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06 Jun 2004

Reagan: O Grande Comunicador da Liberdade

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Dizia ele que “Milhões de indivíduos tomando suas próprias decisões de consumo, movendo o mercado, sempre alocará recursos melhor do que qualquer processo planejado e centralizado pelo governo”.

“O governo não é a solução para nossos problemas; o governo é o problema”
Presidente Ronald Reagan, 1981

Em 1980, quando vencia as eleições presidenciais norte-americanas, Ronald Wilson Reagan garantiu que restabeleceria a grandeza e confiança no progresso, crescimento e otimismo da América. Oito anos depois de exercer a Presidência mais marcante desde Franklin D. Roosevelt, disse em tom de despedida na Casa Branca: “Queríamos mudar uma nação e, em vez disso, mudamos o mundo”. Seu legado é sem dúvida a luta constante pela liberdade. Dizia ele, “Meu sonho é que continuemos a trilhar nosso caminho com a luz da liberdade guiando nossos passos”.

Isto está expresso na mensagem de condolências de sua principal companheira de jornada na luta pela liberdade, Lady Margaret Thatcher, três vezes primeira-ministra britânica, entre 1979 e 1990: “Ronald Reagan tem mais mérito que qualquer outro líder por ter ganhado a Guerra Fria para a liberdade, e o fez sem dar um único tiro”. A importância da parceria Reagan-Thatcher foi fundamental para vencer o comunismo e incentivar a criação e desenvolvimento de uma nova geração de líderes conservadores e libertários ao redor do mundo. O impacto desta brilhante parceria de sucesso fez com que a implantação da agenda conservadora/libertária defendida por ambos devolvesse prestígio para suas nações, e no caso do Reino Unido, uma liderança comparável aos tempos de Winston Churchill.

Com efeito, além de ter articulado de maneira brilhante o fim do brutal regime fechado comunista em dezenas de países pelo mundo, Reagan travou uma batalha de enorme sucesso no âmbito doméstico. Dizia ele que “Milhões de indivíduos tomando suas próprias decisões de consumo, movendo o mercado, sempre alocará recursos melhor do que qualquer processo planejado e centralizado pelo governo”. Assim, promoveu um brutal corte de impostos, cortando gastos do governo, devolvendo poder ao povo. Sua política, a despeito de todos críticos, estimulou o crescimento econômico, aumento o número de postos de trabalho e cortou a inflação. Entre 1982 e 1987 aumentou o PIB em 27%, a renda per capita em 12% e foram criados 20 milhões de empregos. No fim de seu governo, em 1988, os Estados Unidos desfrutavam do maior período de prosperidade em tempos de paz sem recessão ou depressão econômica. Reagan imprimiu a agenda libertária econômica da Escola de Chicago à América. Quanto aos resultados, os números e a popularidade do 400. presidente norte-americano falam por si.

Sua hábil política redirecionou os Estados Unidos para o papel de protagonista no cenário mundial. Conseguiu, com seus aliados, danificar as estruturas do socialismo de tal forma, que o regime ruiu, podre, em menos de 10 anos. Sua estratégia consistiu em destruir o modelo intervencionista soviético e seus satélites por meio de suas próprias falhas estruturais, evidenciando sua ineficácia. Enquanto a sociedade era responsável por gerar riqueza no mundo capitalista, deixando ao Estado a responsabilidade pela defesa, no mundo socialista, apesar de contar com ogivas nucleares para rivalizar com os empreendimentos norte-americanos, a população não possuía mais leite, carne ou pão. O regime ruiu internamente, pois o Estado se demonstrou incapaz, caro e ineficiente. Não havia saída senão a independência das Repúblicas e que lutavam por liberdade, bem como a derrubada das brutais ditaduras que assolavam o Leste Europeu. A Rússia também não tardaria a resistir a pressão do povo.

Esta é uma grande perda para os americanos, e especialmente para os republicanos e a Califórnia, em menos de dez anos. Em 1994, Richard Nixon, passaria e a ser lembrado somente pela história e em suas memórias no museu de Yorba Linda. Em 2004, nascido em Illionois, mas californiano por adoção, Reagan, ou “o grande comunicador”, como era conhecido, passará somente a ser lembrado pela história.

Como um patriota, certa vez disse, "Deus tinha um propósito divino localizando esta terra entre dois grandes oceanos para ser descoberta por aqueles que tem um amor especial pela liberdade e coragem". Visionário da idéia de um Estado mínimo, contribuiu decisivamente para construção de uma grande América, e sem dúvida, um mundo livre. Neste momento triste, sua memória deve servir para que nunca esqueçamos a importância daquilo que defendeu por toda a vida, seu grande legado: a Liberdade.

Última modificação em Quarta, 30 Outubro 2013 20:26
Márcio Coimbra

Márcio Chalegre Coimbra, é advogado, sócio da Governale - Políticas Públicas e Relações Institucionais (www.governale.com.br). Habilitado em Direito Mercantil pela Unisinos. Professor de Direito Constitucional e Internacional do UniCEUB – Centro Universitário de Brasília. PIL pela Harvard Law School. MBA em Direito Econômico pela Fundação Getúlio Vargas. Especialista em Direito Internacional pela UFRGS. Vice-Presidente do Conil-Conselho Nacional dos Institutos Liberais pelo Distrito Federal. Sócio do IEE - Instituto de Estudos Empresariais. É editor do site Parlata (www.parlata.com.br) articulista semanal do site www.diegocasagrande.com.br e www.direito.com.br. Tem artigos e entrevistas publicadas em diversos sites nacionais e estrangeiros (www.urgente24.tv e www.hacer.org) e jornais brasileiros como Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Zero Hora, Jornal de Brasília, Correio Braziliense, O Estado do Maranhão, Diário Catarinense, Gazeta do Paraná, O Tempo (MG), Hoje em Dia, Jornal do Tocantins, Correio da Paraíba e A Gazeta do Acre. É autor do livro “A Recuperação da Empresa: Regimes Jurídicos brasileiro e norte-americano”, Ed. Síntese - IOB Thomson (www.sintese.com).

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