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23 Fev 2007

Melhor Que Viajar...

Escrito por 
Viajar, dizia, é bom. Mas melhor mesmo é viajar sem roteiro ou obrigação alguma.

... só mesmo viajar sem compromissos de turista. Marujo de primeira viagem que chega a Paris tem de fazer a via sacra: Louvre, d’Orsay, Pompidou, Champs-Elysées, Opera, Arco do Triunfo, Montmartre, Notre Dame, torre Eiffel. Você pode até mesmo não subir, mas terá de no mínimo de dar uma olhadela na dama de ferro. De minha parte, acho que levei uns trinta anos para decidir-me a subir na torre. Quando vivia em Paris, sempre me pareceu de uma vulgaridade extrema, um lugar comum abominável, subir na torre Eiffel. Alguns anos mais tarde, concluí que era preconceito meu. Juntei minha Baixinha sob o braço e fomos até lá, dispostos a cumprir o ritual de milhões de turistas. Não deu. Havia filas de mais de duas horas em três patas da torre. Na quarta pata, destinada aos atletas que topavam subir a pé, havia pelo menos quatrocentas pessoas. Claro que não subimos. Anos mais tarde, viajando com minha filha, levei-a até a torre, com o devido alerta de que para nela subir seriam necessárias boas horas em pé na fila. Milagre dos milagres, naquele dia as filas estavam curtas. Foi assim que, visitando Paris quase todos os anos, só depois de uns 30 subi na torre Eiffel, quase por acaso.

Nesta viagem, meu descompromisso com monumentos foi total. Verdade que acabamos sempre tropeçando neles, ou Paris não seria Paris. Desta vez, dediquei-me a meu esporte predileto, a visita a livrarias, bares e restaurantes. Fiquei quase todo tempo no miolo da cidade, raramente me afastando além de um quilômetro da Notre Dame. Para a torre Eiffel só fiz um vago aceno, e isso de muito longe. Montmartre nem pensar. D’Orsay e Louvre, só de passagem rumo a algum boteco. Me afastei um pouco, é verdade, para mostrar a minhas companheiras de viagem La Défense, esta Paris insólita e com ares de Nova York. Fora isso, não arredei pé do centro da cidade.

De cara, um choque: a P.U.F., aquela acolhedora e farta livraria da Place de la Sorbonne, com cinco andares de livros, não existe mais. Eu, que adorava sentar-me na terrasse do bar contíguo, paquerando os últimos lançamentos na vitrine enquanto degustava uma Leffe, perdi um de meus prazeres na Lutécia. Na esquina, agora existe uma loja de confecções baratas. Se bem que o fim de uma livraria não faz nem mossa na cidade. Paris oferece ainda mais de quatro centenas. Mais as FNACs, megamagazines dedicados à música, livros e eletrônicos. Em matéria de livros, CDs e DVDs, a quantidade é tal que chega a assustar o cliente. Melhor ir logo às estantes especializadas, escolher o que se quer e fugir às pressas das tentações das compras por impulso. Sem falar que livro pesa na volta.

Quanto a bares e restaurantes, Paris parece sempre a mesma. Quando a visito, posso me dar ao luxo de eleger casas com mais de século. Lá estão, imutáveis, como se o tempo não tivesse passado, o Dôme, Deux Magots, la Rotonde, cafés sempre charmosos mas que prefiro evitar, por demais turísticos. Mesmo assim, tentei o Deux Magots, numa tarde de sábado ensolarada. Mesa na terrasse, só com milagre. Dentro do café, só com muita sorte. No Chez Lipp, em frente ao Deux Magots, só com hora e meia de espera. Dura é a luta pela comida em Paris. Melhor tentar o Procope, fundado em 1686 e tido como o mais antigo café do mundo. Foi freqüentado por La Fontaine, Molière, Racine, Rousseau, Voltaire, Diderot, d’Alembert e demais enciclopedistas, Balzac, Victor Hugo, Verlaine, George Sand, Anatole France. Nele, Benjamin Franklin trabalhou na redação da declaração de independência dos Estados Unidos. Numa vitrine, há um chapéu de Napoleão Bonaparte, que o teria deixado como garantia de uma dívida. Instalado em uma antiga casa de banhos turca, tem interiores belíssimos e – surpresa! – cardápio com preços relativamente humanos, pelo menos para Paris, onde você pode comer bem por algo em torno de 20 euros, vinho à parte. Restaurantes de São Paulo, com menos de 50 anos de idade, freqüentados por gente da laia de Sarney, Delfim Netto, José Dirceu ou Marta Suplicy, cobram cinco vezes mais que isso.

Ali por perto, no mercado Saint Michel, está o sempre refinado Aux Charpentiers, restaurante ligado ao movimento Compagnonnage e reputado por sua cuisine du terroir, isto é, cozinha das diversas regiões da França. Refestelei-me em seus boudins e andouilletes, sabores que me faltam no Brasil. Freqüento estas casas há mais de três décadas e são sempre iguais. Neles só mudam os preços e os garçons. É de supor-se que desde séculos tenham a mesma configuração e esta é a magia das capitais européias, a sensação de transportarmo-nos para séculos passados ao entrar em um restaurante. São Paulo pode ter quatrocentos anos, mas aqui só resta um restaurante com mais de cem anos, o Carlino, e assim mesmo em instalações recentes.

Se Paris me agrada, Madri me fascina. Lá também estive, sem compromisso algum com monumentos. Me dediquei a revisitar os cafés e restaurantes onde um dia fui feliz. Eles estão todos concentrados em um quadrilátero relativamente pequeno, que se pode percorrer a pé numa noite sem maiores esforços. Isto gera um hábito muito madrilenho, o de tomar alguns tragos em uma tasca, outros em outras e ir assim de bar em bar, até o momento de finalmente sentar em algum restaurante para comer. Difícil conceber os madriles sentados à noite frente a uma televisão. Estão todos na rua, celebrando o bom vinho e a boa comida.

Pelo Prado, só passei rumo ao Gijón, secular café literário do Paseo de Recoletos. Em meus dias de Madri, este café impediu-me qualquer visita à Biblioteca Nacional. Sempre que me dirigia à biblioteca, do outro lado da Recoletos, o café, com suas mesas de mármore, me convidava a uma pausa. E como sempre estava cercado de colegas de curso, nossas tertúlias se prolongavam até las nueve de la tarde, como dizem os madriles, quando qualquer esforço de leitura seria vão. Além disso, na biblioteca tinha-se de esperar mais de hora por uma comunicação. No Gijón, a comunicação com o garçom era quase imediata. Senti uma falta terrível de Madri quando estive em Nova York. Lá, mal pedia uma cerveja, a garçonete me perguntava: “Só?”. E já vinha com a conta em punho. No Gijón, quando pensava em levantar o traseiro após duas ou três horas de boa charla, o garçom perguntava, surpreso: “Já?”

A uns cem metros do Gijón, o esplêndido El Espejo, cujos candelabros se refletem ao infinito por um jogo de espelhos justapostos. Frente ao restaurante, seu pavilhão no centro do Paseo de Recoletos, também belíssimo. Ou seja, num trecho de menos de trezentos metros, você tem programa para muitos dias de Madri. Isso sem falar no Sobrino de Botín, que se pretende o restaurante mais antigo do mundo. Data de 1725 e tem dois pratos que se impõem a qualquer outra escolha: o cochinillo e o cordero lechal. O cochinillo é um leitãozinho de pouco mais de vinte dias, cuja carne se desmancha na boca. O lechal é igualmente tenro. Se o leitor é pessoa atenta, já estará se perguntando como pode o Botín ser o mais antigo restaurante do mundo, já que o Procope data de 1686. O garçom prontamente lhe explicará. O Botín é o mais antigo sem interrupção de seus serviços. O Procope sucumbiu à concorrência e faliu em 1874, só voltando a funcionar algumas décadas depois.

Adoro esses três restaurantes, mas meu predileto é o café El Oriente, frente ao Palácio Real. O café tem esse nome por oposição ao palácio, que fica no Ocidente. Colunatas de mármore, mesas idem, cadeiras forradas de veludo vermelho e uma iluminação macia que convida à leitura e à boa charla. Mas o melhor está embaixo, no restaurante propriamente dito, uma cave de um mosteiro do século XVII. Tem três salas, uma bastante grande e duas menores. Numa destas duas, el Rey costuma receber estadistas. Se você quiser comer na mesa em que come o rei da Espanha, problema algum. Basta reservá-la. A única exigência é que você esteja acompanhado por três ou quatro pessoas, que a mesa comporta seis. Preços? Não são exatamente palatáveis, mas nada que um operário espanhol não possa permitir-se uma vez por mês.

Sem ser exatamente um defensor da monarquia, não me desagrada partilhar da real bona-xira algumas vezes ao ano. Na Espanha, estive também em outros restaurantes freqüentados pela realeza e gostei de constatar que seus cardápios estavam ao alcance do bolso de plebeus. E se alguém pensa que isto é conquista da atual Espanha, em muito se engana. Conheço a Espanha desde 1971, quatro anos antes da morte de Franco. Mesmo sob a ditadura, os espanhóis gozavam da mesma boa vida de hoje.

Viajar, dizia, é bom. Mas melhor mesmo é viajar sem roteiro ou obrigação alguma.

... só mesmo viajar sem compromissos de turista. Marujo de primeira viagem que chega a Paris tem de fazer a via sacra: Louvre, d’Orsay, Pompidou, Champs-Elysées, Opera, Arco do Triunfo, Montmartre, Notre Dame, torre Eiffel. Você pode até mesmo não subir, mas terá de no mínimo de dar uma olhadela na dama de ferro. De minha parte, acho que levei uns trinta anos para decidir-me a subir na torre. Quando vivia em Paris, sempre me pareceu de uma vulgaridade extrema, um lugar comum abominável, subir na torre Eiffel. Alguns anos mais tarde, concluí que era preconceito meu. Juntei minha Baixinha sob o braço e fomos até lá, dispostos a cumprir o ritual de milhões de turistas. Não deu. Havia filas de mais de duas horas em três patas da torre. Na quarta pata, destinada aos atletas que topavam subir a pé, havia pelo menos quatrocentas pessoas. Claro que não subimos. Anos mais tarde, viajando com minha filha, levei-a até a torre, com o devido alerta de que para nela subir seriam necessárias boas horas em pé na fila. Milagre dos milagres, naquele dia as filas estavam curtas. Foi assim que, visitando Paris quase todos os anos, só depois de uns 30 subi na torre Eiffel, quase por acaso.

Nesta viagem, meu descompromisso com monumentos foi total. Verdade que acabamos sempre tropeçando neles, ou Paris não seria Paris. Desta vez, dediquei-me a meu esporte predileto, a visita a livrarias, bares e restaurantes. Fiquei quase todo tempo no miolo da cidade, raramente me afastando além de um quilômetro da Notre Dame. Para a torre Eiffel só fiz um vago aceno, e isso de muito longe. Montmartre nem pensar. D’Orsay e Louvre, só de passagem rumo a algum boteco. Me afastei um pouco, é verdade, para mostrar a minhas companheiras de viagem La Défense, esta Paris insólita e com ares de Nova York. Fora isso, não arredei pé do centro da cidade.

De cara, um choque: a P.U.F., aquela acolhedora e farta livraria da Place de la Sorbonne, com cinco andares de livros, não existe mais. Eu, que adorava sentar-me na terrasse do bar contíguo, paquerando os últimos lançamentos na vitrine enquanto degustava uma Leffe, perdi um de meus prazeres na Lutécia. Na esquina, agora existe uma loja de confecções baratas. Se bem que o fim de uma livraria não faz nem mossa na cidade. Paris oferece ainda mais de quatro centenas. Mais as FNACs, megamagazines dedicados à música, livros e eletrônicos. Em matéria de livros, CDs e DVDs, a quantidade é tal que chega a assustar o cliente. Melhor ir logo às estantes especializadas, escolher o que se quer e fugir às pressas das tentações das compras por impulso. Sem falar que livro pesa na volta.

Quanto a bares e restaurantes, Paris parece sempre a mesma. Quando a visito, posso me dar ao luxo de eleger casas com mais de século. Lá estão, imutáveis, como se o tempo não tivesse passado, o Dôme, Deux Magots, la Rotonde, cafés sempre charmosos mas que prefiro evitar, por demais turísticos. Mesmo assim, tentei o Deux Magots, numa tarde de sábado ensolarada. Mesa na terrasse, só com milagre. Dentro do café, só com muita sorte. No Chez Lipp, em frente ao Deux Magots, só com hora e meia de espera. Dura é a luta pela comida em Paris. Melhor tentar o Procope, fundado em 1686 e tido como o mais antigo café do mundo. Foi freqüentado por La Fontaine, Molière, Racine, Rousseau, Voltaire, Diderot, d’Alembert e demais enciclopedistas, Balzac, Victor Hugo, Verlaine, George Sand, Anatole France. Nele, Benjamin Franklin trabalhou na redação da declaração de independência dos Estados Unidos. Numa vitrine, há um chapéu de Napoleão Bonaparte, que o teria deixado como garantia de uma dívida. Instalado em uma antiga casa de banhos turca, tem interiores belíssimos e – surpresa! – cardápio com preços relativamente humanos, pelo menos para Paris, onde você pode comer bem por algo em torno de 20 euros, vinho à parte. Restaurantes de São Paulo, com menos de 50 anos de idade, freqüentados por gente da laia de Sarney, Delfim Netto, José Dirceu ou Marta Suplicy, cobram cinco vezes mais que isso.

Ali por perto, no mercado Saint Michel, está o sempre refinado Aux Charpentiers, restaurante ligado ao movimento Compagnonnage e reputado por sua cuisine du terroir, isto é, cozinha das diversas regiões da França. Refestelei-me em seus boudins e andouilletes, sabores que me faltam no Brasil. Freqüento estas casas há mais de três décadas e são sempre iguais. Neles só mudam os preços e os garçons. É de supor-se que desde séculos tenham a mesma configuração e esta é a magia das capitais européias, a sensação de transportarmo-nos para séculos passados ao entrar em um restaurante. São Paulo pode ter quatrocentos anos, mas aqui só resta um restaurante com mais de cem anos, o Carlino, e assim mesmo em instalações recentes.

Se Paris me agrada, Madri me fascina. Lá também estive, sem compromisso algum com monumentos. Me dediquei a revisitar os cafés e restaurantes onde um dia fui feliz. Eles estão todos concentrados em um quadrilátero relativamente pequeno, que se pode percorrer a pé numa noite sem maiores esforços. Isto gera um hábito muito madrilenho, o de tomar alguns tragos em uma tasca, outros em outras e ir assim de bar em bar, até o momento de finalmente sentar em algum restaurante para comer. Difícil conceber os madriles sentados à noite frente a uma televisão. Estão todos na rua, celebrando o bom vinho e a boa comida.

Pelo Prado, só passei rumo ao Gijón, secular café literário do Paseo de Recoletos. Em meus dias de Madri, este café impediu-me qualquer visita à Biblioteca Nacional. Sempre que me dirigia à biblioteca, do outro lado da Recoletos, o café, com suas mesas de mármore, me convidava a uma pausa. E como sempre estava cercado de colegas de curso, nossas tertúlias se prolongavam até las nueve de la tarde, como dizem os madriles, quando qualquer esforço de leitura seria vão. Além disso, na biblioteca tinha-se de esperar mais de hora por uma comunicação. No Gijón, a comunicação com o garçom era quase imediata. Senti uma falta terrível de Madri quando estive em Nova York. Lá, mal pedia uma cerveja, a garçonete me perguntava: “Só?”. E já vinha com a conta em punho. No Gijón, quando pensava em levantar o traseiro após duas ou três horas de boa charla, o garçom perguntava, surpreso: “Já?”

A uns cem metros do Gijón, o esplêndido El Espejo, cujos candelabros se refletem ao infinito por um jogo de espelhos justapostos. Frente ao restaurante, seu pavilhão no centro do Paseo de Recoletos, também belíssimo. Ou seja, num trecho de menos de trezentos metros, você tem programa para muitos dias de Madri. Isso sem falar no Sobrino de Botín, que se pretende o restaurante mais antigo do mundo. Data de 1725 e tem dois pratos que se impõem a qualquer outra escolha: o cochinillo e o cordero lechal. O cochinillo é um leitãozinho de pouco mais de vinte dias, cuja carne se desmancha na boca. O lechal é igualmente tenro. Se o leitor é pessoa atenta, já estará se perguntando como pode o Botín ser o mais antigo restaurante do mundo, já que o Procope data de 1686. O garçom prontamente lhe explicará. O Botín é o mais antigo sem interrupção de seus serviços. O Procope sucumbiu à concorrência e faliu em 1874, só voltando a funcionar algumas décadas depois.

Adoro esses três restaurantes, mas meu predileto é o café El Oriente, frente ao Palácio Real. O café tem esse nome por oposição ao palácio, que fica no Ocidente. Colunatas de mármore, mesas idem, cadeiras forradas de veludo vermelho e uma iluminação macia que convida à leitura e à boa charla. Mas o melhor está embaixo, no restaurante propriamente dito, uma cave de um mosteiro do século XVII. Tem três salas, uma bastante grande e duas menores. Numa destas duas, el Rey costuma receber estadistas. Se você quiser comer na mesa em que come o rei da Espanha, problema algum. Basta reservá-la. A única exigência é que você esteja acompanhado por três ou quatro pessoas, que a mesa comporta seis. Preços? Não são exatamente palatáveis, mas nada que um operário espanhol não possa permitir-se uma vez por mês.

Sem ser exatamente um defensor da monarquia, não me desagrada partilhar da real bona-xira algumas vezes ao ano. Na Espanha, estive também em outros restaurantes freqüentados pela realeza e gostei de constatar que seus cardápios estavam ao alcance do bolso de plebeus. E se alguém pensa que isto é conquista da atual Espanha, em muito se engana. Conheço a Espanha desde 1971, quatro anos antes da morte de Franco. Mesmo sob a ditadura, os espanhóis gozavam da mesma boa vida de hoje.

Viajar, dizia, é bom. Mas melhor mesmo é viajar sem roteiro ou obrigação alguma.

Janer Cristaldo

O escritor e jornalista Janer Cristaldo nasceu em Santana do Livramento, Rio Grande do Sul. Formou-se em Direito e Filosofia e doutorou-se em Letras Francesas e Comparadas pela Université de la Sorbonne Nouvelle (Paris III). Morou na Suécia, França e Espanha. Lecionou Literatura Comparada e Brasileira na Universidade Federal de Santa Catarina e trabalhou como redator de Internacional nos jornais Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo. Faleceu no dia 18 de Outubro de 2014.

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