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21 Jan 2007

Revolução Legal na Venezuela

Escrito por 
Esse negócio não poderá acabar bem. Será um banho de sangue. Quem dará o primeiro tiro? Quando começará o festim diabólico?

O Poder Legislativo da Venezuela aprovou, em primeira votação, a concessão de poderes discricionários a Hugo Chávez, que se tornou o primeiro ditador “eleito” do século XXI. A Venezuela vive a plenitude de um regime totalitário, mantendo as aparências de legalidade. A importância desse fato seria menor se as conseqüências para toda a América do Sul não fossem imediatas e carregadas de grande perigo.

Chávez não está para brincadeira. Seu tom de voz com a imprensa e os pares governantes de outros países vizinhos mudou para pior. Nota-se que está inflado, cioso de seu poder ditatorial e da magnitude dos recursos materiais e bélicos de que pode se valer. Empavonou-se com os plenos poderes. O pito que deu em Marco Aurélio Garcia cobriu de ridículo não apenas o embaixador plenipotenciário do governo brasileiro, mas também o próprio presidente Lula. Isso tendo como palco o Rio de Janeiro, sede do encontro das autoridades do Mercosul. A Nação brasileira foi humilhada, por menos que eu goste de Lula e do seu embaixador.

Chávez foi ainda mais indelicado ao afirmar que ingressou no Mercosul para descontaminar a "contaminação mortal do neoliberalismo e do imperialismo" de que a entidade estaria supostamente tomada. Como não houve nenhuma mudança de poder nos países membros nos últimos tempos deve-se concluir que ele se referia aos presidentes que estavam presente ao encontros. Consumou-se uma descortesia agressiva, cuja mensagem é muito simples: aqui mando eu.

O silêncio de Lula e das demais autoridades brasileiras mostrou uma subserviência canina ao ditador venezuelano.

Esse fato sozinho mostra que Hugo Chávez arvorou-se em líder da revolução socialista ora em marcha no Continente. E que não dividirá o poder com ninguém. A partir da Venezuela quer dominar tudo e confrontar o poder global dos EUA. E, ainda pior, aliando-se aos maiores inimigos daquele país, a começar pelo Irã. Esse pequeno Hitler está mexendo com forças que não compreende e não consegue avaliar o poder destrutivo que pode pôr em marcha. Poderá provocar guerras em larga escala por aqui.

Confirma-se plenamente o que se esperava dos preparativos feitos por décadas no âmbito do Foro de São Paulo. O que eu não esperava de fato é que os revolucionários brasileiros, membros do FSP, deixassem-se liderar pela figura ridícula de Chávez. É escandaloso o que se passa. As esquerdas nacionais, comandadas desde fora do país durante décadas, na verdade desde a sua fundação, não perderam sua tendência de se manter subalternas a estrangeiros. Antes pelo menos era a Rússia, aspirante a comandar o mundo, que mandava. Agora é esse cavalheiro de triste figura.

Esse negócio não poderá acabar bem. Será um banho de sangue. Quem dará o primeiro tiro? Quando começará o festim diabólico?

O Poder Legislativo da Venezuela aprovou, em primeira votação, a concessão de poderes discricionários a Hugo Chávez, que se tornou o primeiro ditador “eleito” do século XXI. A Venezuela vive a plenitude de um regime totalitário, mantendo as aparências de legalidade. A importância desse fato seria menor se as conseqüências para toda a América do Sul não fossem imediatas e carregadas de grande perigo.

Chávez não está para brincadeira. Seu tom de voz com a imprensa e os pares governantes de outros países vizinhos mudou para pior. Nota-se que está inflado, cioso de seu poder ditatorial e da magnitude dos recursos materiais e bélicos de que pode se valer. Empavonou-se com os plenos poderes. O pito que deu em Marco Aurélio Garcia cobriu de ridículo não apenas o embaixador plenipotenciário do governo brasileiro, mas também o próprio presidente Lula. Isso tendo como palco o Rio de Janeiro, sede do encontro das autoridades do Mercosul. A Nação brasileira foi humilhada, por menos que eu goste de Lula e do seu embaixador.

Chávez foi ainda mais indelicado ao afirmar que ingressou no Mercosul para descontaminar a "contaminação mortal do neoliberalismo e do imperialismo" de que a entidade estaria supostamente tomada. Como não houve nenhuma mudança de poder nos países membros nos últimos tempos deve-se concluir que ele se referia aos presidentes que estavam presente ao encontros. Consumou-se uma descortesia agressiva, cuja mensagem é muito simples: aqui mando eu.

O silêncio de Lula e das demais autoridades brasileiras mostrou uma subserviência canina ao ditador venezuelano.

Esse fato sozinho mostra que Hugo Chávez arvorou-se em líder da revolução socialista ora em marcha no Continente. E que não dividirá o poder com ninguém. A partir da Venezuela quer dominar tudo e confrontar o poder global dos EUA. E, ainda pior, aliando-se aos maiores inimigos daquele país, a começar pelo Irã. Esse pequeno Hitler está mexendo com forças que não compreende e não consegue avaliar o poder destrutivo que pode pôr em marcha. Poderá provocar guerras em larga escala por aqui.

Confirma-se plenamente o que se esperava dos preparativos feitos por décadas no âmbito do Foro de São Paulo. O que eu não esperava de fato é que os revolucionários brasileiros, membros do FSP, deixassem-se liderar pela figura ridícula de Chávez. É escandaloso o que se passa. As esquerdas nacionais, comandadas desde fora do país durante décadas, na verdade desde a sua fundação, não perderam sua tendência de se manter subalternas a estrangeiros. Antes pelo menos era a Rússia, aspirante a comandar o mundo, que mandava. Agora é esse cavalheiro de triste figura.

Esse negócio não poderá acabar bem. Será um banho de sangue. Quem dará o primeiro tiro? Quando começará o festim diabólico?

José Nivaldo Cordeiro

José Nivaldo Cordeiro é economista e mestre em Administração de Empresas na FGV-SP. Cristão, liberal e democrata, acredita que o papel do Estado deve se cingir a garantia da ordem pública. Professa a idéia de que a liberdade, a riqueza e a prosperidade devem ser conquistadas mediante esforço pessoal, afastando coletivismos e a intervenção estatal nas vidas dos cidadãos.

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