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24 Jun 2004

A Novela do Salário-Mínimo

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Mais uma vez, a realidade sobre o salário mínimo foi escondida do trabalhador brasileiro.

Todos os anos, a mesma novela repete-se: de quanto será o aumento do salário mínimo? De um lado, os supostos defensores dos trabalhadores que pleiteiam aumentos vultosos para o mínimo, na tentativa de elevar o poder aquisitivo do salário do trabalhador. É o chamado “salário digno”. Do outro lado, os defensores das contas do Estado que, sabedores do rombo que cada centavo a mais no salário mínimo representa para o Tesouro, pleiteiam um aumento insignificante. É o “salário possível”.

Observe que, em todos os anos, a mesma premissa permeia os dois lados da discussão sobre o salário mínimo: bastaria elevá-lo para um patamar alto, digamos, R$ 1.000, para que o trabalhador, subitamente, ascendesse à classe média.

Nenhuma voz - seja na grande mídia, nas universidades, nos centros de estudo ou no Congresso Nacional - tem coragem suficiente para dizer o óbvio: toda esta celeuma em torno do salário mínimo é falsa, hipócrita, imoral. Enganar a população inteira, anos a fio, e fazê-la acreditar que num passe de mágica seu poder aquisitivo será elevado, num simples abracadabra legislativo, chega a ser perverso.

O salário pago a um funcionário é o preço pelo seu trabalho. Em linhas gerais, se os salários são considerados baixos ou insuficientes, há dois motivos principais: o número de trabalhadores disponíveis para aquele cargo é grande, isto é, a alta oferta de trabalho provoca uma baixa nos salários, ou o número de empresas e postos de trabalho é baixo, isto é, o empregador pode optar por um salário menor frente à alta demanda por trabalho. Somente em países de economia plenamente capitalista é que a produtividade industrial e o livre mercado cuidarão de elevar os salários num patamar aceitável para ambos: empresário e funcionário. No entanto, a economia brasileira, regulada e tributada por todos os lados, impede que isso ocorra.

Que a esquerda não concorde com isso vá lá. Afinal, ninguém espera coerência daqueles que se dizem progressistas e enxergam Cuba como modelo a seguir. O que mais espanta nisso tudo, no entanto, é observar a auto-intitulada “oposição” (leia-se PFL e PP), lado a lado com deputados comunistas como Babá, Fernando Gabeira e Luciana Genro, defendendo um “salário mínimo digno”.

Esta novela, como tantas outras do cenário político, denuncia o estado larval da cultura e da política brasileira. Eis aí o resultado de décadas de doutrinação marxista. Onde isso vai parar?

Última modificação em Quarta, 30 Outubro 2013 20:24
Editoria - MSM

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