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29 Nov 2006

Hit Me!

Escrito por 
Espero que ao se abrirem as cortinas dos novos Senado, Câmara e bi-Lula, apareçam os “soul men” da política, aqueles cheios de “soul power” que colocarão o Brasil no Hall of Fame da educação, da ética e do desenvolvimento.

Tive a felicidade de assistir ao DVD que havia comprado semana passada daquele que é conhecido por “Soul Man”. Sensacional! É um show na The House of Blues do Mandalay Bay Hotel em Las Vegas. De início o apresentador avisou: “The House of Blues proudly presents: the Godfather of Soul”, e então se abriram as cortinas e as luzes brilharam recebendo a figura lendária, todo de azul cravejado de brilhantes, responsável pela revolução do gospel e do rhythm and blues para o soul e o funk, sendo que este foi invenção creditada a ele; James Brown!

“Papa, two, three, hit me!” e começa o show do cantor, músico, compositor e produtor musical, à época, 1999, com 63 anos e muita energia. “Get up offa that thing and dance as you feel better”, ateou fogo na galera já no primeiro acorde. Com suas belas crooners, carinhosamente chamadas de bittersweets, Brown canta, dança, toca bateria, harmônica, teclado, brinca com o público e põe abaixo o teatro. O palco é pequeno para o talento daquele que é conhecido por suas performances e que nas décadas de 1960 e 1970 participava ativamente da política norte-americana em favor dos pobres e dos negros.

Mais: Gonna have a funky good time, Popcorn, I got the feeling, Papa’s got a brand new bag, Funk a roll, Payback, Soul power e Papa don’t take a mess. Sobre o orgulho de ser norte-americano cantou: “super highways, coast to coast, easy to get anywhere” – já pensou se morasse no Brasil com essas estradas esburacadas? – “living in America, hand to hand, across the nation”, e lembrou Max Weber em sua Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo sobre o valor do trabalho: “but everybody's working overtime. Living in America, got to have a celebration. Rock my soul!” Essa tocou no filme Rocky IV, em 1995, lembra?

O membro ilustre do Rock and Roll Hall of Fame também apavorou com “love me tender, love me slow, if that don’t get it, come back for more”, Try me, Sex machine e “Georgia, oh Georgia. No place I find just an old sweet song. Sweet Georgia on my mind. I love you Georgia, oh Georgia”. Com “I fell good” a galera foi ao delírio!

Por pouco mais de uma hora e vinte minutos esqueci da política brasileira, dos desmandos, escândalos, do peculato, roubo, mensalão, propina. A maioria dos políticos mente tanto que acorrenta os eleitores em uma espécie de camisa-de-força mental e os deixam solitários na escuridão das negociatas. Aos cativos James Brown cantou: “alone from night to night you find me too weak to break the chains that bind me”. Mas depois mostrou a luz: “if I ruled the world every man and every woman would be as free as a bird, and every voice would be a voice to be heard”. James Brown 2010!

Espero que ao se abrirem as cortinas dos novos Senado, Câmara e bi-Lula, apareçam os “soul men” da política, aqueles cheios de “soul power” que colocarão o Brasil no Hall of Fame da educação, da ética e do desenvolvimento. Que se preocupem também com os pobres que sofrem preconceito. Que ao se abrirem as cortinas deste novo momento político em Brasília alguém com saúde mental perfeita grite bem alto: Hit me!

Tive a felicidade de assistir ao DVD que havia comprado semana passada daquele que é conhecido por “Soul Man”. Sensacional! É um show na The House of Blues do Mandalay Bay Hotel em Las Vegas. De início o apresentador avisou: “The House of Blues proudly presents: the Godfather of Soul”, e então se abriram as cortinas e as luzes brilharam recebendo a figura lendária, todo de azul cravejado de brilhantes, responsável pela revolução do gospel e do rhythm and blues para o soul e o funk, sendo que este foi invenção creditada a ele; James Brown!

“Papa, two, three, hit me!” e começa o show do cantor, músico, compositor e produtor musical, à época, 1999, com 63 anos e muita energia. “Get up offa that thing and dance as you feel better”, ateou fogo na galera já no primeiro acorde. Com suas belas crooners, carinhosamente chamadas de bittersweets, Brown canta, dança, toca bateria, harmônica, teclado, brinca com o público e põe abaixo o teatro. O palco é pequeno para o talento daquele que é conhecido por suas performances e que nas décadas de 1960 e 1970 participava ativamente da política norte-americana em favor dos pobres e dos negros.

Mais: Gonna have a funky good time, Popcorn, I got the feeling, Papa’s got a brand new bag, Funk a roll, Payback, Soul power e Papa don’t take a mess. Sobre o orgulho de ser norte-americano cantou: “super highways, coast to coast, easy to get anywhere” – já pensou se morasse no Brasil com essas estradas esburacadas? – “living in America, hand to hand, across the nation”, e lembrou Max Weber em sua Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo sobre o valor do trabalho: “but everybody's working overtime. Living in America, got to have a celebration. Rock my soul!” Essa tocou no filme Rocky IV, em 1995, lembra?

O membro ilustre do Rock and Roll Hall of Fame também apavorou com “love me tender, love me slow, if that don’t get it, come back for more”, Try me, Sex machine e “Georgia, oh Georgia. No place I find just an old sweet song. Sweet Georgia on my mind. I love you Georgia, oh Georgia”. Com “I fell good” a galera foi ao delírio!

Por pouco mais de uma hora e vinte minutos esqueci da política brasileira, dos desmandos, escândalos, do peculato, roubo, mensalão, propina. A maioria dos políticos mente tanto que acorrenta os eleitores em uma espécie de camisa-de-força mental e os deixam solitários na escuridão das negociatas. Aos cativos James Brown cantou: “alone from night to night you find me too weak to break the chains that bind me”. Mas depois mostrou a luz: “if I ruled the world every man and every woman would be as free as a bird, and every voice would be a voice to be heard”. James Brown 2010!

Espero que ao se abrirem as cortinas dos novos Senado, Câmara e bi-Lula, apareçam os “soul men” da política, aqueles cheios de “soul power” que colocarão o Brasil no Hall of Fame da educação, da ética e do desenvolvimento. Que se preocupem também com os pobres que sofrem preconceito. Que ao se abrirem as cortinas deste novo momento político em Brasília alguém com saúde mental perfeita grite bem alto: Hit me!

André Plácido

André Arruda Plácido nasceu em Pirajuí (SP) e é cidadão português. Reside em Londrina (PR) onde graduou-se em Relações Públicas e Teologia. Em Bauru (SP) concluiu o curso de Jornalismo. Fez especialização em Comunicação e Liderança em Missões Mundiais pelo Haggai Institute em Cingapura. É professor de comunicação, poeta, radialista, cronista e fotógrafo.

Website.: fotologue.jp/andrearrudaplacido
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