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09 Mai 2007

A Procura da Dignidade

Escrito por 
A auto-ignorância proclamada aos quatro ventos tem praticamente em nossa sociedade uma espécie de autoridade profética.

Seria digno de pena a situação em que se encontra a nossa nação, a nossa gente sofrida, frente as inúmeras investidas do Estadossauro, juntamente com seus afoitos parasitas, em uma parceria infernal para nos vilipendiar. Realmente, daria pena se não fosse, obviamente, a nossa indecente posição (depre)civicamente acovardada diante dos desmandos de toda e qualquer “vossa excrescência”.

De que adiantaria um grito da parte deste simplório missivista caipira a entoar pragas e maldições contra todos os Deputados e Senadores que aprovaram a semana (a semana deles) de trabalho de dois dias e meio sem praguejar, ao mesmo tempo, contra todo o resto da nação que assiste a tudo isso sem nada fazer. Seria um grito em meio loucos. Nada mais e nada menos que isso.

Idem o gasto de onze milhões e duzentos mil reais que o Congresso Nacional teve em combustível no começo deste ano. Isso mesmo meio caro contribuinte, nossos legisladores Federais tem os seus gastos com combustível ressarcido mediante a apresentação de notas. Nada mais justo. Todavia, descaradamente, segundo matéria do jornal Estado de São Paulo, a quantidade de combustível gasto seria suficiente para dar 255 voltas ao redor do Planeta Terra ou para realizar 15 viagens de ida e frida para Lua. Realmente, nossos legisladores vivem no mundo da lua brasiliense. Por isso indago cá com meus botões: bastaria eu apenas mandar essa gente para o raio que os parta sem mandar o restante de nós, otários contribuintes? Creio que não.

Também, adoraria amaldiçoar a todos os signatários do Foro de São Paulo com seus acordos escusos para recuperar na América Latina o que eles (os comunistas, enrustidos ou não) perderam no Leste Europeu, pois, teria eu que berrar para todo o restante desta Pátria de despatriados que todos nossos indignos representantes são cúmplices, tolos passivos ou ativíssimos, diante da cubanização gradativa de nossa sociedade.

Ou seja, como falar em dignidade em uma sociedade onde esta palavra apenas remete a um reris fingimento socialmente investido de “suma” autoridade? Melhor não falar, visto que, para a grande maioria das pessoas, todos os fatos e fenômenos que não são compreendidos pelas suas mentes automaticamente são remetidos para a categoria da inexistência. Se eles tivessem se dado ao trabalho de estudar Sto. Tomás de Aquino, compreenderiam com grande clareza que tal posição impossibilitaria a própria existência não só da sociedade humana, mas do próprio universo.

A auto-ignorância (expressão infeliz) proclamada aos quatro ventos tem praticamente em nossa sociedade uma espécie de autoridade profética, onde o seu proclamador consegue se investir de uma humildade descaradamente fingida que se faz laminar diante dos olhares apatetados da massa ignara, podendo assim desqualificar qualquer tentativa séria de apresentar provas contundentes e argumentos lógicos contra algo que, diante da massa bestializada simpática as leviandades, se verá condenada ao desdém, pois, a procura por informações, a entrega ao exercício paciente da reflexão é algo que se encontra em total ostracismo no dicionário destes elementos que nós chamamos de cidadão brasileiro instruído.

Fazer o que? Que tudo se exploda! Que continuemos a fingir que tudo está seguindo o seu caminho certo rumo a lugar nenhum, pois é este o rumo que nosso passo sonso irá nos levar.

É bem capaz de ouvirmos em um canto qualquer a sentença folclórica da boca de um infeliz que afirmaria fazer a mesma coisa se lá estivesse. Pior que isso é termos de ouvir aquelas outras figuras deprimentes que vivem de favores políticos sendo assessores de porcaria alguma a darem os seus conselhos morais de demiurgos de uma sociedade melhor. Francamente, tais palavrórios são de enojar qualquer um, menos nós, brasileiros, é claro.

Realmente, falar sobre este tema em nossa sociedade é totalmente inútil, visto que aqui a deformada noção de dignidade é totalmente desvinculada da noção de Verdade. Uma pessoa aqui, neste país, não é respeitada pela franqueza de seus gestos, mas pela polidez de seu fingimento.

Todos respeitam a opinião alheia sem ao menos estarem cientes do que realmente estão “respeitando”, mas imaginam estar plenamente por dentro do que está sendo tratado, visto que, admitir que se deseja aprender é pecado mortal em meio a uma sociedade presunçosa e arrogante como esta pátria macunaímica.

Obviamente que, todo digno em meio aos indignos sempre será visto como uma criatura bestial, porém, isso pouco importa, pois, mesmo negada, a Verdade sempre será o que é e nós, brasileiros, mesmo mentindo de modo contumaz, continuaremos a ser o que somos.

Seria digno de pena a situação em que se encontra a nossa nação, a nossa gente sofrida, frente as inúmeras investidas do Estadossauro, juntamente com seus afoitos parasitas, em uma parceria infernal para nos vilipendiar. Realmente, daria pena se não fosse, obviamente, a nossa indecente posição (depre)civicamente acovardada diante dos desmandos de toda e qualquer “vossa excrescência”.

De que adiantaria um grito da parte deste simplório missivista caipira a entoar pragas e maldições contra todos os Deputados e Senadores que aprovaram a semana (a semana deles) de trabalho de dois dias e meio sem praguejar, ao mesmo tempo, contra todo o resto da nação que assiste a tudo isso sem nada fazer. Seria um grito em meio loucos. Nada mais e nada menos que isso.

Idem o gasto de onze milhões e duzentos mil reais que o Congresso Nacional teve em combustível no começo deste ano. Isso mesmo meio caro contribuinte, nossos legisladores Federais tem os seus gastos com combustível ressarcido mediante a apresentação de notas. Nada mais justo. Todavia, descaradamente, segundo matéria do jornal Estado de São Paulo, a quantidade de combustível gasto seria suficiente para dar 255 voltas ao redor do Planeta Terra ou para realizar 15 viagens de ida e frida para Lua. Realmente, nossos legisladores vivem no mundo da lua brasiliense. Por isso indago cá com meus botões: bastaria eu apenas mandar essa gente para o raio que os parta sem mandar o restante de nós, otários contribuintes? Creio que não.

Também, adoraria amaldiçoar a todos os signatários do Foro de São Paulo com seus acordos escusos para recuperar na América Latina o que eles (os comunistas, enrustidos ou não) perderam no Leste Europeu, pois, teria eu que berrar para todo o restante desta Pátria de despatriados que todos nossos indignos representantes são cúmplices, tolos passivos ou ativíssimos, diante da cubanização gradativa de nossa sociedade.

Ou seja, como falar em dignidade em uma sociedade onde esta palavra apenas remete a um reris fingimento socialmente investido de “suma” autoridade? Melhor não falar, visto que, para a grande maioria das pessoas, todos os fatos e fenômenos que não são compreendidos pelas suas mentes automaticamente são remetidos para a categoria da inexistência. Se eles tivessem se dado ao trabalho de estudar Sto. Tomás de Aquino, compreenderiam com grande clareza que tal posição impossibilitaria a própria existência não só da sociedade humana, mas do próprio universo.

A auto-ignorância (expressão infeliz) proclamada aos quatro ventos tem praticamente em nossa sociedade uma espécie de autoridade profética, onde o seu proclamador consegue se investir de uma humildade descaradamente fingida que se faz laminar diante dos olhares apatetados da massa ignara, podendo assim desqualificar qualquer tentativa séria de apresentar provas contundentes e argumentos lógicos contra algo que, diante da massa bestializada simpática as leviandades, se verá condenada ao desdém, pois, a procura por informações, a entrega ao exercício paciente da reflexão é algo que se encontra em total ostracismo no dicionário destes elementos que nós chamamos de cidadão brasileiro instruído.

Fazer o que? Que tudo se exploda! Que continuemos a fingir que tudo está seguindo o seu caminho certo rumo a lugar nenhum, pois é este o rumo que nosso passo sonso irá nos levar.

É bem capaz de ouvirmos em um canto qualquer a sentença folclórica da boca de um infeliz que afirmaria fazer a mesma coisa se lá estivesse. Pior que isso é termos de ouvir aquelas outras figuras deprimentes que vivem de favores políticos sendo assessores de porcaria alguma a darem os seus conselhos morais de demiurgos de uma sociedade melhor. Francamente, tais palavrórios são de enojar qualquer um, menos nós, brasileiros, é claro.

Realmente, falar sobre este tema em nossa sociedade é totalmente inútil, visto que aqui a deformada noção de dignidade é totalmente desvinculada da noção de Verdade. Uma pessoa aqui, neste país, não é respeitada pela franqueza de seus gestos, mas pela polidez de seu fingimento.

Todos respeitam a opinião alheia sem ao menos estarem cientes do que realmente estão “respeitando”, mas imaginam estar plenamente por dentro do que está sendo tratado, visto que, admitir que se deseja aprender é pecado mortal em meio a uma sociedade presunçosa e arrogante como esta pátria macunaímica.

Obviamente que, todo digno em meio aos indignos sempre será visto como uma criatura bestial, porém, isso pouco importa, pois, mesmo negada, a Verdade sempre será o que é e nós, brasileiros, mesmo mentindo de modo contumaz, continuaremos a ser o que somos.

Dartagnan Zanela

Professor e ensaísta. Autor dos livros Sofia Perennis, O Ponto Arquimédico, A Boa Luta, In Foro Conscientiae e Nas Mãos de Cronos – ensaios sociológicos.

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