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08 Mar 2007

As Últimas da Eurábia

Escrito por 
Costumo afirmar que quem não conhece a França deve conhecê-la logo, antes que se transforme em país islâmico.
Costumo afirmar que quem não conhece a França deve conhecê-la logo, antes que se transforme em país islâmico. Pois não é que leio no Jerusalém Post, de Israel, um artigo de Michael Freund, alertando que quem não conhece Paris deve ir logo antes que a torre Eiffel se transforme em minarete? A preocupação parece não ser só minha. Freund cita um relatório da Rand Corporation, segundo o qual “em toda a Europa, as taxas de natalidade estão em queda livre e o tamanho das famílias se reduz. A taxa de fertilidade total é hoje de menos de dois filhos por mulher em cada Estado membro da União Européia”. Cita também o livro América Alone, onde o canadense Mark Steyn se pergunta: “ Qual é o percentual da população muçulmana em Roterdã? 40%. Qual é o nome masculino mais comum na Bélgica? Mohammed. Em Amsterdã? Mohammed. Em Malmö, Suécia? Mohammed”.
Isso sem falar na denúncia feita no ano passado pelo The Daily Telegraph, de Londres: Mohammed e sua outra grafia mais corrente, Muhammad, são atualmente nomes de bebês mais correntes na Inglaterra e no país de Galles que George.
Seja como for, nesta minha última viagem, nada vi de alarmante. Ocorre que me refugiei o tempo todo em bares e restaurantes, e os filhos de Alá abominam esses antros de perversão. Neles existe álcool e Alá não gosta de álcool. Tampouco li catálogos telefônicos. Além disso, não me afastei de um círculo imaginário de um quilômetro de raio, tendo a Notre Dame como centro. Não que tenha como norte este ícone da cristandade. Mas diria que o melhor da geografia culinária e etílica de Paris fica dentro desse círculo. Nem em sonhos me ocorreu perambular pela periferia. Assim sendo, da ameaça árabe não vi nem sombra. Mas ela lá está, formando um círculo de ressentimento em torno a Paris. Quando menos se espera, começam as depredações e incêndios de carros. Que o parisiense já passou a considerar como algo tão inevitável como as greves de metrô ou dos sistemas aéreo ou ferroviário.
Se não vi nem sombra da ameaça islâmica, informações sobre ela não me faltaram. No Monde, leio que os muçulmanos britânicos querem que a escola se adapte à moral islâmica. Um documento de 72 páginas emitido pelo Conselho Muçulmano Britânico solicita que as escolas públicas respeitem o conceito muçulmano de "haya" (pudor): “o caráter misto da escola deve ser excluído dos esportes coletivos que envolvem contatos físicos, tais como o futebol e o basquete. O MCB pede que os alunos possam se vestir em cabines individuais e sejam dispensados de tomar banho depois do esporte caso essa atividade expuser o seu corpo à vista das outras crianças, isso porque o Islã proíbe estar nu diante dos outros ou ver a nudez dos outros. As aulas de natação ministradas aos rapazes e às meninas juntos são inaceitáveis por razões de decência".
Mais ainda: “Se a escola não puder separar os sexos, as crianças devem ser dispensadas dessas aulas. O mesmo com as aulas de dança, esta última não sendo uma atividade normal para a maioria das famílias muçulmanas. A dança, sublinha o MCB, não é compatível com as exigências do pudor islâmico, isso porque ela pode revestir conotações e dirigir mensagens sexuais". Os mulás britânicos parecem esquecer que a dança de ventre tem suas origens na cultura árabe.
Nem o Vaticano, em sua campanha histérica pela castidade, ousaria pedir tanto. “A educação sexual, obrigatória no curso secundário, deve, segundo o MCB, ser ensinada aos alunos por professores do mesmo sexo. A utilização de objetos ou de esquemas que representem os órgãos genitais para ilustrar aulas sobre a contracepção ou sobre os preservativos é totalmente inapropriada, uma vez que isso incentiva um comportamento moralmente inaceitável".
O Courrier International, em edição que tem como chamada “Islã-Ocidente – Diálogos de Surdos”, traz uma edição de 20 páginas sobre o problema. Ainda na Grã-Bretanha, ocorreu o inverso do que está acontecendo em países como a França e Itália. Em vez de as alunas muçulmanas portarem véu, desta vez foi uma professora, em Blackburn, que insistiu em portar o niqab, véu negro que cobre o rosto todo, deixando apenas uma fenda para os olhos. Os alunos reclamaram que não podiam seguir seus ensinamentos, dada a dificuldade de ver o rosto, as expressões faciais, as articulações das palavras. A professora recusou-se a retirar o véu, alegando seu direito de escolher as vestes que lhe convinham e a presença de colegas masculinos na escola, diante dos quais ela não pode se desvelar sem trair os preceitos do Islã. A escola teve de suspendê-la de suas funções.
Consultadas, as autoridades muçulmanas afirmaram que o niqab, véu integral, não é o hidjab, que cobre somente os cabelos. E que nenhum dos dois é uma obrigação do Islã, sendo seu porte uma escolha pessoal. Mesmo assim, a professora processou a escola na justiça e está tentando mobilizar a opinião pública, apresentando-se como vítima de discriminação religiosa.
O maior acinte ao Ocidente não ocorreu na Europa, mas nos Estados Unidos. No aeroporto de Minneapolis, nos Estados Unidos, os choferes de táxi muçulmanos se recusam a transportar passageiros que portem bebidas alcoólicas ou estejam acompanhados de cães, mesmo que estes cães sejam guias de cego. O cão é um animal maldito para os muçulmanos, assim como o porco. Só falta os cabeças-de-toalha se recusarem a transportar o passageiro que porte presunto ou que se dirija a um bar. Os mortos de fome do mundo árabe são bem recebidos no Ocidente, adquirem direito a emprego e se dão ao luxo de transportar quem não fira suas crenças estúpidas. E as autoridades não cassam o direito deste animal dirigir um táxi.
Está entrando no vocabulário da mídia ocidental a palavra islamofobia. Por isto se entenderia uma ojeriza ao Islã, o que fere o étimo da palavra. Fobia quer dizer medo, o que é completamente diferente. Não é que o Ocidente tenha medo do Islã. Em verdade, tem nojo. Ninguém está preocupado com fanáticos que viram o traseiro pra lua para cultuar seu deus. Que virem o traseiro à vontade e na direção que quiserem. O que não se admite é que pretendam impor regras ao Ocidente. E isto é o que pretendem os muçulmanos em sua arrogância fundamentalista.
Não há um diálogo de surdos, como pretende gentilmente o Courrier International. O surdo é um só. É uma cultura teocrática, que não entende que Estado é uma coisa e religião é outra. O Ocidente, equivocado, tenta dialogar com fanáticos.
Ora, com fanáticos não há diálogo algum.
Costumo afirmar que quem não conhece a França deve conhecê-la logo, antes que se transforme em país islâmico. Pois não é que leio no Jerusalém Post, de Israel, um artigo de Michael Freund, alertando que quem não conhece Paris deve ir logo antes que a torre Eiffel se transforme em minarete? A preocupação parece não ser só minha. Freund cita um relatório da Rand Corporation, segundo o qual “em toda a Europa, as taxas de natalidade estão em queda livre e o tamanho das famílias se reduz. A taxa de fertilidade total é hoje de menos de dois filhos por mulher em cada Estado membro da União Européia”. Cita também o livro América Alone, onde o canadense Mark Steyn se pergunta: “ Qual é o percentual da população muçulmana em Roterdã? 40%. Qual é o nome masculino mais comum na Bélgica? Mohammed. Em Amsterdã? Mohammed. Em Malmö, Suécia? Mohammed”.
Isso sem falar na denúncia feita no ano passado pelo The Daily Telegraph, de Londres: Mohammed e sua outra grafia mais corrente, Muhammad, são atualmente nomes de bebês mais correntes na Inglaterra e no país de Galles que George.
Seja como for, nesta minha última viagem, nada vi de alarmante. Ocorre que me refugiei o tempo todo em bares e restaurantes, e os filhos de Alá abominam esses antros de perversão. Neles existe álcool e Alá não gosta de álcool. Tampouco li catálogos telefônicos. Além disso, não me afastei de um círculo imaginário de um quilômetro de raio, tendo a Notre Dame como centro. Não que tenha como norte este ícone da cristandade. Mas diria que o melhor da geografia culinária e etílica de Paris fica dentro desse círculo. Nem em sonhos me ocorreu perambular pela periferia. Assim sendo, da ameaça árabe não vi nem sombra. Mas ela lá está, formando um círculo de ressentimento em torno a Paris. Quando menos se espera, começam as depredações e incêndios de carros. Que o parisiense já passou a considerar como algo tão inevitável como as greves de metrô ou dos sistemas aéreo ou ferroviário.
Se não vi nem sombra da ameaça islâmica, informações sobre ela não me faltaram. No Monde, leio que os muçulmanos britânicos querem que a escola se adapte à moral islâmica. Um documento de 72 páginas emitido pelo Conselho Muçulmano Britânico solicita que as escolas públicas respeitem o conceito muçulmano de "haya" (pudor): “o caráter misto da escola deve ser excluído dos esportes coletivos que envolvem contatos físicos, tais como o futebol e o basquete. O MCB pede que os alunos possam se vestir em cabines individuais e sejam dispensados de tomar banho depois do esporte caso essa atividade expuser o seu corpo à vista das outras crianças, isso porque o Islã proíbe estar nu diante dos outros ou ver a nudez dos outros. As aulas de natação ministradas aos rapazes e às meninas juntos são inaceitáveis por razões de decência".
Mais ainda: “Se a escola não puder separar os sexos, as crianças devem ser dispensadas dessas aulas. O mesmo com as aulas de dança, esta última não sendo uma atividade normal para a maioria das famílias muçulmanas. A dança, sublinha o MCB, não é compatível com as exigências do pudor islâmico, isso porque ela pode revestir conotações e dirigir mensagens sexuais". Os mulás britânicos parecem esquecer que a dança de ventre tem suas origens na cultura árabe.
Nem o Vaticano, em sua campanha histérica pela castidade, ousaria pedir tanto. “A educação sexual, obrigatória no curso secundário, deve, segundo o MCB, ser ensinada aos alunos por professores do mesmo sexo. A utilização de objetos ou de esquemas que representem os órgãos genitais para ilustrar aulas sobre a contracepção ou sobre os preservativos é totalmente inapropriada, uma vez que isso incentiva um comportamento moralmente inaceitável".
O Courrier International, em edição que tem como chamada “Islã-Ocidente – Diálogos de Surdos”, traz uma edição de 20 páginas sobre o problema. Ainda na Grã-Bretanha, ocorreu o inverso do que está acontecendo em países como a França e Itália. Em vez de as alunas muçulmanas portarem véu, desta vez foi uma professora, em Blackburn, que insistiu em portar o niqab, véu negro que cobre o rosto todo, deixando apenas uma fenda para os olhos. Os alunos reclamaram que não podiam seguir seus ensinamentos, dada a dificuldade de ver o rosto, as expressões faciais, as articulações das palavras. A professora recusou-se a retirar o véu, alegando seu direito de escolher as vestes que lhe convinham e a presença de colegas masculinos na escola, diante dos quais ela não pode se desvelar sem trair os preceitos do Islã. A escola teve de suspendê-la de suas funções.
Consultadas, as autoridades muçulmanas afirmaram que o niqab, véu integral, não é o hidjab, que cobre somente os cabelos. E que nenhum dos dois é uma obrigação do Islã, sendo seu porte uma escolha pessoal. Mesmo assim, a professora processou a escola na justiça e está tentando mobilizar a opinião pública, apresentando-se como vítima de discriminação religiosa.
O maior acinte ao Ocidente não ocorreu na Europa, mas nos Estados Unidos. No aeroporto de Minneapolis, nos Estados Unidos, os choferes de táxi muçulmanos se recusam a transportar passageiros que portem bebidas alcoólicas ou estejam acompanhados de cães, mesmo que estes cães sejam guias de cego. O cão é um animal maldito para os muçulmanos, assim como o porco. Só falta os cabeças-de-toalha se recusarem a transportar o passageiro que porte presunto ou que se dirija a um bar. Os mortos de fome do mundo árabe são bem recebidos no Ocidente, adquirem direito a emprego e se dão ao luxo de transportar quem não fira suas crenças estúpidas. E as autoridades não cassam o direito deste animal dirigir um táxi.
Está entrando no vocabulário da mídia ocidental a palavra islamofobia. Por isto se entenderia uma ojeriza ao Islã, o que fere o étimo da palavra. Fobia quer dizer medo, o que é completamente diferente. Não é que o Ocidente tenha medo do Islã. Em verdade, tem nojo. Ninguém está preocupado com fanáticos que viram o traseiro pra lua para cultuar seu deus. Que virem o traseiro à vontade e na direção que quiserem. O que não se admite é que pretendam impor regras ao Ocidente. E isto é o que pretendem os muçulmanos em sua arrogância fundamentalista.
Não há um diálogo de surdos, como pretende gentilmente o Courrier International. O surdo é um só. É uma cultura teocrática, que não entende que Estado é uma coisa e religião é outra. O Ocidente, equivocado, tenta dialogar com fanáticos.
Ora, com fanáticos não há diálogo algum.
Janer Cristaldo

O escritor e jornalista Janer Cristaldo nasceu em Santana do Livramento, Rio Grande do Sul. Formou-se em Direito e Filosofia e doutorou-se em Letras Francesas e Comparadas pela Université de la Sorbonne Nouvelle (Paris III). Morou na Suécia, França e Espanha. Lecionou Literatura Comparada e Brasileira na Universidade Federal de Santa Catarina e trabalhou como redator de Internacional nos jornais Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo. Faleceu no dia 18 de Outubro de 2014.

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