso, mais do que nunca, lembro a todos nestes dias em que jornais, estações de rádio e mesmo canais de televisão são fechados em países que, segundo o Presidente de nossa Nação, tem um “excesso de DEMOCRACIA”, as sábias palavras do historiador Paul Johnson que diz: “Não gosto que venham me dizer como pensar, que palavras e expressões devo ou não usar. Para mim, esta é a origem do totalitarismo. Hoje, o totalitarismo vem começando de novo,no campus das universidades, nos Estados Unidos, sob o disfarce politicamente correto. Temos de lutar – muito ! - contra este fenômeno, antes que o totalitarismo disfarçado de posições politicamente corretas se estabeleça de verdade”.

Quem viver verá e lamentará a sua apatia diante das doentias manifestações cínicas de bom-mocismo.

Dartagnan Zanela

Professor e ensaísta. Autor dos livros Sofia Perennis, O Ponto Arquimédico, A Boa Luta, In Foro Conscientiae e Nas Mãos de Cronos – ensaios sociológicos.

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