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01 Out 2006

A Herança Maldita do PT

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Um segundo mandato da “quadrilha” daria aos seus integrantes o domínio total sobre a sociedade. Emergiria com maior clareza a ditadura do PT, porque prevaleceria de forma ainda mais acentuada do que agora, o Poder Executivo.

A campanha mais sem graça da história tornou-se, nestes dias que antecedem a votação, também a mais tensa. Como naquela sensação que precede uma tempestade, a inquietude tomou conta das pessoas de bem. Nestas a esperança se mescla ao medo, pois têm consciência do que ocorrerá se nas urnas for consagrado novamente o governo cujo partido se pretendeu o único ético, e que ao alcançar o cargo mais alto da República se tornou o mais corrupto de que se tem notícia. Corre-se o risco da consagração da herança maldita do próprio PT e, nesse sentido, façamos um exercício de futurologia para compreender melhor o que aconteceria caso Luiz Inácio fosse reeleito:

Um segundo mandato da “quadrilha” daria aos seus integrantes o domínio total sobre a sociedade. Emergiria com maior clareza a ditadura do PT, porque prevaleceria de forma ainda mais acentuada do que agora, o Poder Executivo.

O Congresso não precisaria ser fechado, conforme a tradição ditatorial, mas continuaria sendo anulado pela compra de parlamentares. Mensaleiros, sanguessugas, e quem sabe outras espécies daninhas à democracia, votariam, conforme costume, sob a batuta de José Dirceu devidamente reabilitado.

A Justiça seguiria submissa à vontade do dono, expressa no Supremo Tribunal Federal, na inibição das ações da Polícia Federal. Aos companheiros tudo continuaria permitido. Aos inimigos, a lei, os processos, as prisões.

Parte da Igreja, prudentemente calada, continuaria a apoiar a inoperância dos programas sociais, o descumprimento das promessas feitas. Afinal, o PT não deixa de ser o filho dileto da Ecclesia e ela sempre o abençoará.

Tasso Genro consumaria a união dos partidos em torno do chefe, o que equivaleria a jogar uma pá de cal na bem comportada oposição Se não existe oposição, tão pouco prevalece a democracia, que continuaria a existir apenas na farsa das “oposições responsáveis”, quer dizer, dóceis, amestradas, coniventes com o poder centralizado.

Entidades de classe, que no passado tiveram ação política marcante, continuariam omissas. E a imprensa, comprada ou amordaçada, seria um pálido simulacro do Quarto Poder.

A vitória da ignorância sobre a razão, da indiferença sobre a consciência, mostraria que em vez de cultura cívica nosso país possui uma cultura cínica, pois a maioria dos eleitores chancelaria com seu voto a depravação da política. Tal indiferença com relação a imoralidade pública refletiria o que somos enquanto nação.

Ao que tudo indica, o crescimento econômico continuaria pífio sob o governo daquele que muitas vezes prometeu o espetáculo do crescimento, mas jogou o Brasil na rabeira, inclusive, dos países latino-americanos.

Por fim, haveria o maior engodo da história: o povo votaria no pai Lula e seria governado por Hugo Chávez, o todo-poderoso comandante das esquerdas latino-americanas. Viraríamos de vez uma monumental República das Bananas, com direito a expropriações por parte de Evo Morales e chacotas de Kirchner que parece ver no colega Luiz Inácio uma piada viva. Sem falar na China que vem se divertindo conosco depois que o governo do PT abriu as portas a essa grande “nação amiga”.

Se as pessoas de bem que existem no Brasil forem em número insuficiente, prevalecerá mais uma vez nessa eleição a cara de Luiz Inácio, identificada com a cara do povo como ele mesmo disse. Mas o correto seria afirmar que a plebe tem a cara desse presidente, na medida em que o termo plebe traduz o que há de negativo no conceito de povo.

Num segundo mandato a propaganda enganosa continuaria a cumprir seu objetivo de anestesiar qualquer manifestação de clarividência popular e o PT seguiria com seu plano de manutenção do poder, que é no mínimo de trinta anos. Afinal, como abrir mão das delícias da corte, das viagens maravilhosas, do luxo que desfruta o pobre operário, sua mulher, sua família, seus companheiros? Não dá para perder tanto.

Dotado de coração magnânimo, de bondade infinita, o reeleito perdoaria seus companheiros mais íntimos, os quais chamou de “traidores”, “imbecis”, “insanos” “aloprados”, rompantes que não passaram de mais uma pantomima para convencer os otários de que ele nada sabe, nada vê e que não tem nada a ver com seu partido nem com seu governo. Uma vez reunida, a quadrilha jamais seria vencida.

O senhor Luiz Inácio não modificaria seu modo peculiar de governar fazendo churrascos, jogando partidas de futebol na Granja do Torto, viajando no confortável e luxuoso aerolula. E para movimentar mais o cenário político, quem sabe seu partido não pediria o impeachment retroativo de Fernando Henrique.

No próximo domingo as urnas mostrarão se existem brasileiros em número suficiente para evitar a herança maldita do PT. Então, saberemos se temos cara de povo ou de plebe.

A campanha mais sem graça da história tornou-se, nestes dias que antecedem a votação, também a mais tensa. Como naquela sensação que precede uma tempestade, a inquietude tomou conta das pessoas de bem. Nestas a esperança se mescla ao medo, pois têm consciência do que ocorrerá se nas urnas for consagrado novamente o governo cujo partido se pretendeu o único ético, e que ao alcançar o cargo mais alto da República se tornou o mais corrupto de que se tem notícia. Corre-se o risco da consagração da herança maldita do próprio PT e, nesse sentido, façamos um exercício de futurologia para compreender melhor o que aconteceria caso Luiz Inácio fosse reeleito:

Um segundo mandato da “quadrilha” daria aos seus integrantes o domínio total sobre a sociedade. Emergiria com maior clareza a ditadura do PT, porque prevaleceria de forma ainda mais acentuada do que agora, o Poder Executivo.

O Congresso não precisaria ser fechado, conforme a tradição ditatorial, mas continuaria sendo anulado pela compra de parlamentares. Mensaleiros, sanguessugas, e quem sabe outras espécies daninhas à democracia, votariam, conforme costume, sob a batuta de José Dirceu devidamente reabilitado.

A Justiça seguiria submissa à vontade do dono, expressa no Supremo Tribunal Federal, na inibição das ações da Polícia Federal. Aos companheiros tudo continuaria permitido. Aos inimigos, a lei, os processos, as prisões.

Parte da Igreja, prudentemente calada, continuaria a apoiar a inoperância dos programas sociais, o descumprimento das promessas feitas. Afinal, o PT não deixa de ser o filho dileto da Ecclesia e ela sempre o abençoará.

Tasso Genro consumaria a união dos partidos em torno do chefe, o que equivaleria a jogar uma pá de cal na bem comportada oposição Se não existe oposição, tão pouco prevalece a democracia, que continuaria a existir apenas na farsa das “oposições responsáveis”, quer dizer, dóceis, amestradas, coniventes com o poder centralizado.

Entidades de classe, que no passado tiveram ação política marcante, continuariam omissas. E a imprensa, comprada ou amordaçada, seria um pálido simulacro do Quarto Poder.

A vitória da ignorância sobre a razão, da indiferença sobre a consciência, mostraria que em vez de cultura cívica nosso país possui uma cultura cínica, pois a maioria dos eleitores chancelaria com seu voto a depravação da política. Tal indiferença com relação a imoralidade pública refletiria o que somos enquanto nação.

Ao que tudo indica, o crescimento econômico continuaria pífio sob o governo daquele que muitas vezes prometeu o espetáculo do crescimento, mas jogou o Brasil na rabeira, inclusive, dos países latino-americanos.

Por fim, haveria o maior engodo da história: o povo votaria no pai Lula e seria governado por Hugo Chávez, o todo-poderoso comandante das esquerdas latino-americanas. Viraríamos de vez uma monumental República das Bananas, com direito a expropriações por parte de Evo Morales e chacotas de Kirchner que parece ver no colega Luiz Inácio uma piada viva. Sem falar na China que vem se divertindo conosco depois que o governo do PT abriu as portas a essa grande “nação amiga”.

Se as pessoas de bem que existem no Brasil forem em número insuficiente, prevalecerá mais uma vez nessa eleição a cara de Luiz Inácio, identificada com a cara do povo como ele mesmo disse. Mas o correto seria afirmar que a plebe tem a cara desse presidente, na medida em que o termo plebe traduz o que há de negativo no conceito de povo.

Num segundo mandato a propaganda enganosa continuaria a cumprir seu objetivo de anestesiar qualquer manifestação de clarividência popular e o PT seguiria com seu plano de manutenção do poder, que é no mínimo de trinta anos. Afinal, como abrir mão das delícias da corte, das viagens maravilhosas, do luxo que desfruta o pobre operário, sua mulher, sua família, seus companheiros? Não dá para perder tanto.

Dotado de coração magnânimo, de bondade infinita, o reeleito perdoaria seus companheiros mais íntimos, os quais chamou de “traidores”, “imbecis”, “insanos” “aloprados”, rompantes que não passaram de mais uma pantomima para convencer os otários de que ele nada sabe, nada vê e que não tem nada a ver com seu partido nem com seu governo. Uma vez reunida, a quadrilha jamais seria vencida.

O senhor Luiz Inácio não modificaria seu modo peculiar de governar fazendo churrascos, jogando partidas de futebol na Granja do Torto, viajando no confortável e luxuoso aerolula. E para movimentar mais o cenário político, quem sabe seu partido não pediria o impeachment retroativo de Fernando Henrique.

No próximo domingo as urnas mostrarão se existem brasileiros em número suficiente para evitar a herança maldita do PT. Então, saberemos se temos cara de povo ou de plebe.

Maria Lúcia V. Barbosa

Graduada em Sociologia e Política e Administração Pública pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e especialista em Ciência Política pela UnB. É professora da Universidade Estadual de Londrina/PR. Articulista de vários jornais e sites brasileiros. É membro da Academia de Ciências, Artes e Letras de Londrina e premiada na área acadêmica com trabalhos como "Breve Ensaio sobre o Poder" e "A Favor de Nicolau Maquiavel Florentino".
E-mail: mlucia@sercomtel.com.br

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