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17 Jan 2007

Toscas Reflexões

Escrito por 
Nossa mídia, anti-americana até a medula, mostra o tempo todo imagens das ruínas de Bagdá, mas, até o momento, não mostrou a lista das armas químicas encontradas no Iraque. Por que será?

A vida em sociedade, com suas regras não escritas, é algo que fascina este missivista já há algum tempo. No final das contas, o que nós chamamos de comunidade humana nada mais é que um emaranhado de relações subjetivamente tecidas com vistas a abarcar relações e situações objetivamente percebidas. Dentre estas inúmeras relações humanas, uma que aqui no bojo destas linhas gostaríamos de destacar seria a da moralidade, enquanto uma instituição social edificada no interstício destas relações.

O filósofo alemão Athur Schopenhauer, se indagava com grande freqüência sobre este tema. Perguntava ele: “Como é possível que o sofrimento que nem é meu e nem me interessa me afete de imediato como se fosse meu e com a força tal a ponto de impelir-me à ação?” A essa atitude fundamentalmente humana, o referido filósofo atribuía a alcunha de “consciência metafísica”, ou seja, em situações extremas, em momentos de sofrimento intenso de uma pessoa conhecida ou desconhecida e, muitas vezes socialmente insignificante para o nosso grupo social, nós nos vemos, nos reconhecemos nesta imagem e nos percebemos como tendo uma unidade intrínseca com esse indivíduo que, se não estivesse naquela dada situação, nada significaria para nós.

Esta profunda empatia para com a dor daquele que até então não existia socialmente para nós, faz-nos ter a sensação de que não somos apenas uma pequena ilha existencial perdida no meio do oceano da vida, mas sim, que, de certo modo, nós somos parte de um grande continente chamado humanidade.

Todavia, no cenário hodierno, cremos ser extremamente relevante refletirmos sobre os uso dolosos que são feitos desta característica humana, em especial, quanto são utilizadas imagens deste gênero para ilustrar debates que deveriam ter um mínimo grau de racionalidade e uma boa dose de razoabilidade.

Exemplo disso é o modo como as notícias de um modo geral são apresentadas nos veículos de comunicação e, de um modo particular, as notícias que se referem a determinados fatos extremados como a ocupação Estadunidense do Iraque, onde imagens de situações extremas são utilizadas para desfocar os assuntos em questão e, deste modo, desvirtuando qualquer tentativa de reflexão séria.

Um primeiro ponto que destacaríamos neste caso é o discurso dos pacifistas que, adotam a postura anti-conflitos como uma categoria absoluta, idealizando relações que não existem no mundo atual e que nunca existiram em toda história universal. Idealismo este edificado sobre as chocantes imagens selecionadas e editadas pela mídia televisiva sobre o conflito. Ora, aí cabe algumas observações. Primeiro, no cenário internacional os USA não são a única força a atuar em defesa de seus interesses e, por isso, a defesa de ideal de um mundo sem guerras (em especial, a do Iraque), beneficia a quem? Segundo, já pararam para refletir sobre os grupos que se opuseram ao referido conflito? Alias, quanto a ONU, você sabia que a maioria absoluta dos países membros, são governados por regimes ditatoriais e que, 60 deles, são islâmicos? Sabendo disso, creio que não teríamos nem que indagar o porque da oposição desta organização medonha contra o destronamento de Hussein.

E mais, a ONU vinha a 10 anos enrolando o mundo, dizendo que estava tentando resolver o problema do Iraque pacificamente, mas que, na verdade seus burocratas estavam mesmo a encher as burras com os recursos oriundos do programa PETRÓLEO POR COMIDA. E mais. Nossa mídia, anti-americana até a medula, mostra o tempo todo imagens das ruínas de Bagdá, mas, até o momento, não mostrou a lista (presente no site do Pentágono) das armas químicas encontradas no Iraque. Por que será?

Não é uma questão de formularmos um texto que crie uma imagem em nossas mentes para que adotemos uma determinada postura, pois, tal atitude, é impensada e irrefletida já que é assim que se manifesta a “consciência metafísica” que neste cenário midiático vê-se mutilada e flagelada. Mas sim de refletirmos sobre essas informações e assim procurarmos novas fontes para podermos realmente constatarmos a magnitude do drama humano ocultado pelas lentes.

Todavia, como a sociedade brasileira não é afeita desta prática (estudo e reflexão) então, partilho aqui a seguinte indagação sobre esta “pia” organização: se a ONU, esta organização “humanitária” é tão preocupada com o drama humano, por que em seu quadro de burocratas, mais e mais tem surgido denúncias contra seus funcionários de estarem molestando sexualmente crianças de campos de refugiados? Claro que, tal notícia não é vinculada no Jornal Nacional ou em qualquer outro veículo de desinformação televisivo, mas, isso não significa que tais práticas não esteja sendo feitas só porque você não foi sensibilizado por nenhuma imagem.

A vida em sociedade, com suas regras não escritas, é algo que fascina este missivista já há algum tempo. No final das contas, o que nós chamamos de comunidade humana nada mais é que um emaranhado de relações subjetivamente tecidas com vistas a abarcar relações e situações objetivamente percebidas. Dentre estas inúmeras relações humanas, uma que aqui no bojo destas linhas gostaríamos de destacar seria a da moralidade, enquanto uma instituição social edificada no interstício destas relações.

O filósofo alemão Athur Schopenhauer, se indagava com grande freqüência sobre este tema. Perguntava ele: “Como é possível que o sofrimento que nem é meu e nem me interessa me afete de imediato como se fosse meu e com a força tal a ponto de impelir-me à ação?” A essa atitude fundamentalmente humana, o referido filósofo atribuía a alcunha de “consciência metafísica”, ou seja, em situações extremas, em momentos de sofrimento intenso de uma pessoa conhecida ou desconhecida e, muitas vezes socialmente insignificante para o nosso grupo social, nós nos vemos, nos reconhecemos nesta imagem e nos percebemos como tendo uma unidade intrínseca com esse indivíduo que, se não estivesse naquela dada situação, nada significaria para nós.

Esta profunda empatia para com a dor daquele que até então não existia socialmente para nós, faz-nos ter a sensação de que não somos apenas uma pequena ilha existencial perdida no meio do oceano da vida, mas sim, que, de certo modo, nós somos parte de um grande continente chamado humanidade.

Todavia, no cenário hodierno, cremos ser extremamente relevante refletirmos sobre os uso dolosos que são feitos desta característica humana, em especial, quanto são utilizadas imagens deste gênero para ilustrar debates que deveriam ter um mínimo grau de racionalidade e uma boa dose de razoabilidade.

Exemplo disso é o modo como as notícias de um modo geral são apresentadas nos veículos de comunicação e, de um modo particular, as notícias que se referem a determinados fatos extremados como a ocupação Estadunidense do Iraque, onde imagens de situações extremas são utilizadas para desfocar os assuntos em questão e, deste modo, desvirtuando qualquer tentativa de reflexão séria.

Um primeiro ponto que destacaríamos neste caso é o discurso dos pacifistas que, adotam a postura anti-conflitos como uma categoria absoluta, idealizando relações que não existem no mundo atual e que nunca existiram em toda história universal. Idealismo este edificado sobre as chocantes imagens selecionadas e editadas pela mídia televisiva sobre o conflito. Ora, aí cabe algumas observações. Primeiro, no cenário internacional os USA não são a única força a atuar em defesa de seus interesses e, por isso, a defesa de ideal de um mundo sem guerras (em especial, a do Iraque), beneficia a quem? Segundo, já pararam para refletir sobre os grupos que se opuseram ao referido conflito? Alias, quanto a ONU, você sabia que a maioria absoluta dos países membros, são governados por regimes ditatoriais e que, 60 deles, são islâmicos? Sabendo disso, creio que não teríamos nem que indagar o porque da oposição desta organização medonha contra o destronamento de Hussein.

E mais, a ONU vinha a 10 anos enrolando o mundo, dizendo que estava tentando resolver o problema do Iraque pacificamente, mas que, na verdade seus burocratas estavam mesmo a encher as burras com os recursos oriundos do programa PETRÓLEO POR COMIDA. E mais. Nossa mídia, anti-americana até a medula, mostra o tempo todo imagens das ruínas de Bagdá, mas, até o momento, não mostrou a lista (presente no site do Pentágono) das armas químicas encontradas no Iraque. Por que será?

Não é uma questão de formularmos um texto que crie uma imagem em nossas mentes para que adotemos uma determinada postura, pois, tal atitude, é impensada e irrefletida já que é assim que se manifesta a “consciência metafísica” que neste cenário midiático vê-se mutilada e flagelada. Mas sim de refletirmos sobre essas informações e assim procurarmos novas fontes para podermos realmente constatarmos a magnitude do drama humano ocultado pelas lentes.

Todavia, como a sociedade brasileira não é afeita desta prática (estudo e reflexão) então, partilho aqui a seguinte indagação sobre esta “pia” organização: se a ONU, esta organização “humanitária” é tão preocupada com o drama humano, por que em seu quadro de burocratas, mais e mais tem surgido denúncias contra seus funcionários de estarem molestando sexualmente crianças de campos de refugiados? Claro que, tal notícia não é vinculada no Jornal Nacional ou em qualquer outro veículo de desinformação televisivo, mas, isso não significa que tais práticas não esteja sendo feitas só porque você não foi sensibilizado por nenhuma imagem.

Dartagnan Zanela

Professor e ensaísta. Autor dos livros Sofia Perennis, O Ponto Arquimédico, A Boa Luta, In Foro Conscientiae e Nas Mãos de Cronos – ensaios sociológicos.

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