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16 Mai 2007

Uma Pergunta Cabeluda

Escrito por 
Mas, de que adiantam essas belas palavras do atual Sumo Pontífice em uma sociedade como a nossa em que há inúmeras pessoas que o odeiam não pelas suas idéias, mas simplesmente porque ele não é carismático.

Os profetas das utopias falidas continuam a nos atormentar com suas sandices. Alias, nos dias atuais, estes elementos continuam a propagar sua visão de mundo aos quatro ventos com todo glamour possível. Não mais se apresentam como simples líderes de movimentos políticos ou sociais, mas sim, destacam-sem cada vez mais como intelectuais, jornalista, professores, (de)formadores de opinião de um modo geral a martelarem nas mentes incautas as suas distorcidas e tolas maneiras de (in)compreender o mundo.

Exemplo interessante do que estamos a chamar a atenção são os atuais discursos pacifistas proclamados aos quatro ventos. Só para ilustrar o tamanho da idiotia que nos toma de assalto frente a este assunto que, basta uma pessoa afirmar que não é pacifista que logo é taxada de belicosa ou, simplesmente, tem sua imagem cunhada com o velho jargão: ele é um “fascista”.

Mas vamos um pouquinho mais adiante. A visão da realidade destas pessoas mola-se assim: há de um lado nações más e cruéis que desejam deixar o mundo de joelhos diante de seus flancos imperialistas e do outro, grupos heróicos de resistência lutando em nome da liberdade. Ora, meu Deus do Céu, o que há de realista nisso? Parece até um conto de fadas onde todos os sujeitos ou são eminentemente bons ou absolutamente maus e pronto. E mais! Um conto de fadas doentio, pois, na maioria das vezes os baluartes e martires da liberdade são mais terríveis que as forças ditas dominantes.

Alias, somente na sociedade hodierna que discurso de paz é agressivo e identifica com clareza o inimigo número um da humanidade. É somente nos confusos dias atuais que o ódio a um povo é usado como base para dizer-se que é da paz. Só a título de observação (capciosa): Odiar um grupo de pessoas em nome da paz e da liberdade era o discurso do partido Nacional-Socialista na década de 30 da centúria passada meu caro.

Pior! Estes senhores, via de regra, não são capazes de ver os males gerados pelos seus gestos. Vêem apenas o que imaginam ser o mal gerado pelas mãos de outrem. Essa é uma característica fundamental de todas as doutrinas totalitárias que insistem em se auto-proclamar como utopias. Ora, me diga uma utopia que não se tornou um regime totalitário. Só uma.

Nenhuma delas se apresenta com os seus frutos turvos, mas sim, com a promessa de acabar com os males do mundo. Hitler, Stalin, Mao Tse Tung, Fidel, Hugo Chávez, Sadam e tutti quanti estavam sempre a defender o bem dos povos oprimidos, não é mesmo? O problema que em sua defesa nunca fizeram nada que realmente fosse bom.

Reforçando este ponto, nos fala o filósofo francês Jacques Maritain que todas as doutrinas totalitárias fazem: “[...]do ódio uma virtude [...] voltadas à guerra [...] uma e outra reclamando para a comunidade temporal o amor messiânico com o qual deve o reino de Deus ser amado [...] subjugando o homem a qualquer humanismo inumano, ao humanismo ateu da ditadura do proletariado, ou ao humanismo idolátrico de César, ou o humanismo zoológico do sangue e da raça”. (Humanismo Integral; 267 – 268)

Agora explique para esses homens de paz e amor que seus discursos são vazios e, por isso mesmo, por serem vazios, tornam-se extremamente perigosos, pois, em um discurso vazio, o seu proclamador e bem como quem estiver a ouvi-lo poderá perceber o que bem quiser em seu joguete de palavras.

Bem, de mais a mais, quem tenta explicar a realidade da vida humana no meio de homens mergulhados na vida moderna e imbuídos da moderna mentalidade, de fato pode ter a impressão de ser um palhaço ou alguém surgido de um antigo sarcófago, que penetrou no mundo hodierno, revestido de trajes e pensamentos da antiguidade, incapaz de compreender este mundo e de ser por ele compreendido, como muito bem nos lembra Joseph Ratzinger, Papa Bento XVI, em sua obra Introdução ao Cristianismo.

Mas, de que adiantam essas belas palavras do atual Sumo Pontífice em uma sociedade como a nossa em que há inúmeras pessoas que o odeiam não pelas suas idéias, mas simplesmente porque ele não é carismático. Parece loucura, mas o que afirmo aqui é sério.

Mas, os genocidas agradecem com fervor as pessoas que pensam assim, pois, todos os tiranos e tiranes sempre foram carismáticos (nunca sábios e sinceros) e tiveram sob sua tutela pessoas bem intencionadas como os nossos compatriotas que se dizem devotos “da paz”.

Os profetas das utopias falidas continuam a nos atormentar com suas sandices. Alias, nos dias atuais, estes elementos continuam a propagar sua visão de mundo aos quatro ventos com todo glamour possível. Não mais se apresentam como simples líderes de movimentos políticos ou sociais, mas sim, destacam-sem cada vez mais como intelectuais, jornalista, professores, (de)formadores de opinião de um modo geral a martelarem nas mentes incautas as suas distorcidas e tolas maneiras de (in)compreender o mundo.

Exemplo interessante do que estamos a chamar a atenção são os atuais discursos pacifistas proclamados aos quatro ventos. Só para ilustrar o tamanho da idiotia que nos toma de assalto frente a este assunto que, basta uma pessoa afirmar que não é pacifista que logo é taxada de belicosa ou, simplesmente, tem sua imagem cunhada com o velho jargão: ele é um “fascista”.

Mas vamos um pouquinho mais adiante. A visão da realidade destas pessoas mola-se assim: há de um lado nações más e cruéis que desejam deixar o mundo de joelhos diante de seus flancos imperialistas e do outro, grupos heróicos de resistência lutando em nome da liberdade. Ora, meu Deus do Céu, o que há de realista nisso? Parece até um conto de fadas onde todos os sujeitos ou são eminentemente bons ou absolutamente maus e pronto. E mais! Um conto de fadas doentio, pois, na maioria das vezes os baluartes e martires da liberdade são mais terríveis que as forças ditas dominantes.

Alias, somente na sociedade hodierna que discurso de paz é agressivo e identifica com clareza o inimigo número um da humanidade. É somente nos confusos dias atuais que o ódio a um povo é usado como base para dizer-se que é da paz. Só a título de observação (capciosa): Odiar um grupo de pessoas em nome da paz e da liberdade era o discurso do partido Nacional-Socialista na década de 30 da centúria passada meu caro.

Pior! Estes senhores, via de regra, não são capazes de ver os males gerados pelos seus gestos. Vêem apenas o que imaginam ser o mal gerado pelas mãos de outrem. Essa é uma característica fundamental de todas as doutrinas totalitárias que insistem em se auto-proclamar como utopias. Ora, me diga uma utopia que não se tornou um regime totalitário. Só uma.

Nenhuma delas se apresenta com os seus frutos turvos, mas sim, com a promessa de acabar com os males do mundo. Hitler, Stalin, Mao Tse Tung, Fidel, Hugo Chávez, Sadam e tutti quanti estavam sempre a defender o bem dos povos oprimidos, não é mesmo? O problema que em sua defesa nunca fizeram nada que realmente fosse bom.

Reforçando este ponto, nos fala o filósofo francês Jacques Maritain que todas as doutrinas totalitárias fazem: “[...]do ódio uma virtude [...] voltadas à guerra [...] uma e outra reclamando para a comunidade temporal o amor messiânico com o qual deve o reino de Deus ser amado [...] subjugando o homem a qualquer humanismo inumano, ao humanismo ateu da ditadura do proletariado, ou ao humanismo idolátrico de César, ou o humanismo zoológico do sangue e da raça”. (Humanismo Integral; 267 – 268)

Agora explique para esses homens de paz e amor que seus discursos são vazios e, por isso mesmo, por serem vazios, tornam-se extremamente perigosos, pois, em um discurso vazio, o seu proclamador e bem como quem estiver a ouvi-lo poderá perceber o que bem quiser em seu joguete de palavras.

Bem, de mais a mais, quem tenta explicar a realidade da vida humana no meio de homens mergulhados na vida moderna e imbuídos da moderna mentalidade, de fato pode ter a impressão de ser um palhaço ou alguém surgido de um antigo sarcófago, que penetrou no mundo hodierno, revestido de trajes e pensamentos da antiguidade, incapaz de compreender este mundo e de ser por ele compreendido, como muito bem nos lembra Joseph Ratzinger, Papa Bento XVI, em sua obra Introdução ao Cristianismo.

Mas, de que adiantam essas belas palavras do atual Sumo Pontífice em uma sociedade como a nossa em que há inúmeras pessoas que o odeiam não pelas suas idéias, mas simplesmente porque ele não é carismático. Parece loucura, mas o que afirmo aqui é sério.

Mas, os genocidas agradecem com fervor as pessoas que pensam assim, pois, todos os tiranos e tiranes sempre foram carismáticos (nunca sábios e sinceros) e tiveram sob sua tutela pessoas bem intencionadas como os nossos compatriotas que se dizem devotos “da paz”.

Dartagnan Zanela

Professor e ensaísta. Autor dos livros Sofia Perennis, O Ponto Arquimédico, A Boa Luta, In Foro Conscientiae e Nas Mãos de Cronos – ensaios sociológicos.

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