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19 Mai 2007

O Papa no Brasil

Escrito por 
É Papa é o portador do verdadeiro conhecimento, a Verdade da Salvação.

O mundo precisa de vidas limpas, de almas claras, de inteligências simples que rejeitem ser consideradas criaturas objeto de prazer”. (Bento XVI, no Brasil)

Tem sido comovedora a passagem do Sumo Pontífice Bento XVI pelo Brasil. Sua presença diáfana praticamente monopolizou a atenção da mídia e das gentes. Mesmo aqueles meios de comunicação mais marcadamente comprometidos com o anti-cristianismo e o anti-clericalismo, a exemplo da Rede Globo e da Folha de São Paulo, não tiveram escolha que não dar destaque ao que deveria ser destacado. Sinto que frutos profundamente enraizados estão sendo deixados em nosso país por esse magnífico pastor, que combina de forma maravilhosa a sua erudição amplamente reconhecida com a simplicidade de linguagem e um didatismo esclarecedor. A fé católica jamais foi tão eficazmente ensinada a nossa gente como agora foi feito pelo santo homem.

Não poderia ser diferente também, pois o Cristianismo é isso: uma grande simplicidade que resume a coisa mais complexa, a Salvação, o Reino de Deus, a mensagem mais alvissareira que a humanidade recebeu diretamente do Criador. Simplicidade que não significa simplismo, que exige dedicação e estudo para compreender e praticar. E sacrifício. Na mensagem do papa essa idéia é clara como água cristalina. É nesse sentido que devemos tomar a citação feita pelo papa do Evangelho de Mateus: “Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos (Mt 11,25)”. Sim, aqueles que se julgam sábios e não conhecem a Verdade. São os falsos sábios, ou os sábios pela metade, aqueles que eventualmente têm opinião verdadeira mas não têm conhecimento, lembrando-nos da discussão que já se encontra em Platão, no Mênon (“Mas que a opinião verdadeira e o conhecimento são coisas distintas é algo que me parece muito mais que uma simples conjectura”).

É Papa é o portador do verdadeiro conhecimento, a Verdade da Salvação.

Quero aqui destacar três passagens em seus diversos discursos aqui no Brasil. Na chegada, saudando o presidente da República e o povo brasileiro, lembrou-nos:

A Igreja quer apenas indicar os valores morais de cada situação e formar os cidadãos para que possam decidir consciente e livremente; neste sentido, não deixará de insistir no empenho que deverá ser dado para assegurar o fortalecimento da família - como célula mãe da sociedade; da juventude - cuja formação constitui um fator decisivo para o futuro de uma Nação - e, finalmente, mas não por último, defendendo e promovendo os valores subjacentes em todos os segmentos da sociedade, especialmente dos povos indígenas”.

Bento XVI foi enfático em sublinhar o papel de balizadora moral que tem a Igreja Católica. Não cabe dúvida nenhuma quanto a isso, tendo que haver correspondência entre a fé católica e a conduta de cada um dos seus seguidores na vida social. Reforçou esse tema, de forma ainda mais contundente, no seu discurso aos jovens feito no Estádio do Pacaembu:

Queridos amigos e amigas, que belo exemplo a seguir deixou-nos Frei Galvão! Como soam atuais para nós, que vivemos numa época tão cheia de hedonismo, as palavras que aparecem na Cédula de consagração da sua castidade: “tirai-me antes a vida que ofender o vosso bendito Filho, meu Senhor”. São palavras fortes, de uma alma apaixonada, que deveriam fazer parte da vida normal de cada cristão, seja ele consagrado ou não, e que despertam desejos de fidelidade a Deus dentro ou fora do matrimônio. O mundo precisa de vidas limpas, de almas claras, de inteligências simples que rejeitem ser consideradas criaturas objeto de prazer. É preciso dizer não àqueles meios de comunicação social que ridicularizam a santidade do matrimônio e a virgindade antes do casamento”.

Não há que se fazer concessão de espécie alguma à degradação trazida pela modernidade. A Igreja é o bastião que resta para restaurar esses tempos de decadência dos valores ocidentais e Bento XVI não hesita em chamar a todos aos seus deveres e responsabilidades. O exemplo do santo Frei Galvão não foi invocado de forma aleatória, mas na exata medida para mostrar que uma vida santificada é imprescindível para ser exemplo para as novas gerações. Vidas limpas e almas claras, é tudo que falta nesse mundo de hoje.

No discurso dirigido aos bispos ele novamente mostrou que não pode haver flexibilização na ortodoxia e que a Igreja Católica é a única e verdadeira Igreja. Foi direto:

É verdade que os tempos de hoje são difíceis para a Igreja e muitos dos seus filhos estão atribulados. A vida social está atravessando momentos de confusão desnorteadora. Ataca-se impunemente a santidade do matrimônio e da família, iniciando-se por fazer concessões diante de pressões capazes de incidir negativamente sobre os processos legislativos; justificam-se alguns crimes contra a vida em nome dos direitos da liberdade individual; atenta-se contra a dignidade do ser humano; alastra-se a ferida do divórcio e das uniões livres. Ainda mais: no seio da Igreja, quando o valor do compromisso sacerdotal é questionado como entrega total a Deus através do celibato apostólico e como disponibilidade total para servir às almas, dando-se preferência às questões ideológicas e políticas, inclusive partidárias, a estrutura da consagração total a Deus começa a perder o seu significado mais profundo. Como não sentir tristeza em nossa alma? Mas tende confiança: a Igreja é santa e incorruptível (cf. Ef 5,27). Dizia “Santo Agostinho: “Vacilará a Igreja se vacila o seu fundamento, mas poderá talvez Cristo vacilar? Visto que Cristo não vacila, a Igreja permanecerá intacta até o fim dos tempos” (Enarrationes in Psalmos, 103,2,5; PL, 37, 1353.)... O grande campo comum de colaboração deveria ser a defesa dos fundamentais valores morais transmitidos pela tradição bíblica contra a sua destruição numa cultura relativística e consumista; mais ainda, a fé em Deus criador e em Jesus Cristo, seu Filho encarnado. Além do mais vale sempre o princípio do amor fraterno e da busca de compreensão e de proximidade mútuas; mas também a defesa da fé do nosso povo, confirmando-o na feliz certeza, que a “unica Christi Ecclesia... subsistit in Ecclesia catholica, a successore Petri et Episcopis in eius communione gubernata” (“a única Igreja de Cristo... subsiste na Igreja Católica governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele”) (Lumen gentium 8)”.

Temos que dar Graças a Deus pela lucidez e pela coragem desse bom pastor que pe Bento XVI.

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PS: Cabe aqui um comentário ao deletério artigo de Leonardo Boff publicado hoje na Folha de São Paulo (“Bento XVI e a guerra na Igreja”). Esse falso teólogo e excomungado tinha que deixar seu rastro de veneno e ódio. No trecho que segue está contida toda a sua perfídia: “Há bondade no mundo, como há maldade na Igreja. Importa é dialogar, intercambiar e aprender um do outro. A Igreja que evangeliza deve ela mesma ser evangelizada por tudo aquilo que de bom, honesto, verdadeiro e sagrado puder ser identificado na história humana”. Ora, a Igreja e o papa “sabem”, nada têm a aprender com os seguidores de Satanás. Vade retro.

O mundo precisa de vidas limpas, de almas claras, de inteligências simples que rejeitem ser consideradas criaturas objeto de prazer”. (Bento XVI, no Brasil)

Tem sido comovedora a passagem do Sumo Pontífice Bento XVI pelo Brasil. Sua presença diáfana praticamente monopolizou a atenção da mídia e das gentes. Mesmo aqueles meios de comunicação mais marcadamente comprometidos com o anti-cristianismo e o anti-clericalismo, a exemplo da Rede Globo e da Folha de São Paulo, não tiveram escolha que não dar destaque ao que deveria ser destacado. Sinto que frutos profundamente enraizados estão sendo deixados em nosso país por esse magnífico pastor, que combina de forma maravilhosa a sua erudição amplamente reconhecida com a simplicidade de linguagem e um didatismo esclarecedor. A fé católica jamais foi tão eficazmente ensinada a nossa gente como agora foi feito pelo santo homem.

Não poderia ser diferente também, pois o Cristianismo é isso: uma grande simplicidade que resume a coisa mais complexa, a Salvação, o Reino de Deus, a mensagem mais alvissareira que a humanidade recebeu diretamente do Criador. Simplicidade que não significa simplismo, que exige dedicação e estudo para compreender e praticar. E sacrifício. Na mensagem do papa essa idéia é clara como água cristalina. É nesse sentido que devemos tomar a citação feita pelo papa do Evangelho de Mateus: “Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos (Mt 11,25)”. Sim, aqueles que se julgam sábios e não conhecem a Verdade. São os falsos sábios, ou os sábios pela metade, aqueles que eventualmente têm opinião verdadeira mas não têm conhecimento, lembrando-nos da discussão que já se encontra em Platão, no Mênon (“Mas que a opinião verdadeira e o conhecimento são coisas distintas é algo que me parece muito mais que uma simples conjectura”).

É Papa é o portador do verdadeiro conhecimento, a Verdade da Salvação.

Quero aqui destacar três passagens em seus diversos discursos aqui no Brasil. Na chegada, saudando o presidente da República e o povo brasileiro, lembrou-nos:

A Igreja quer apenas indicar os valores morais de cada situação e formar os cidadãos para que possam decidir consciente e livremente; neste sentido, não deixará de insistir no empenho que deverá ser dado para assegurar o fortalecimento da família - como célula mãe da sociedade; da juventude - cuja formação constitui um fator decisivo para o futuro de uma Nação - e, finalmente, mas não por último, defendendo e promovendo os valores subjacentes em todos os segmentos da sociedade, especialmente dos povos indígenas”.

Bento XVI foi enfático em sublinhar o papel de balizadora moral que tem a Igreja Católica. Não cabe dúvida nenhuma quanto a isso, tendo que haver correspondência entre a fé católica e a conduta de cada um dos seus seguidores na vida social. Reforçou esse tema, de forma ainda mais contundente, no seu discurso aos jovens feito no Estádio do Pacaembu:

Queridos amigos e amigas, que belo exemplo a seguir deixou-nos Frei Galvão! Como soam atuais para nós, que vivemos numa época tão cheia de hedonismo, as palavras que aparecem na Cédula de consagração da sua castidade: “tirai-me antes a vida que ofender o vosso bendito Filho, meu Senhor”. São palavras fortes, de uma alma apaixonada, que deveriam fazer parte da vida normal de cada cristão, seja ele consagrado ou não, e que despertam desejos de fidelidade a Deus dentro ou fora do matrimônio. O mundo precisa de vidas limpas, de almas claras, de inteligências simples que rejeitem ser consideradas criaturas objeto de prazer. É preciso dizer não àqueles meios de comunicação social que ridicularizam a santidade do matrimônio e a virgindade antes do casamento”.

Não há que se fazer concessão de espécie alguma à degradação trazida pela modernidade. A Igreja é o bastião que resta para restaurar esses tempos de decadência dos valores ocidentais e Bento XVI não hesita em chamar a todos aos seus deveres e responsabilidades. O exemplo do santo Frei Galvão não foi invocado de forma aleatória, mas na exata medida para mostrar que uma vida santificada é imprescindível para ser exemplo para as novas gerações. Vidas limpas e almas claras, é tudo que falta nesse mundo de hoje.

No discurso dirigido aos bispos ele novamente mostrou que não pode haver flexibilização na ortodoxia e que a Igreja Católica é a única e verdadeira Igreja. Foi direto:

É verdade que os tempos de hoje são difíceis para a Igreja e muitos dos seus filhos estão atribulados. A vida social está atravessando momentos de confusão desnorteadora. Ataca-se impunemente a santidade do matrimônio e da família, iniciando-se por fazer concessões diante de pressões capazes de incidir negativamente sobre os processos legislativos; justificam-se alguns crimes contra a vida em nome dos direitos da liberdade individual; atenta-se contra a dignidade do ser humano; alastra-se a ferida do divórcio e das uniões livres. Ainda mais: no seio da Igreja, quando o valor do compromisso sacerdotal é questionado como entrega total a Deus através do celibato apostólico e como disponibilidade total para servir às almas, dando-se preferência às questões ideológicas e políticas, inclusive partidárias, a estrutura da consagração total a Deus começa a perder o seu significado mais profundo. Como não sentir tristeza em nossa alma? Mas tende confiança: a Igreja é santa e incorruptível (cf. Ef 5,27). Dizia “Santo Agostinho: “Vacilará a Igreja se vacila o seu fundamento, mas poderá talvez Cristo vacilar? Visto que Cristo não vacila, a Igreja permanecerá intacta até o fim dos tempos” (Enarrationes in Psalmos, 103,2,5; PL, 37, 1353.)... O grande campo comum de colaboração deveria ser a defesa dos fundamentais valores morais transmitidos pela tradição bíblica contra a sua destruição numa cultura relativística e consumista; mais ainda, a fé em Deus criador e em Jesus Cristo, seu Filho encarnado. Além do mais vale sempre o princípio do amor fraterno e da busca de compreensão e de proximidade mútuas; mas também a defesa da fé do nosso povo, confirmando-o na feliz certeza, que a “unica Christi Ecclesia... subsistit in Ecclesia catholica, a successore Petri et Episcopis in eius communione gubernata” (“a única Igreja de Cristo... subsiste na Igreja Católica governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele”) (Lumen gentium 8)”.

Temos que dar Graças a Deus pela lucidez e pela coragem desse bom pastor que pe Bento XVI.

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PS: Cabe aqui um comentário ao deletério artigo de Leonardo Boff publicado hoje na Folha de São Paulo (“Bento XVI e a guerra na Igreja”). Esse falso teólogo e excomungado tinha que deixar seu rastro de veneno e ódio. No trecho que segue está contida toda a sua perfídia: “Há bondade no mundo, como há maldade na Igreja. Importa é dialogar, intercambiar e aprender um do outro. A Igreja que evangeliza deve ela mesma ser evangelizada por tudo aquilo que de bom, honesto, verdadeiro e sagrado puder ser identificado na história humana”. Ora, a Igreja e o papa “sabem”, nada têm a aprender com os seguidores de Satanás. Vade retro.

José Nivaldo Cordeiro

José Nivaldo Cordeiro é economista e mestre em Administração de Empresas na FGV-SP. Cristão, liberal e democrata, acredita que o papel do Estado deve se cingir a garantia da ordem pública. Professa a idéia de que a liberdade, a riqueza e a prosperidade devem ser conquistadas mediante esforço pessoal, afastando coletivismos e a intervenção estatal nas vidas dos cidadãos.

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