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22 Set 2006

Apedeutas & Toscos

Escrito por 
O governo Lula é a maior expressão desta inversão de valores. Alojados nas benesses do Estado, atuam como se fossem donos da coisa pública, sem limites, locupletando-se com as vantagens que o poder pode proporcionar.

Em muitos países, os mandatários já são cientes de suas funções, responsabilidades e limites. Estes sabem que, enquanto governantes, servem ao povo, portanto, devem colocar-se a um patamar inferior a este. O povo está acima dos funcionários públicos, inclusive do Presidente, que está ali para servir. Devem atuar com transparência, lisura, bom senso, limites, responsabilidade, certos de estarem cumprindo um dever cívico com honradez perante seu país e povo. É só lembrar que foi possível Nixon se proteger mais como cidadão comum do que como Presidente.

O governo Lula é a maior expressão desta inversão de valores. Alojados nas benesses do Estado, atuam como se fossem donos da coisa pública, sem limites, locupletando-se com as vantagens que o poder pode proporcionar. Usam o poder público como se privado fosse, simbolizado na estrela vermelha nos jardins presidenciais.

Os casos de corrupção se avolumam de forma assustadora e remontam as administrações petistas municipais e estaduais do PT. Com o beneplácito de Lula, foi criada uma máfia, onde a corrupção segue e a dissimulação é sempre a saída encontrada. Assim foi desde os achaques de Waldomiro Diniz até a tentativa de compra de dossiês por Freud Godoy, passando por tantos escândalos que não caberiam neste artigo, como o pagamento das despesas de campanha de Lula em Caixa Dois para Duda Mendonça nas ilhas Cayman e a violação do sigilo bancário de um caseiro, ordenada pelo então Ministro da Fazenda, Antônio Palocci. O mais novo atingido pela mais recente das negociatas, operações e trapalhadas petistas é o seu presidente atual, Ricardo Berzoini, afastado da coordenação da campanha a reeleição.

Mesmo assim Lula continua com chances de vencer no primeiro turno.

Se Lula realmente for reeleito, especialmente no primeiro turno, terei certeza que existe algo de errado conosco, como povo. Acreditar na pirotecnia, nas promessas vagas, em bordões desconexos, emotivos e delirantes, como os de Heloísa Helena, por exemplo, é até natural em terras latino americanas, pois muitos políticos, em especial os de esquerda, sabem muito bem manipular a opinião alheia, em especial a tupiniquim. Entretanto, o fato é outro. O povo foi confrontado com desvios de conduta moral tão sérios, uma espécie de corrupção tão explícita, explicações tão inverossímeis e esfarrapadas, que ao reconduzirmos o principal beneficiário do esquema, Lula, estaremos sendo coniventes com seus crimes.

Alguns alegarão que as instituições assegurarão o cumprimento da lei. Não sejam ingênuos. Depois da chancela do povo para um segundo mandato, qualquer tentativa de retirar Lula do Planalto, mesmo que amparada pelo Direito Constitucional, emanada do Poder Judiciário e calcada em robustas provas, será chamada de golpe. Se isto acontecer, estaria aberto o caminho de uma séria ruptura institucional.

No livro “Viagens com o Presidente” dos jornalistas Eduardo Scolese e Leonencio Nossa pode-se encontrar a verdadeira personalidade de Lula. Ele realizou 423 viagens desde a posse até abril de 2006 – talvez por isso nunca saiba coisa alguma que se passa a sua volta. No relato percebe-se que Lula é uma pessoa sem instrução, ignorante que sente orgulho de sua falta de estudo e apresenta-se completamente deslumbrado com os encantos e benesses do cargo que ocupa, um apedeuta. Ao mesmo tempo vemos um homem grosseiro, rude, bronco, que humilha assessores, dirige-se aos ministros usando palavrões e, depois de uns goles a mais de álcool, é capaz de ofender outros chefes de Estado na frente de jornalistas, um tosco.

Lula acredita estar acima do povo. Falta-lhe honradez, espírito público, transparência e liderança. Estamos entre duas opções: aceitar que Lula é idiota e inepto ou é corrupto e safado. A organização criminosa sindical-partidária que aparelhou o Estado e chegou ao poder com Lula deve achar que o povo também é formado por apedeutas e toscos. Infelizmente terei que concordar se nosso país reelegê-lo no dia primeiro de outubro. E para aqueles que votarão no próximo pleito, fica uma frase para reflexão: Deve-se lembrar que a política deve ser feita para servir, nunca para servir-se dela. A democracia brasileira está sendo esgarçada até o limite pela sujeira que Lula deixou entrar no coração do poder e pelo autoritarismo e a soberba petista.

Em muitos países, os mandatários já são cientes de suas funções, responsabilidades e limites. Estes sabem que, enquanto governantes, servem ao povo, portanto, devem colocar-se a um patamar inferior a este. O povo está acima dos funcionários públicos, inclusive do Presidente, que está ali para servir. Devem atuar com transparência, lisura, bom senso, limites, responsabilidade, certos de estarem cumprindo um dever cívico com honradez perante seu país e povo. É só lembrar que foi possível Nixon se proteger mais como cidadão comum do que como Presidente.

O governo Lula é a maior expressão desta inversão de valores. Alojados nas benesses do Estado, atuam como se fossem donos da coisa pública, sem limites, locupletando-se com as vantagens que o poder pode proporcionar. Usam o poder público como se privado fosse, simbolizado na estrela vermelha nos jardins presidenciais.

Os casos de corrupção se avolumam de forma assustadora e remontam as administrações petistas municipais e estaduais do PT. Com o beneplácito de Lula, foi criada uma máfia, onde a corrupção segue e a dissimulação é sempre a saída encontrada. Assim foi desde os achaques de Waldomiro Diniz até a tentativa de compra de dossiês por Freud Godoy, passando por tantos escândalos que não caberiam neste artigo, como o pagamento das despesas de campanha de Lula em Caixa Dois para Duda Mendonça nas ilhas Cayman e a violação do sigilo bancário de um caseiro, ordenada pelo então Ministro da Fazenda, Antônio Palocci. O mais novo atingido pela mais recente das negociatas, operações e trapalhadas petistas é o seu presidente atual, Ricardo Berzoini, afastado da coordenação da campanha a reeleição.

Mesmo assim Lula continua com chances de vencer no primeiro turno.

Se Lula realmente for reeleito, especialmente no primeiro turno, terei certeza que existe algo de errado conosco, como povo. Acreditar na pirotecnia, nas promessas vagas, em bordões desconexos, emotivos e delirantes, como os de Heloísa Helena, por exemplo, é até natural em terras latino americanas, pois muitos políticos, em especial os de esquerda, sabem muito bem manipular a opinião alheia, em especial a tupiniquim. Entretanto, o fato é outro. O povo foi confrontado com desvios de conduta moral tão sérios, uma espécie de corrupção tão explícita, explicações tão inverossímeis e esfarrapadas, que ao reconduzirmos o principal beneficiário do esquema, Lula, estaremos sendo coniventes com seus crimes.

Alguns alegarão que as instituições assegurarão o cumprimento da lei. Não sejam ingênuos. Depois da chancela do povo para um segundo mandato, qualquer tentativa de retirar Lula do Planalto, mesmo que amparada pelo Direito Constitucional, emanada do Poder Judiciário e calcada em robustas provas, será chamada de golpe. Se isto acontecer, estaria aberto o caminho de uma séria ruptura institucional.

No livro “Viagens com o Presidente” dos jornalistas Eduardo Scolese e Leonencio Nossa pode-se encontrar a verdadeira personalidade de Lula. Ele realizou 423 viagens desde a posse até abril de 2006 – talvez por isso nunca saiba coisa alguma que se passa a sua volta. No relato percebe-se que Lula é uma pessoa sem instrução, ignorante que sente orgulho de sua falta de estudo e apresenta-se completamente deslumbrado com os encantos e benesses do cargo que ocupa, um apedeuta. Ao mesmo tempo vemos um homem grosseiro, rude, bronco, que humilha assessores, dirige-se aos ministros usando palavrões e, depois de uns goles a mais de álcool, é capaz de ofender outros chefes de Estado na frente de jornalistas, um tosco.

Lula acredita estar acima do povo. Falta-lhe honradez, espírito público, transparência e liderança. Estamos entre duas opções: aceitar que Lula é idiota e inepto ou é corrupto e safado. A organização criminosa sindical-partidária que aparelhou o Estado e chegou ao poder com Lula deve achar que o povo também é formado por apedeutas e toscos. Infelizmente terei que concordar se nosso país reelegê-lo no dia primeiro de outubro. E para aqueles que votarão no próximo pleito, fica uma frase para reflexão: Deve-se lembrar que a política deve ser feita para servir, nunca para servir-se dela. A democracia brasileira está sendo esgarçada até o limite pela sujeira que Lula deixou entrar no coração do poder e pelo autoritarismo e a soberba petista.

Márcio Coimbra

Márcio Chalegre Coimbra, é advogado, sócio da Governale - Políticas Públicas e Relações Institucionais (www.governale.com.br). Habilitado em Direito Mercantil pela Unisinos. Professor de Direito Constitucional e Internacional do UniCEUB – Centro Universitário de Brasília. PIL pela Harvard Law School. MBA em Direito Econômico pela Fundação Getúlio Vargas. Especialista em Direito Internacional pela UFRGS. Vice-Presidente do Conil-Conselho Nacional dos Institutos Liberais pelo Distrito Federal. Sócio do IEE - Instituto de Estudos Empresariais. É editor do site Parlata (www.parlata.com.br) articulista semanal do site www.diegocasagrande.com.br e www.direito.com.br. Tem artigos e entrevistas publicadas em diversos sites nacionais e estrangeiros (www.urgente24.tv e www.hacer.org) e jornais brasileiros como Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Zero Hora, Jornal de Brasília, Correio Braziliense, O Estado do Maranhão, Diário Catarinense, Gazeta do Paraná, O Tempo (MG), Hoje em Dia, Jornal do Tocantins, Correio da Paraíba e A Gazeta do Acre. É autor do livro “A Recuperação da Empresa: Regimes Jurídicos brasileiro e norte-americano”, Ed. Síntese - IOB Thomson (www.sintese.com).

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